A
29 de junho, celebrou-se a Solenidade de S. Pedro e de S. Paulo, apóstolos que
chegaram a Jesus por vias diferentes: Pedro, pescador, recebeu o chamamento de
Jesus nas margens do Mar da Galileia; Paulo, rabi judeu, encontrou Jesus no
caminho de Damasco. Ambos apostaram tudo em Jesus e seguiram-No até ao martírio
(em Roma, na perseguição do imperador Nero). Pedro e Paulo, cada um a seu jeito,
são duas grandes referências para os cristãos. A liturgia da solenidade desafia-nos
a seguir o seu exemplo de fidelidade a Jesus e ao Evangelho.
***
A primeira
leitura (At 12,1-11) mostra como Deus cauciona o testemunho dos
discípulos e cuida deles, quando o Mundo os condena. A misteriosa libertação de
Pedro da prisão mostra a solicitude de Deus pela sua Igreja e pelos discípulos
que testemunham a Boa Nova.
Nos
Atos dos Apóstolos, Lucas propôs-se narrar a aventura missionária que
levou o Evangelho desde Jerusalém até Roma, o coração do império, sendo os
discípulos, guiados pelo Espírito Santo, as testemunhas de Jesus e do desígnio
do Pai.
O
trecho em referência encerra a primeira parte do livro – a História da expansão
do cristianismo dentro da Palestina, tendo já o Evangelho sido levado à Samaria
e a toda a faixa costeira da Palestina, incluindo Ashdod, Cesareia Marítima,
Lida e Jope.
Por
esta altura (cerca do ano 42) Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande,
refizera o reino do seu avô. No ano 37, o imperador Calígula deu-lhe o título
de rei e confiou-lhe os antigos territórios da tetrarquia de Herodes Filipe (a
Itureia, a Traconítide, a Bataneia, a Gaulanítide e a Auranítide). No ano 40, o
mesmo imperador adicionou ao reino de Herodes Agripa a antiga tetrarquia de
Herodes Antipas (a Galileia e a Pereia); E, no ano 41, o imperador Cláudio (sucessor
de Calígula) pôs a Samaria e a Judeia sob a autoridade de Herodes Agripa, que reinou
até ao ano 44, altura em que morreu, de súbito, em Cesareia, numa cerimónia
pública.
Herodes
Agripa I teve sempre boas relações com os líderes judaicos. Observava as
prescrições da Lei de Moisés, cumpria os rituais de purificação dos judeus e oferecia,
diariamente, os sacrifícios prescritos no templo de Jerusalém. Porém, fazia-o mais
por cálculo político do que por convicção, pois, fora do território judaico
vivia ao modo helénico. E foi para agradar aos líderes judaicos que Herodes
Antipas mandou matar, à espada, o apóstolo Tiago, filho de Zebedeu, irmão de
João. Ora, Tiago era figura proeminente da comunidade cristã de Jerusalém.
Jesus tinha-lhe predito que beberia o mesmo cálice que Jesus, isto é, partilharia
o destino de Jesus.
Após
a morte/ressurreição/exaltação de Jesus, os discípulos passaram a arautos da
salvação que Deus ofereceu aos homens, através do seu Filho. À questão como é
que o Mundo – que rejeitou Jesus e o crucificou numa colina fora das muralhas
de Jerusalém – acolherá o testemunho dos discípulos, o hagiógrafo responde com
factos concretos. Depois de contar, de passagem, a morte de Tiago, refere que
Pedro foi preso à ordem de Herodes Agripa I, cujo plano seria condenar Pedro à
morte, para assegurar o aplauso dos líderes judaicos. Porém, como decorriam as
festas pascais, o julgamento foi adiado. E, enquanto Pedro estava na prisão, “a
Igreja orava, instantemente, a Deus por ele”, pois a comunidade, unida e
solidária, era uma família preocupada com a sorte de cada um dos seus membros.
Por isso, quando Pedro corria perigo, a Igreja pedia para ele a ajuda de Deus.
Na
véspera do julgamento, Pedro escapou da prisão, de noite. Não se sabe o que
terá acontecido, mas a libertação de Pedro foi vista pela comunidade como
resultado da intervenção de Deus. A narração lucana fala da intervenção de um
“anjo do Senhor” que tirou Pedro da prisão, sem papel ativo deste no processo. E
nós devemos ver, nos pormenores maravilhosos narrados (o aparecimento do anjo
do Senhor, a luz que iluminou a cela da cadeia, a passagem pelos guardas sem se
aperceberem da fuga, a abertura milagrosa da porta da prisão), não tanto a
descrição de acontecimentos, mas uma catequese sobre a solicitude de Deus pelos
apóstolos. Seja como for, os cristãos de Jerusalém viram o dedo de Deus na saída
de Pedro da prisão.
A
catequese dirige-se a todos os cristãos incompreendidos e perseguidos por causa
da fidelidade a Jesus e ao Evangelho e que não estão sozinhos, ante a
hostilidade do Mundo. Deus acompanha-os, em cada passo, dá-lhes a força para
serem testemunhas, cuida deles, livra-os dos perigos, fá-los vencer as ciladas
dos inimigos. Os enviados de Jesus sabem que peregrinam e enfrentam o Mundo,
sob o olhar atento e paterno de Deus.
***
O Evangelho (Mt
16,13-19)
convida
os discípulos a aderirem a Jesus e a verem-No como “o Messias, o Filho de Deus
vivo”. Dessa adesão, nasce a Igreja – comunidade dos discípulos de Jesus,
convocada e organizada à volta de Pedro e que tem a missão de testemunhar a salvação
que Jesus trouxe. À Igreja e a Pedro (que a representa, na unidade) é confiado
o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar o
seu ensino aos desafios do Mundo e de acolher na comunidade quantos aderem à
proposta de salvação.
O
episódio em apreço ocupa lugar central no Evangelho de Mateus, assinalando um
momento de viragem no trilho de Jesus. Já se perfila, no seu horizonte, o
destino de cruz.
Nos
primeiros tempos de ministério, Jesus conhece fulgurante sucesso. A sua fama
espalha-se e reúnem-se à volta d’Ele “grandes multidões vindas da Galileia, da
Decápole, da Judeia e de além Jordão”. Depois, começa a encontrar sinais de
resistência crescente à sua proposta: os fariseus e os doutores da Lei
contestam-No abertamente e, em muitas povoações da Galileia, há gente que não
acredita e recusa a sua mensagem. O anúncio do Reino de Deus só encontra
acolhimento incondicional por parte do grupo dos que O seguem passo a passo.
Jesus
tem consciência de que se aproxima, a passos largos, a altura de se dirigir a
Jerusalém para enfrentar as autoridades. Será condenado e morto na cruz. Porém,
o Reino não morrerá na cruz a içar fora das muralhas da cidade santa. Os
discípulos ficarão para levarem a todos a Boa Nova do Reino, mas é preciso
prepará-los: devem entender e acolher o Reino, comprometer-se totalmente no
seguimento de Jesus, manifestar disponibilidade para integrar a comunidade do
Reino. A conversa de Jesus com eles, perto de Cesareia de Filipe, aponta para
isso.
Cesareia
de Filipe, cenário da narração mateana, situava-se no Norte da Galileia, no
sopé do Monte Hermon, junto de uma das nascentes do rio Jordão, na zona da
atual Bânias. No período helenístico, tinha tomado o nome de Panion, por haver
lá um santuário dedicado ao deus grego Pan; mas, no ano 2 ou 3 a.C., Herodes
Filipe (filho de Herodes o Grande) reconstruiu-a e denominou-a Cesareia, em
honra de César Augusto, imperador de Roma. Era, pois, uma cidade marcada pelo
paganismo e pelo culto ao imperador.
O
trecho em apreço pode dividir-se em duas partes: a primeira, de caráter
cristológico, centra-se em Jesus e na sua identidade; a segunda, de carácter
eclesiológico, centra-se na Igreja, que Jesus convoca em torno de Pedro.
Na
primeira parte (vv. 13-16), Jesus interroga, duplamente, os discípulos:
acerca do que as pessoas dizem d’Ele e acerca do que os discípulos pensam. A
opinião dos “homens” reflete entendimentos diversos. Os contemporâneos de Jesus
veem-No em continuidade com o passado (“é João Baptista”, “Elias”, “Jeremias”
ou “algum dos profetas”). Não captam a condição singular de Jesus, a sua
novidade e originalidade. Só reconhecem que é homem convocado por Deus e
enviado ao Mundo com uma missão, como os profetas veterotestamentários. Na
perspetiva deles, Jesus é homem bom, justo, generoso, que escutou o apelo de
Deus e Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros antes
d’Ele. Não é o suficiente: significa que não entenderam a novidade nem a
profundidade do mistério do Messias.
Já
a opinião dos discípulos vai muito além da opinião comum. Porque seguiram Jesus
por toda a Galileia, conviveram com Ele, noite e dia, escutaram as suas
palavras e testemunharam os seus gestos, é normal que tenham visto em Jesus uma
dimensão que as outras pessoas não captaram. Pedro, porta-voz do grupo, resume
o sentir da comunidade do Reino na expressão: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus
vivo”. Estes dois títulos resumem a fé da Igreja mateana e a catequese sobre
Jesus. Dizer que Jesus é o Cristo (Messias) é dizer que é o libertador que
Israel esperava, enviado por Deus para libertar o Povo e para lhe doar a
salvação definitiva. No entanto, para os membros da comunidade do Reino, Jesus
não é só o Messias: é também o “Filho de Deus”. No Antigo Testamento, a
expressão “Filho de Deus” aplica-se aos anjos, ao Povo eleito, aos vários
membros do Povo de Deus, ao rei e ao Messias-rei da linhagem de David. Designa
a condição de quem está em peculiar relação com Deus, a quem Deus elegeu e a
quem Deus confiou uma missão. Definir Jesus como o Filho de Deus significa que
Ele recebe vida de Deus e que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve
com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus Lhe confiou a missão
única da salvação dos homens; é reconhecer a profunda unidade e intimidade
entre Jesus e o Pai e que Jesus conhece e realiza o desígnio do Pai entre os
homens. Os discípulos são convidados a entender, dessa forma, o mistério de
Jesus.
Na
segunda parte (vv. 17-19), Jesus responde à confissão de fé petrina. É
texto exclusivo de Mateus, pois não aparece nos outros sinóticos. Jesus
felicita Pedro pela fé que o anima e que ele testemunha. Porém, essa fé não é
mérito de Pedro, mas dom de Deus (“não foram a carne e o sangue que to
revelaram, mas o meu Pai que está nos céus”). Pedro pertence à categoria dos pobres,
dos simples, abertos à novidade de Deus, que têm o coração disponível para
acolher os dons e as propostas de Deus (os pobres e simples estão contrapostos aos
líderes – os fariseus, os doutores da Lei, os escribas – instalados nas certezas,
seguranças e preconceitos, incapazes de abrir o coração aos desafios de Deus).
A
fé proclamada por Pedro é a base sobre a qual assenta a comunidade do Reino. A
Pedro (nome grego do aramaico “Kephâ”, que significa “rocha”), é confiada a
missão de ser a rocha sobre a qual assentará a Igreja nascida de Jesus. Não é
rocha contra a qual nos esmaguemos ou pedra com se atira e fere, mas gruta rupestre
(forte e suave), que acolhe e protege.
Para
que seja possível a Pedro testemunhar Jesus, o Messias Filho de Deus e edificar
a comunidade do Reino, Jesus promete-lhe “as chaves do Reino dos céus” e o
poder de “ligar e desligar”. No contexto bíblico, o detentor das chaves é o administrador
do palácio. É ele que, entre outras coisas, administra os bens do soberano,
fixa o horário da abertura e do fechamento das portas do palácio e define que
visitantes introduzir junto do soberano. E a expressão “atar e desatar”
designava, entre os judeus, o poder de interpretar a Lei com autoridade, de
declarar o que era ou não permitido, de excluir ou de reintroduzir alguém na
comunidade do Povo de Deus. Assim, Jesus nomeia Pedro para administrador e
supervisor da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus,
para adaptar o ensino de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher
novos membros na comunidade dos discípulos do Reino.
Porém,
a Igreja não é um condomínio fechado ao qual só alguns têm acesso. Todos são
chamados por Deus a integrar a comunidade do Reino, mas só entram os que
aceitam Jesus como o Messias, o Filho de Deus, e acolhem a Boa Nova.
Jesus
não confia a um homem (Pedro) o primado, o papel de liderança absoluta (o poder
das chaves, de ligar e de desligar) da comunidade dos discípulos, mas, como
escreve Santo Agostinho, Pedro é o discípulo que dá voz a todos os que
acreditam em Jesus e que representa a comunidade dos discípulos. Com efeito, o
poder de “ligar e desligar”, por exemplo, aparece noutro contexto, confiado à
totalidade da comunidade e não a Pedro em exclusivo. Assim, deve entender-se a personalidade
apostólica de Pedro como o protótipo do discípulo e do apóstolo. Nele está
representada e por ele é coordenada e confirmada na fé a comunidade que se
reúne à volta de Jesus e que proclama a fé em Jesus como o Messias e o Filho de
Deus. É a ela, representada por Pedro, que Jesus confia as chaves do Reino e o
poder de acolher ou excluir (alguns insistem na exclusão!). Isso não invalida
que Pedro fosse a grande referência para os primeiros cristãos e que tivesse
papel de primeiro plano na animação da Igreja nascente, sobretudo, nas
comunidades da Síria (a que o Evangelho de Mateus parece dirigir-se).
***
A segunda
leitura (2Tm 4,6-8.17-18) é como que o testamento paulino. Em balanço
da vida do apóstolo, o epistológrafo recorda a resposta generosa de Paulo ao
chamamento de Jesus e o seu compromisso total com o Evangelho. É texto desafiante,
que convida todos os discípulos a percorrerem o caminho cristão com entusiasmo,
com entrega, com ânimo, a exemplo de Paulo. Timóteo cujo nome aparece no
endereço da carta é um cristão nascido, em Listra (Ásia Menor), de pai grego e
de mãe judeo-cristã. O apóstolo encontrou-o na segunda viagem missionária e
associou-o à aventura do anúncio do Evangelho. E ele tornou-se companheiro
inseparável de Paulo. Aparece ao lado do apóstolo em Atenas, em Corinto, em
Éfeso, colaborando no esforço missionário. Paulo confiava plenamente nele e
encarregou-o de missões delicadas junto das igrejas. Segundo a tradição, foi o
primeiro bispo de Éfeso.
É
problemático que Paulo seja o autor das cartas a Timóteo: a linguagem, o estilo
e a doutrina apresentam diferenças em relação a outras cartas paulinas. Também
o contexto eclesial destas cartas parece mais do final do século I de
princípios do século II. Enquanto na época de Paulo, a preocupação era anunciar
o Evangelho, na destas cartas, a preocupação é “conservar a fé”, visto que a fé
cristã estava ameaçada pela acomodação dos crentes e pelas falsas doutrinas que
alguns mestres difundiam. É possível que um discípulo de Paulo tenha composto
estas cartas para responder às novas problemáticas que a Igreja tinha de
enfrentar.
Em
concreto, a segunda Carta a Timóteo apresenta conselhos pastorais que Paulo
destina ao grande colaborador (Timóteo) na obra da evangelização. O epistológrafo
estaria na prisão e, numa espécie de testamento, recorda a Timóteo o ministério
que recebeu, convida-o a manter-se fiel à graça, alerta-o para os perigos dos
novos tempos e faz-lhe recomendações.
O
autor da carta apresenta-se na persona de Paulo, prisioneiro em Roma.
Sentindo que a vida lhe está a chegar ao fim, avalia a forma como viveu, com o
objetivo de levar os crentes a fazerem, como Paulo, o dom total das suas vidas
a Deus.
A
vida de Paulo sofreu radical transformação, quando se encontrou com Cristo na via
de Damasco. Postergou as certezas e seguranças em que apostara e começou a
viver para Cristo: enfrentou as oposições, contornou os obstáculos, suportou os
cansaços, enfim, deu tudo para levar a Boa Nova a todas as nações, de Jerusalém
a Roma.
Para
definir a sua vida de compromisso total com o desígnio de Deus, recorre a três
imagens. A primeira vem do culto judaico: a vida de Paulo foi oferta
sacrificial a Deus, derramada sobre o altar de Deus, à imagem dos ritos de
libação que se faziam no santuário e que consistiam no derramamento de um pouco
de vinho sobre o altar onde, depois, se queimava a oferenda destinada à
divindade. A segunda é tirada do contexto militar. A sua vida foi um combate, em
que ele se empenhou, totalmente, até ao dom de si próprio. Combateu bravamente
e deu tudo pela vitória de Deus. A terceira imagem é a do atleta que corre em
direção à meta, para alcançar a vitória. Qual atleta de eleição, Paulo correu
sempre, com empenho total, com dedicação absoluta, pondo todas as suas forças
ao serviço do desígnio de Deus. Agora, depois de uma vida gasta ao serviço de
Deus, pressente que chegou ao fim do seu caminho. Está satisfeito com a sua
prestação, pois manteve-se focado e fiel, realizando tudo o que estava ao seu
alcance para corresponder ao chamamento de Jesus. Resta-lhe receber a “coroa da
justiça” reservada aos vencedores. E Paulo aproveita para avisar que o mesmo
prémio está reservado a todos aqueles que lutam, com o mesmo denodo e com o
mesmo entusiasmo, pela causa do Reino.
No
final, nuns versículos que a leitura da solenidade não conservou, o epistológrafo
põe na boca do apóstolo o lamento do homem cansado que, apesar de tudo o que
fez pelo Evangelho, se sente abandonado por alguns irmãos na fé. Apesar disso, não
se sente sozinho, pois tem experimentado, nos dias de cativeiro, o apoio e o
conforto de Deus. Está convicto de que Deus o livrará de todo o mal e lhe dará,
no final da caminhada, a vida definitiva. Por isso, termina a sua partilha com
um grito de louvor: “Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Ámen.”
Ao
apresentar aos crentes o testemunho de Paulo, o epistológrafo pede-lhes que
tenham atitude semelhante à do apóstolo, não se deixando vencer pelo desânimo,
pelo sofrimento, pelo medo, pela tribulação; mantendo-se fiéis a Jesus e ao
Evangelho; e confiando no prémio que espera todos os que combateram o bom
combate e mantiveram a fé. Prosit!
***
Por
isso, com o salmista, bendigamos o Senhor e, com Pedro, professemos a fé no Cristo,
Filho de Deus:
“O Senhor libertou-me de toda a ansiedade.”
“A toda a hora bendirei o Senhor, / o Seu louvor
estará sempre na minha boca. / A minha alma gloria-se no Senhor; / escutem e
alegrem-se os humildes.
“Enaltecei comigo ao Senhor, / e exaltemos juntos o
Seu nome. / Procurei o Senhor e Ele atendeu-me, / libertou-me de toda a
ansiedade.
“Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes: / o vosso
rosto não se cobrirá de vergonha. / Este pobre clamou e o Senhor o ouviu, / salvou-o
de todas as angústias.
“O anjo do Senhor protege os que O temem / e
defende-os dos perigos. / Saboreai e vede como o Senhor é bom: / feliz o homem
que n’Ele se refugia.”
“Aleluia.
Aleluia. Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja / e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela.”
2026.06.29
– Louro de Carvalho
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