segunda-feira, 9 de março de 2026

Por uma Igreja Samaritana, que acolhe a fé e a propaga

 

Não é fácil, nem isenta de obstáculos a rota de conversão e de renovação que, pelo deserto quaresmal, nos encaminha para a vida nova. A Palavra de Deus escutada no 3.º domingo da Quaresma, no Ano A, dá-nos uma indicação reconfortante: Deus acompanhar-nos-á em cada passo e nunca deixará de saciar a nossa sede de vida.

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A primeira leitura (Ex 17,3-7) lembra um dos momentos cruciais da caminhada dos Hebreus pelo deserto, após a libertação do Egito: o povo, apoquentado pela sede, questiona o desígnio de Deus e pergunta-se se Deus pretende salvá-lo ou perdê-lo. A esta dúvida Deus responde com um gesto extraordinário: faz brotar água de um rochedo e sacia a sede do povo. Não é caso isolado: o Deus salvador e libertador esteve, está e estará sempre empenhado em saciar a sede de vida do seu povo, enquanto este atravessa o deserto da História.

Há algum tempo que Israel, liberto da noite do Egito, deixou a escravidão e caminha em direção ao dia novo da liberdade. Ao longo desta difícil caminhada, Deus tem-no acompanhado pari passu e tem-lhe manifestado, de muitos modos, o seu cuidado, bondade e amor.

Nos episódios da passagem do mar, da água amarga transformada em água doce e do maná e das codornizes, Deus mostrou o indubitável empeno na salvação do povo. Depois dessas experiências, Israel devia estar seguro da bondade e da fidelidade de Deus e confiar totalmente em Deus e no projeto de vida que Ele concretizava em favor do povo. Contudo, apesar das provas que Deus deu, continua desconfiado e duvida da fidelidade de Deus. Qualquer obstáculo que lhe apareça no caminho é visto como traição de Deus. O episódio de Refidim é mais um momento nesta História de desconfiança e de ingratidão. O povo instala o acampamento, mas, não tendo água para saciar a sede, depois de discussão com Moisés, sugere que foi enganado por Deus, o libertou do Egito para o matar de sede em pleno deserto. Cego de ingratidão, o povo de vistas curtas e com mentalidade de escravo vê no projeto de vida que Deus iniciou em favor dele um projeto de morte. Acusa Deus de o enganar, de o arrastar para um beco sem saída.

Naquele lugar, Israel entrou em conflito com Deus e acusou-o de conduzir o povo em direção à morte (o nome “meribá” vem da raíz “rib” – “entrar em contencioso”);  “provocou” Deus e desafiou-O (o nome “massa” vem da raiz “nsh” – “tentar”, no sentido de “provocar”). Assim, o lugar ficou a chamar-se “Meribá” e “Massá”, devido à altercação dos filhos de Israel, que tentaram o Senhor, ao perguntarem: “O Senhor está ou não no meio de nós?” Enfim, após tantas provas, tanta bondade, tantos cuidados e gestos de amor por parte de Deus, Israel ainda não fez verdadeira experiência de fé: não confia em Deus, não se entrega nas suas mãos.

Com divina paciência, Deus responde com gestos concretos e oferece ao povo a água que dá vida. Provando, de novo, que está com o povo, faz brotar de um rochedo a água de que o povo carece para saciar a sede. Uma lenda rabínica assegurará que, a partir daqui, a rocha que proporciona a água que dá vida nunca mais cessou de acompanhar o povo de Deus ao longo da sua marcha pela História. O apóstolo Paulo sugerirá, mais tarde, que Cristo – o Filho de Deus, que veio ao encontro dos homens para lhes dar vida – é a rocha de onde brota a água que mata a nossa sede de vida. E a catequese de Israel garante a todos os crentes que o Senhor Deus saciará sempre a nossa sede de vida e assistirá o seu povo em cada passo do seu caminho pela História.

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No Evangelho (Jo 4,5-42 Jesus dialoga com uma mulher da Samaria (um escândalo falar com uma mulher e estrangeira), junto do poço de Jacob, e propõe-se oferecer-lhe a “água viva” que matará toda a sede e que se tornará “uma nascente que jorra para a vida eterna”. A mulher mostra-se disponível para acolher e beber a água que Jesus tem para lhe oferecer.

O poço de Jacob ocupa o centro da cena. À sua volta movem-se as personagens principais: Jesus e a samaritana. Portanto, a temática a abordar relaciona-se com um poço de água e com gente que procura água para matar a sede. Não se diz o nome da mulher, mas que é uma mulher e samaritana. O que faz ali é captar água para matar a sua sede e a da sua família. A mulher, sem nome próprio, representa a Samaria, povo de religião heterodoxa, desprezado pelos Judeus, que busca, desesperadamente, a água capaz de matar a sede de vida plena, bem como, no dizer de Santo Agostinho, a Igreja provinda do paganismo. Na verdade, também os Samaritanos sentiam sede e a água que Deus oferece a todos os seus filhos também é para os Samaritanos.

O poço que está à disposição dos Samaritanos é historicamente conhecido – o poço de Jacob. E, na narrativa joânica, representa a Lei, sistema religioso à volta do qual se consubstanciava a experiência religiosa samaritana. Era nesse poço (a Lei) que os Samaritanos buscavam a água de que precisavam para saciarem a sua sede de vida. Porém, a água daquele poço já não respondia às necessidades (à sede) da Samaria. Os Samaritanos reconheceram, há muito, a insuficiência do poço da Lei e procuraram a vida plena noutras propostas religiosas, noutras vias, noutros deuses. Jesus refere-se aos cinco maridos que a samaritana tivera, o que pode aludir aos cinco deuses que os Samaritanos chegaram a adorar, conforme dizia a tradição judaica.

Na Samaria havia um povo, desprezado pelos Judeus, devido ao seu sincretismo religioso, que sentia sede de vida e buscava, em sendas erradas, a água para saciar a sede. Procurou-a no poço de Jacob, símbolo da Lei, mas só encontrou água que não saciava: quem dela bebia voltava a ter sede. Também procurou essa água noutras fontes, noutros deuses, mas encontrou desilusão e desencanto: já tinha conhecido diversas soluções (cinco maridos) e continuava a ter a inapagável sede de vida verdadeira e eterna. Todavia, Os Samaritanos não estavam condenados a errar à sede, à procura da água que sempre lhes escapa.

O evangelista diz-nos que Jesus, vindo da Judeia para a Galileia, “tinha de atravessar a Samaria”, mas não tinha. Quem viajava entre a Galileia e a Judeia fazia todos os possíveis por não atravessar a Samaria, para evitar as montanhas da região e para não ser confrontado com a hostilidade dos Samaritanos. Por isso, a necessidade de Jesus passar pela Samaria é teológica. Isto é, para cumprir a missão que o Pai Lhe tinha confiado, Jesus tinha de passar na Samaria e oferecer-lhe a água de que ela carecia para saciar a sua sede de vida.

Portanto, por volta do meio dia, Jesus chega ao poço de Jacob e senta-se. Ao sentar-se, propõe-se tomar o lugar do poço. É Jesus o novo poço que oferece a água aos Samaritanos sedentos de vida. Entretanto, aproximou-se uma mulher samaritana, que vem buscar água.

O poço era, na cultura popular palestiniana, cenário de noivado (aliás, nas nossas aldeias, a fonte era lugar de namoro). É junto de um poço que se decide o noivado de Isaac com Rebeca ou o de Jacob com Raquel. É junto de um poço que Moisés descobre Séfora e se apaixona por ela. E João evoca o tema profético do noivado de Deus com o povo: Jesus é o noivo que vem ao encontro do povo para o desposar e fazer com ele a nova Aliança. Assim, junto daquele poço, Jesus é o noivo que desposa a noiva, a Samaria. Doravante, a Samaria não precisará de procurar outro marido. Jesus é capaz de saciar a sua sede de felicidade.

Entre Jesus e a samaritana estabelece-se um dos mais belos diálogos do Novo Testamento. Jesus pede-lhe: “Dá-me de beber”. Ele não precisa da água daquele poço, mas rebaixa-Se – contra as convenções sociais e religiosas – a dirigir-se à mulher pertencente a um povo impuro e desprezado, para introduzir, na equação, a água. Jesus, que se apresentou aos homens no presépio de Belém, nunca teve problema em Se rebaixar, para descer ao nível dos homens e para sentir as suas necessidades. E a água é bom tema: todos precisamos dela para viver.

Entretanto, a mulher (Samaria) descobre que Jesus lhe vem propor a água que lhe matará, em definitivo, a sede de vida eterna. Depois de descobrir isso, rende-se completamente a Jesus e pede: “Senhor, dá me dessa água!” Para João, a água de Jesus – o grande dom – é o Espírito. Na conversa com Nicodemos, Jesus já avisara que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus”; e, quando Jesus Se apresenta como a “água viva” que matará a sede do homem, João cuida de explicar que Ele se referia ao Espírito, que iam receber aqueles que acreditassem n’Ele. O Espírito, acolhido no coração do homem, transforma-o, renova-o e torna-o capaz de amar Deus e os irmãos. Sacia a sede de vida do homem e possibilita-lhe uma vida totalmente nova.

Em relação ao repto de Jesus, a mulher, inicialmente, fica confusa. Quer saciar a sua sede de vida, mas não sabe o que fazer para ter acesso à água do Espírito, à água de Jesus. Terá de renunciar à sua especificidade religiosa e de ceder às pretensões religiosas dos Judeus, para quem o verdadeiro encontro com Deus só ocorre no Templo de Jerusalém e na instituição religiosa judaica (“nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve adorar”)? Ora, Jesus esclarece que não se trata de escolher entre o caminho dos Judeus e o dos Samaritanos. Não é no Templo de pedra de Jerusalém ou no Templo de pedra do monte Garizim que Deus está. Quem quiser encontrar Deus e acolher o Espírito que sacia a sede de vida, deve aderir a Jesus, escutar as suas indicações, seguir os seus passos, ir atrás d’Ele no caminho do amor e da entrega. Da adesão a Jesus nascerá um povo novo, a comunidade que vive do Espírito.

Só então desaparecerão as barreiras que separavam os dois povos: os Judeus e os Samaritanos. O que passa a contar é a vida do Espírito e da verdade, que renovará e transformará o coração de todos, que a todos ensinará o amor a Deus e que fará de todos – sem distinção de raça ou de perspetiva religiosa – uma família de irmãos. É uma lição para os cristãos vindos dos judaísmo e do paganismo, uma lição que a Igreja de hoje precisa de reaprender.

A mulher responde a Jesus deixando o cântaro (tornado inútil) e corre a anunciar aos habitantes da cidade a proposta que Jesus, em nome de Deus, oferece à Samaria. E João enfatiza adesão entusiástica de todos os Samaritanos à mensagem de Jesus e a confissão da fé proclamada por toda a comunidade, que reconhece Jesus como “o Salvador do Mundo” – isto é, como Aquele que dá ao homem a vida plena e definitiva. Os samaritanos descobriram o novo poço onde poderão saciar a sua sede de felicidade e de vida eterna: Jesus.

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A segunda leitura (Rm 5,1-2.5-8) não evoca o tema da água, mas reafirma o empenho de Deus em oferecer vida e salvação ao povo. Garante que, sejam quais forem as nossas faltas, Deus “justifica-nos”. A sua misericórdia falará sempre mais alto do que o nosso pecado. Deus oferecer-nos-á sempre, gratuita e incondicionalmente, a salvação.

Paulo está seguro da realidade que o enche de alegria: todos – Judeus, Gregos ou Romanos – os que se encontraram com Jesus e O acolheram, estão destinados à salvação. Independentemente das suas origens, histórias de vida, pecados ou virtudes, foram justificados pela fé. A “justificação pela fé” é um conceito-chave na visão teológica de Paulo.

No mundo bíblico a “justiça”, mais do que um conceito jurídico reservado ao tribunal, é uma relação que define a fidelidade de alguém a si próprio, à sua essência, modo de ser, compromissos. Ora, sempre que se relacionou com os homens, Deus mostrou que a sua essência é amor, clemência, compaixão, bondade, misericórdia. A sua ira dura apenas um instante, ao passo que a sua benevolência permanece. Assim, dizer que Deus é justo não é dizer que responde na mesma moeda ao pecador ou que lhe pune as faltas quando ele infringe as regras, mas é dizer que a bondade e o amor de Deus falam sempre mais alto, mesmo quando o homem não procedeu bem. A bondade de Deus vem sempre ao de cima; e, mesmo que o homem o não mereça, emitirá o veredicto da graça, e o homem pecador alcança a salvação.

Ora, o amor de Deus e o seu veredicto de graça em favor do homem concretizaram-se em Jesus e através de Jesus. Nós, seres humanos limitados e pecadores, descobrimos e contemplamos o amor de Deus, quando olhamos para Jesus, para os seus gestos de partilha e de entrega, para a sua morte na cruz. Deus enviou-no-lo para nos mostrar o seu amor e para conhecermos o seu dom. Jesus mostrou-nos o caminho que conduz à vida e deixou-se matar para concretizar o projeto salvador de Deus. Na verdade, nós não merecíamos tanto amor; mas, apesar do nosso pecado, Jesus deixou-Se matar para nos apontar o caminho que leva à vida: “Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores”.

O homem pecador – justificado pelo amor de Deus patente na cruz de Jesus – é nova criatura: é o homem ressuscitado para a vida nova, que vive do Espírito, que é filho de Deus e co-herdeiro com Cristo. E o apóstolo explica o que é que ganham os cristãos que se encontram com Cristo, que são “justificados” e que obtêm o acesso à salvação.

Ganham a paz, que não é a mera ausência de guerra ou a tranquila serenidade de quem se sente bem consigo, mas é a situação de quem embarca na relação positiva com Deus tendo, através d’Ele, acesso à vida verdadeira e definitiva. Ganham a esperança, o dom que nos permite superar as dificuldades e a dureza da caminhada, apontando a um futuro glorioso de vida em plenitude. A esperança não é um otimismo irresponsável, que nos permite evadirmo-nos do presente ou iludirmos a adversidade, mas é o que nos permite enfrentar, confiadamente, as vicissitudes da caminhada, cônscios de que as forças da morte não terão a última palavra e que as forças da vida triunfarão. E ganham o amor de Deus ao homem, pois o cristão não é um pobre diabo que se arrasta pela lama do Mundo alimentando sonhos irrealizáveis, mas é, alguém a quem Deus ama com amor verdadeiro. A prova está em Jesus de Nazaré, o Filho amado que Deus enviou ao Mundo e “entregou à morte por nós, quando ainda éramos pecadores”.

Estamos no âmago da teologia paulina. Na compreensão que o apóstolo tem da vida e da História, há uma realidade central, que ele testemunha com entusiasmo contagiante: Deus ama-nos com um amor sem limites e faz tudo para se encontrar connosco e para saciar a nossa sede de vida. Paulo, enquanto viver, não conseguirá calar esta “Boa Notícia”.

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É eloquente o comentário de Santo Agostinho ao episódio evangélico acima desenvolvido:

Veio uma mulher. Esta mulher é figura da Igreja, ainda não justificada, mas a caminho da justificação.  […] A mulher veio sem saber o que a esperava; encontrou Jesus, e Jesus dirigiu-lhe a palavra. Vejamos o facto e a razão por que veio uma mulher da Samaria para tirar água). “Os Samaritanos não pertenciam ao povo judeu; não eram do povo escolhido. Faz parte do simbolismo da narração que esta mulher, figura da Igreja, tenha vindo de povo estrangeiro; porque a Igreja viria dos pagãos, dos que não pertenciam à raça judaica.

“Ouçamos a nós mesmos nas palavras desta mulher, reconheçamo-nos nela e nela demos graças a Deus por nós. Ela era uma figura, não a realidade; começou por ser figura, e tornou-se realidade. Pois acreditou naquele que queria torná-la figura de nós mesmos. Veio, simplesmente, para tirar água, como costumam fazer os homens e as mulheres. Jesus disse-lhe: ‘Dá-me de beber.’ Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. A mulher samaritana disse a Jesus: ‘Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?’ De facto, os Judeus não se dão com os Samaritanos. Estais a ver que são estrangeiros. Os Judeus de modo algum se serviam dos cântaros dos Samaritanos. Como a mulher trazia consigo um cântaro para tirar água, admirou-se de que um judeu lhe pedisse de beber, pois os Judeus não o costumavam fazer. Mas aquele que pedia de beber tinha sede da fé daquela mulher.

«Escuta agora quem pede de beber. Respondeu-lhe Jesus? ‘Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva

“Pede de beber e promete dar de beber. Apresenta-se como necessitado que espera receber, mas possui em abundância para saciar os outros. ‘Se tu conhecesses o dom de Deus’, diz. O dom de Deus é o Espírito Santo. Jesus fala, veladamente, à mulher, mas vai entrando no seu coração, e vai-lhe ensinando. Que haverá de mais suave e bondoso do que esta exortação? Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. Que água lhe daria ele, senão aquela da qual está escrito: ‘Em vós está a fonte da vida? Pois como podem ter sede os que vêm saciar-se na abundância de vossa morada?

“O Senhor prometia à mulher um alimento forte, prometia saciá-la com o Espírito Santo. Mas ela não compreendia. E, na sua incompreensão, que respondeu? Disse-lhe então a mulher: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”. A necessidade obrigava-a a trabalhar, mas a sua fraqueza recusava o trabalho. Se, ao menos  ela tivesse ouvido aquelas palavras: ‘Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso!’ Jesus dizia-lhe tudo aquilo para que não se cansasse mais; ela, porém, ainda não compreendia.”

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É imperativo escutar a palavra de Deus e aclamar Cristo, o Senhor.

“Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, / não fecheis os vossos corações.”

“Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos a Deus nosso salvador. / Vamos à sua presença e dêmos graças, / ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

“Vinde, prostremo-nos em terra, / adoremos o Senhor que nos criou, / pois Ele é o nosso Deus / e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

“Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: «Não endureçais os vossos corações, / como em Meriba, como no dia de Massa no deserto, / onde vossos pais Me tentaram e provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras.”

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“Louvor e glória a Vós, Jesus Cristo, Senhor.”

“Senhor, Vós sois o Salvador do mundo: / dai-nos a água viva, para não termos sede.”

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Só uma Igreja que acolhe e propaga a fé é capaz de ser samaritana como o bom samaritano que, ao invés do sacerdote e do levita, socorreu o homem ferido que jazia na berma da estrada (Lc 10,25-37). O grande bom samaritano é Cristo!

2026.03.08 – Louro de Carvalho


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