A
Liturgia da Palavra do 4.º domingo da Quaresma pretende que os cristãos abram
os olhos para a luz e vejam quem é o seu Senhor e para onde Ele quer que
dirijamos os nosso foco de atenção.
Muitas
vezes, comportamo-nos como cegos ou olhamos às aparências, quando devíamos
olhar com os olhos de Deus, que é a Luz, e com os olhos de Jesus Cristo, o
Filho, que é a Luz no meio de nós. Enfim, porque somos chamados a ser a luz do
Mundo como Jesus, temos de nos habituar a viver na luz e da luz.
***
A
primeira leitura (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) não se refere ao tema da luz,
como o faz o Evangelho de João e a Carta de Paulo aos Efésios. Contudo, a
escolha de David para rei de Israel e a sua unção constituem um rico pretexto
para refletirmos sobre a unção que recebemos no dia do batismo e que nos
constituiu testemunhas da luz de Deus no Mundo, ou fotóforos de Deus.
Na
segunda metade do século XI a.C., os Filisteus eram séria ameaça para as tribos
do Povo de Deus. Instalados na orla costeira, pressionavam os outros grupos que
habitavam a terra de Canaã, nomeadamente, as tribos do Povo de Deus que
ocupavam as montanhas do interior. A necessidade de liderança única e forte
levou os anciãos a equacionarem a possibilidade da união política das tribos
sob a autoridade de um rei, à imagem dos outros povos da zona.
A
experiência monárquica com Saúl, que agrupava as tribos do centro e algumas do Norte,
terminou de forma dramática: Saúl e seu filho Jónatas morreram na batalha de
Gelboé, em luta contra os Filisteus, por volta do ano 1040 a.C. Por isso, havia
que encontrar outro rei, capaz de gerar consensos entre tribos muito
diferentes, de as juntar e de as conduzir ao combate vitorioso contra os
inimigos. A escolha dos anciãos – tanto das tribos do Norte, como das tribos do
Sul – recaiu no jovem David, que nasceu em Belém de Judá, no Sul do país.
O
Primeiro Livro de Samuel apresenta três tradições sobre a entrada de David em
cena. A primeira apresenta-o como admirável guerreiro, cuja valentia chamou a
atenção de Saúl, sobretudo, após a sua vitória sobre Golias, o gigante filisteu.
A segunda apresenta-o como um poeta, que vai para a corte de Saúl para cantar e
tocar harpa, só conseguindo o rei reencontrar a calma e o bem-estar com a música
de David. Aos poucos, o poeta/cantor David foi ganhando adeptos na corte, tornou-se
amigo de Jónatas, filho de Saúl, e casou com Mical, a filha do rei. E a
terceira tradição – a de maior importância teológica – apresenta a realeza de
David como escolha de Javé. É esta a tradição que o trecho em apreço apresenta.
O
hagiógrafo mostra que a lógica de Deus é diferente da lógica humana. Desde
logo, David é apresentado como o eleito de Javé. É sempre Javé quem escolhe
quem quer para lhe confiar uma missão. Nem ao seu enviado Samuel o Senhor deu prévia
explicação.
Depois,
impressiona a lógica da escolha. Samuel raciocina com a lógica humana e
pretende ungir como rei o filho mais velho de Jessé de Belém, impressionado
pelo seu belo aspeto e pela sua estatura, mas não era essa a escolha de Deus.
Samuel acaba por entender que a escolha de Deus recai sobre David – o filho
mais novo de Jessé – um jovem anónimo e desconhecido que andava a guardar o
rebanho do pai. Há, aqui, o prenúncio do rei de Israel como rei pastor, que
sabe apascentar as ovelhas e os cordeiros.
A
eleição não resulta da iniciativa do homem, mas da iniciativa e da vontade
livre de Deus. E a eleição de David evidencia a lógica de Deus, que escolhe sem
ter em conta os méritos, o aspeto ou as qualidades humanas que impressionam os
homens. Ao invés, Deus escolhe e chama, com frequência, os pequenos, os mais
fracos, os que o Mundo marginaliza e considera insignificantes; e é através
deles que age no Mundo. Fica, assim, clarividente que é Deus quem realiza a
obra da salvação e que os homens são instrumentos com os quais Deus realiza a
sua obra.
***
No
Evangelho (Jo 9,1-41), Jesus apresenta-se como “a Luz do Mundo”; a sua
missão é libertar os homens das trevas do egoísmo e da autossuficiência. Aderir
à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que
leva à vida plena. Da ação de Jesus nasce, assim, o Homem Novo – isto é, o
Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de
Jesus.
O
Evangelho de João apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo
Pai para criar o Homem Novo; e, no “Livro dos Sinais” (Jo 4,1-11,56), o evangelista
– recorrendo aos sinais da água, do pão, da luz, do pastor e da vida – formula um
conjunto de catequeses sobre a ação criadora do Messias. Fazer lodo e colocá-lo
nos olhos do cego de nascença é ação tão criadora como a de tirar o homem da
terra húmida; e privilegiar os olhos significa o apreço especial pela vida como
luz e nitidez.
O
texto em causa compagina a terceira catequese, a da luz, do “Livro dos Sinais”:
pelo sinal da luz, João descreve a ação criadora e vivificadora de Jesus. Esta
catequese surge no contexto da “Festa de Sukkot” (festa das colheitas), em que
um dos ritos mais populares era a iluminação dos quatro grandes candelabros do
átrio das mulheres, no Templo de Jerusalém.
No
centro do quadro aparecem-nos Jesus e um cego de nascença. Os cegos eram
remetidos para a lista dos excluídos da sociedade palestiniana. As deficiências
físicas eram tidas como resultado do pecado. Os rabbis discutiam de onde vinha
o pecado de alguém que nascia deficiente: se o defeito resultara do pecado dos
pais ou se resultara de pecado cometido pela criança no ventre da mãe. Segundo
a conceção epocal, Deus castigava segundo a gravidade da culpa. A cegueira era
resultado de pecado especialmente grave, pois doença que impedisse o homem de
estudar a Lei era considerada maldição de Deus por excelência. Pela condição de
impureza notória, os cegos não serviam de testemunhas no tribunal, nem
participavam no culto no Templo.
O
trecho sobre a cura do cego é a catequese que apresenta Jesus como a luz que
veio iluminar o caminho dos homens. Aquele cego simboliza as pessoas que vivem
na escuridão, privadas da luz, prisioneiras das cadeias que os impedem de
chegarem à plenitude da vida.
Num
primeiro quadro, Jesus apresenta-se como “a Luz do Mundo”. Jesus e os
discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia coeva,
o sofrimento era resultado do pecado. Por isso, os discípulos estavam
preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os pais. Jesus
desmonta esta perspetiva e nega a relação entre pecado e sofrimento. Porém,
aproveita o ensejo para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser “a Luz
do Mundo” e encher de luz a vida dos que vivem nas trevas. E com Jesus também
os discípulos são, na perspetiva mateana, Luz do Mundo e Sal da Terra.
Num
segundo quadro, Jesus prepara-se para dar a luz ao cego. Cospe no chão, faz
lodo com a saliva e unge com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo
reproduz o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro
e modelou o homem). A saliva transmitia, como se pensava, a própria força ou
energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão – cf Gn
2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua energia vital, repetindo o gesto
criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito
de Jesus.
Todavia,
a cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo. “Vai lavar-te na piscina
de Siloé” – diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de
Jesus é elemento essencial na cura e assinala a adesão a Jesus. A referência ao
banho na piscina do enviado (o evangelista faz questão de lembrar que Siloé
significa “enviado”) alude à água de Jesus (o enviado do Pai), que torna os
homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretende fazer
uma catequese sobre o batismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz,
como Homem Novo, aceita a água do batismo. Ou seja, opta por Jesus e acolhe a sua
proposta de vida.
Depois,
João põe em cena várias personagens, assumem vários papéis e atitudes diversas,
ante a cura do cego.
Em
primeiro, surgem os vizinhos e conhecidos. A imagem do cego, dependente e
inválido, transformado em homem livre e independente, leva os concidadãos a
interrogarem-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida e talvez anseiem pelo
encontro com Ele, mas não ousam dar o passo definitivo (ir ao encontro de
Jesus) para terem acesso à luz. Representam os que percebem a novidade da
proposta de Jesus e sabem que ela é libertadora, mas vivem na inércia, no
comodismo e não se dispõem a sair do seu canto, para irem ao encontro da luz.
O
grupo seguinte é o dos fariseus. Sabem que Jesus oferece a luz, mas recusam-na,
liminarmente. Interessa-lhes a continuidade das trevas. Representam os que têm
conhecimento da novidade de Jesus, mas não se dispõem a acolhê-la. Confortáveis
nos seus esquemas de escravidão e de autossuficiência, não renunciam às trevas,
opõem-se, decididamente, à luz que Jesus oferece e não aceitam que alguém
queira sair da escravidão para a liberdade. Ao verificarem que o homem curado
por Jesus não está disposto a voltar atrás, expulsam-no da sinagoga: entre as
trevas (que querem manter) e a luz (que Jesus oferece), não pode haver
compromisso.
Depois,
aparecem os pais do cego, que se limitam a verificar o acontecimento (o filho
nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece
o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das trevas para a luz. O narrador
explica, inclusive, que “tinham medo de serem expulsos da sinagoga”. A
“sinagoga” era o local do encontro da comunidade israelita e designava a
comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da sinagoga significava excomunhão, ser
declarado herege e apóstata, perder os pontos de referência comunitários, cair
na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Assim, os pais preferem
a segurança da ordem estabelecida – injusta e opressora – aos riscos da vida
livre. Representam os que, por medo, preferem continuar na escravidão, não
provocar os dirigentes ou a opinião pública, a correr o risco de aceitar a
proposta transformadora de Jesus.
Por
último, atentemos no percurso do homem curado. Antes do encontro com Jesus, é
homem prisioneiro das trevas, dependente e limitado; depois, encontra-se com
Jesus e recebe a luz (do encontro com Jesus resulta sempre a proposta de vida
nova). O relato descreve a progressiva transformação por que o homem passou. Logo
a seguir à cura, não tem certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: “Não
sei”; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: “É um profeta”). Porém,
a luz que já brilha na sua vida vai-o amadurecendo. Confrontado com os
dirigentes e intimado a renegar a luz e a liberdade, já é o homem das certezas,
da convicção; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia,
recusa-se a regressar à escravidão: mostra-se adulto, livre, sem medo. É isso
que a luz de Jesus faz no homem.
Por
fim, o texto descreve o estádio final dessa caminhada: a adesão plena a Jesus.
Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao Filho do Homem (“Acreditas
no Filho do Homem?”); a resposta do ex-cego é a adesão total: “Creio, Senhor.”
“Senhor” (“kýrios”) era o título com que a comunidade cristã primitiva
designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se
prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projeto de
Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-lo.
É
de anotar que Jesus revela a sua identidade messiânica a marginalizados: uma
mulher e estrangeira; e um cego.
O
percurso do cego representa o caminho do catecúmeno. O primeiro passo é o
encontro com Jesus; depois, vem a adesão à luz e o amadurecimento da descoberta.
Torna-se, progressivamente, homem livre e confiante; e esse caminho desemboca
na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a História
e que tem uma proposta de vida para o homem. Assim, ao cristão nada mais
interessa do que seguir Jesus.
A
missão de Jesus é a criação do Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e
feliz, mas o egoísmo e a autossuficiência dominaram-lhe o coração, prenderam-no
num esquema de cegueira e frustraram o desígnio de Deus. A missão de Jesus
consiste em destruir a cegueira, libertar o homem e fazê-lo viver na luz. É a
nova criação. Enfim, da ação de Jesus nascerá o Homem Novo, liberto do egoísmo
e do pecado, vivendo na liberdade, rumo à vida em plenitude.
***
Na
segunda leitura (Ef 5,8-14),
Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (trevas)
e que escolham a luz. Ou seja, o apóstolo ensina que viver na luz é praticar as
obras de Deus: bondade, justiça e verdade.
A
Carta aos Efésios é um dos exemplares de uma carta circular enviada a várias
Igrejas da Ásia Menor, por volta dos anos 58/60, quando Paulo está na prisão. O
portador é Tíquico.
Alguns
veem na carta uma síntese da teologia paulina, quando o apóstolo sente ter
terminado a sua missão apostólica na Ásia e não sabe o que o futuro próximo lhe
reserva (estava, por esta altura, prisioneiro e não sabia como terminaria o
cativeiro).
O
tema da Carta aos Efésios é o que Paulo chama de “mistério”, isto é, desígnio
ou projeto salvador de Deus, definido desde toda a eternidade, escondido,
durante séculos. aos homens, revelado e concretizado, plenamente, em Jesus,
comunicado aos apóstolos, desfraldado e dado a conhecer ao Mundo pela Igreja. O
trecho em referência faz parte da “exortação aos batizados” que aparece na
segunda parte. E, nessa exortação, Paulo retoma temas da catequese primitiva e
convida os crentes a deixarem a antiga forma de viver, para assumirem a nova,
revestindo-se de Cristo, imitando Deus e passando das trevas à luz.
A
imagem da luz e das trevas aparecia, frequentemente, na catequese primitiva,
como sugerem os textos neotestamentários, sobretudo, os de João e de Paulo. O
símbolo “luz/trevas” aparece, também, nos escritos de Qûmran, para definir o
mundo de Deus (luz) e o mundo que se Lhe opõe (trevas). Para Paulo, viver nas trevas
é viver à margem de Deus, recusar a sua proposta, viver prisioneiro das paixões
e dos falsos valores, na autossuficiência e no egoísmo. Ao contrário, viver na luz
é acolher o dom da salvação que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele
propõe, escolher a liberdade, tornar-se filho de Deus.
Os
cristãos são aqueles que escolheram viver na luz. Paulo, dirigindo-se aos
cristãos da parte ocidental da Ásia Menor, exorta-os a viverem na órbita de
Deus, como Homens Novos, e a praticarem as obras adequadas à opção pela luz. Em
concreto, Paulo pede-lhes que as suas vidas sejam marcadas pela bondade, pela
justiça e pela verdade. A propósito, Paulo cita um velho hino cristão batismal,
que convoca os crentes para viverem na luz.
Porém,
o cristão não é só chamado a viver na luz; também deve desmascarar as trevas e
denunciar as obras dos que escolhem viver nas trevas do egoísmo, da mentira, da
escravidão e do pecado. Deve escolher a luz e desmascarar, de forma aberta e
decidida, as obras das trevas.
***
O
Papa Leão XIV sustenta que o relato evangélico da cura de um homem cego de
nascença nos fala do mistério da salvação: “Enquanto estávamos na escuridão e a
Humanidade caminhava nas trevas, Deus enviou o seu Filho como Luz do Mundo,
para abrir os olhos dos cegos e para iluminar a nossa vida”.
“Os
profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos. Jesus
confirma a sua missão, mostrando que ‘os cegos veem’; e apresenta-se, dizendo: ‘Eu
sou a Luz do Mundo.’ Todos podemos dizer que somos ‘cegos de nascença’, porque
não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por
isso, Deus encarnou-Se em Jesus, para que o barro da nossa Humanidade,
misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos
fazer ver, finalmente, a nós próprios, aos outros e a Deus, na verdade.
“Chama
a atenção que se tenha difundido, ao longo dos séculos, a opinião de que a fé
seria um ‘salto no escuro’, renúncia ao pensamento, de modo que ter fé
significaria acreditar ‘cegamente’. Ao invés, o Evangelho diz que, ao entrarem em
contacto com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades
religiosas perguntam com insistência ao cego curado: ‘Como foi que os teus
olhos se abriram?’; e ainda: ‘Como é que te pôs a ver?’.
“Também
nós, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo “de
olhos abertos”. A fé não é ato cego, renúncia à razão, refúgio em alguma
certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do Mundo. Em vez disso, ajuda a
olhar ‘a partir da perspetiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação
no seu modo de ver’. E, por isso, pede que abramos os olhos, como Ele fazia,
sobretudo, para os sofrimentos dos outros e para as feridas do Mundo.
“Hoje,
face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas
situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é
necessária fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as
trevas do Mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento
com a paz, com a justiça e com a solidariedade.
“Peçamos
à Virgem Maria que interceda por nós, a fim de que a luz de Cristo abra os
olhos do nosso coração e possamos dar testemunho d’Ele com simplicidade e
coragem.”
***
É
bom louvar o rei e pastor, dar glória Àquele que é a Luz do Mundo!
“O
Senhor é meu pastor: nada me faltará.”
“O
Senhor é meu pastor: nada me falta. / Leva-me a descansar em verdes prados, / conduz-me
às águas refrescantes / e reconforta a minha alma.
“Ele
me guia por sendas direitas por amor do seu nome. / Ainda que tenha de andar
por vales tenebrosos, / não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: / o
vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.
“A
bondade e a graça hão de acompanhar-me / todos os dias da minha vida, /
e
habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.
***
“Louvor
a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória.”
“Eu
sou a luz do mundo, diz o Senhor: / quem Me segue terá a luz da vida.”
2026.03.15
– Louro de Carvalho