Na
Liturgia da Solenidade de Todos os Santos, recordamos os méritos de todos os santos,
ou seja, daqueles e daquelas que nos precederam na fé ou, até mesmo,
contemporâneos que são exemplos “da geração dos que procuram o Senhor buscam a
face do Deus de Israel” (cf. Sl 23,6). Enfim, esta
solenidade celebra uma única palavra: SANTIDADE.
Há
os homens e mulheres, jovens e donzelas velhos e crianças que a autoridade da
Igreja apresenta, através da beatificação e, sobretudo da canonização, como especiais
modelos de santidade e como exemplos a seguir, em algum ou alguns predicados
evangélicos. Contudo, a plêiade dos santos e das santas é muito mais vasta. Na
expressão gramatical “todos os santos” estão incluídos todos os santos – homens
e mulheres, leigos e clérigos –, abrangendo todas as santas, que, embora, na
Terra, muitas vezes, são arredadas para um mundo à parte, nos Céus, vivem em
perfeita comunhão com Deus e com os irmãos. E a solenidade em causa celebra-os
a todos e a todas, mas, sobretudo, aqueles e aquelas que não foram objeto de canonização
ou de beatificação. É uma forma de ninguém ficar esquecido na homenagem
eclesial.
Porém,
é de ter em conta que, pelo batismo, todos e todas somos destinados/as à
santidade, seja pelo martírio, seja pela virtude heroica, seja pela oferta da
vida, seja pela entrega discreta à causa do bem comum (santos e santas de ao pé
da porta). Um sacerdote interrogava uma assembleia litúrgica sobre quantos haviam
recebido o batismo e todos levantaram o braço, mas, quando perguntou quantos
eram os santos ali presentes, todos ficaram imóveis. Então, o padre esclareceu
que, pelo batismo, todos somos santos, embora imperfeitos, por vocação e por
destino.
É
certo que muitos mancham a santidade a apoucam ou a renegam, mas têm sempre o
ensejo de a retomarem, se quiserem. Por isso, é que os seguidores de Cristo
eram chamados “os santos”. Só a partir do estabelecimento da Igreja em
Antioquia é que passaram a designar-se cristãos. Por outro lado, enquanto há
muitos que pertencem, formalmente, à Igreja, mas se comportam como não lhe
pertencendo, há-os também (e são muitos e muitas) que não a reconhecem, mas que,
no íntimo, vivem como se lhe pertencessem: na dedicação, na bondade e nas boas
obras.
Portanto,
não é descabido dizer e repetir que, pelo batismo, somos candidatos a receber,
em tempo próprio, a homenagem da solenidade de Todos os Santos.
***
O
trecho da primeira leitura (Ap 7,2-4.9-14) descreve a visão dos que são
abençoados e protegidos de Deus e acentua a universalidade da salvação, através
da busca de Deus perpassada pela “grande tribulação”. Ora, os que buscam a santidade,
não estão isentos de vivenciar a perseguição e as provações. Porém, sabem
encontrar a força no “sangue do Cordeiro”. Afinal, “a salvação pertence a Deus,
que está sentado no trono, e ao Cordeiro”.
O
trecho em referência apresenta uma visão consoladora e cheia de simbolismo
sobre o triunfo dos eleitos de Deus. Os seus pontos-chave são: o selo de Deus; a
multidão imensa; as vestes brancas e as palmas; e a grande tribulação.
Um
anjo vindo do nascente (sinal de vida e de luz) traz o selo do Deus vivo e
ordena que não se cause dano à Terra, antes que os servos de Deus sejam
marcados na fronte. Os 144 mil marcados (12 mil de cada uma das 12 tribos de
Israel) simbolizavam, inicialmente, a totalidade do povo da Antiga Aliança, mas
prefiguram todo o novo povo de Deus. A marca na fronte indica pertença, proteção
e propriedade divina.
Imediatamente
a seguir ao número limitado, João vê “uma multidão imensa, que ninguém podia
contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas”. Isto mostra que a
salvação não se restringe a um grupo fechado, mas é universal, aberta a toda a Humanidade.
Os
eleitos estão de pé diante do trono e do Cordeiro, trajando túnicas brancas
(sinal de pureza, de vitória e de participação na vida de Deus) e com palmas na
mão (símbolo do martírio e do triunfo pascal).
Um
dos anciãos explica a João que estes são os que “vieram da grande tribulação e
lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro”. A santidade
não é isenta de cruz, de luta ou de sofrimento no Mundo, mas a força para
vencer vem da redenção de Cristo.
Em
chave de mensagem teológica, o texto responde à pergunta sobre qual é o destino
dos que sofrem por causa da fé ou tentam viver segundo o Evangelho. A meta
final não é o vazio ou a destruição, mas a comunhão eterna na presença de Deus.
Ao
contrapor os 144 mil (Israel) à multidão incontável de todas as nações, o
Apocalipse lembra que a santidade é para todos os batizados e estados de vida,
e não privilégio exclusivo de poucos.
As
primeiras perseguições tinham feito cruéis destruições nas comunidades cristãs,
ainda tão jovens. As visões do profeta cristão trazem uma mensagem de esperança
nesta provação. É uma linguagem codificada, que evoca Roma, perseguidora dos
cristãos, sem a nomear, diretamente, aplicando-lhe o qualificativo de
Babilónia. A revelação proclamada é a da vitória do Cordeiro. O próprio
Cordeiro foi imolado, mas é o Cordeiro da Páscoa definitiva, o Ressuscitado.
Ele transformou a via de morte em via de vida para todos os que O seguem, em
particular, pelo martírio. São numerosos e participam, doravante, no seu
triunfo, em festa eterna.
***
A
Segunda Leitura (1Jo 3,1-3), mostra que, pela filiação adotiva que temos
com Deus, somos capacitados à glória dos Céus. Afinal, por esta filiação de uma
coparticipação da natureza divina, em que, “quando Jesus se manifestar, seremos
semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é. Todo o que espera Nele,
purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro”.
É
a segunda mensagem de esperança, que responde às nossas interrogações sobre o
destino dos defuntos. Se Deus, no seu imenso amor, faz de nós seus filhos, não
nos pode abandonar. Ora, em Jesus, já vemos a que futuro nos conduz a pertença
à família divina: seremos semelhantes a Ele. Estamos, pois, convidados a
contemplar a nossa verdadeira identidade e o horizonte da nossa fé.
João
começa com uma exclamação de deslumbramento: “Vede que admirável amor o Pai nos
consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto!” Ser filho não é
título honorífico ou aspiração futura, mas realidade presente e ontológica
recebida pela graça.
Contudo,
debatemo-nos com a incompreensão do Mundo, como previsto: Se o Mundo não nos
conhece, é porque O não conheceu a Ele.” Quem vive na lógica do egoísmo, do
poder ou do materialismo não consegue decifrar a lógica do amor divino que
habita no cristão.
E
a dialética do “Já” e do “Ainda Não”, que postula a purificação e evidencia a
tensão da esperança, ou seja, vivemos entre o presente e o futuro: “Agora,
somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser.” A
promessa central é que, na manifestação de Deus, seremos semelhantes a Ele, ao
vê-Lo tal como Ele é.
Por
conseguinte, fica sentenciada a exigência de pureza. Com efeito, esta
perspetiva dinamicamente ativa leva o crente a purificar-se, imitando a pureza
de Deus.
***
O
Evangelho (Mt 5,1-12a) oferece-nos o código das Bem-aventuranças, proclamado
por Cristo, ou seja, o código de felicidade profunda, incomparável e interior,
mas que extravasa para o exterior. E estas, pertencem aos pobres e deserdados, os
quais, se souberem pôr a sua confiança no Senhor, “verão a Deus” e “serão
chamados filhos de Deus”.
Após
dizer quem é Jesus e definir a sua missão, Mateus apresenta a concretização
dessa missão: com palavras e com gestos, Jesus propõe aos discípulos e às
multidões o Reino.
Uma
caraterística importante do texto mateano é a relevância dos “ditos” de Jesus.
Ao longo do Evangelho de Mateus, aparecem cinco longos discursos, nos quais
Mateus junta ditos e ensinamentos, provavelmente, proferidos por Jesus em
várias ocasiões e contextos. E o autor do primeiro Evangelho terá visto, nesses
discursos, a nova Lei destinada a substituir a antiga Lei dada ao Povo por meio
de Moisés e escrita nos cinco livros do Pentateuco.
O
primeiro discurso de Jesus – de que o Evangelho da solenidade é a primeira
parte – é conhecido como o “sermão da montanha”. Agrupa um conjunto de sentenças
de Jesus, que Mateus coligiu com a intenção de proporcionar à sua comunidade
uma série de ensinamentos básicos para a vida cristã. O evangelista procurava,
assim, oferecer à comunidade cristã um novo código ético, uma nova Lei, que
superasse a antiga Lei que guiava o Povo de Deus.
Mateus
situa a intervenção de Jesus no cimo de um monte. A indicação geográfica não é
inocente: transporta-nos à montanha da Lei (Sinai), onde Deus Se revelou e deu
ao seu Povo a antiga Lei. Agora é Jesus, que oferece, numa montanha, ao novo
Povo de Deus a nova Lei que deve guiar todos os que estão interessados em
aderir ao Reino.
As
bem-aventuranças que Mateus põe na boca de Jesus são diferentes das bem-aventuranças
de Lucas. Mateus tem nove bem-aventuranças, enquanto que Lucas apresenta quatro.
Além disso, Lucas contrapõe-lhes quatro maldições, que estão ausentes do texto
mateano. Outras caraterísticas da versão de Mateus são a espiritualização (os pobres
de Lucas são, para Mateus, os pobres em espírito) e a aplicação dos ditos
originais de Jesus à vida da comunidade e ao comportamento dos cristãos. É provável
que o texto lucano seja mais fiel à tradição original e que o texto mateano
tenha sido mais trabalhado.
As
bem-aventuranças são fórmulas recorrentes na tradição bíblica e judaica.
Aparecem nos anúncios proféticos de alegria futura, nas ações de graças pela
alegria presente, nas exortações a uma vida sábia, refletida e prudente.
Contudo, definem sempre uma alegria oferecida por Deus. Por sua vez, as bem-aventuranças
evangélicas devem ser entendidas no contexto da pregação do Reino. Jesus
proclama bem-aventurados os que estão em situação de debilidade, de pobreza,
porque Deus está a ponto de instaurar o Reino e a situação destes pobres muda
radicalmente. Além disso, são bem-aventurados, porque, na fragilidade, na debilidade
e na dependência, estão de espírito aberto e de coração disponível para acolher
a salvação e a libertação que Deus lhes oferece em Jesus, o Reino.
As
quatro primeiras bem-aventuranças referidas de Mateus estão relacionadas entre
si. Dirigem-se aos pobres (as segunda, terceira e quarta são desenvolvimentos
da primeira, que proclama: “bem-aventurados os pobres em espírito”). Saúdam a
felicidade dos que se entregam, confiadamente, nas mãos de Deus e procuram
fazer sempre a sua vontade; dos que, de forma consciente, deixam de colocar a
sua confiança e a sua esperança nos bens, no poder, no êxito, nos homens, para
esperar e confiar em Deus; dos que renunciam ao egoísmo, se despojam de si
próprios e estão disponíveis para Deus e para os outros.
Os
“pobres em espírito” são os que renunciam, livremente, aos bens, ao próprio
orgulho e autossuficiência, para se colocarem, incondicionalmente, nas mãos de
Deus, para servirem os irmãos e partilharem tudo com eles. Os “mansos” não são
os fracos, os que suportam passivamente as injustiças, os que se conformam com
as violências orquestradas pelos poderosos, mas os que recusam a violência, que
são tolerantes e pacíficos, embora sejam, muitas vezes, vítimas dos abusos e
prepotências dos injustos. A sua atitude pacífica e tolerante torná-los-á
membros de pleno direito do Reino. Os “que choram” são os que vivem na aflição,
na dor, no sofrimento provocados pela injustiça, pela miséria, pelo egoísmo. A
chegada do Reino vai fazer com que a sua situação se mude em consolação e
alegria. E a quarta bem-aventurança proclama felizes “os que têm fome e sede de
justiça”. A justiça deve entender-se em sentido bíblico, isto é, no sentido da
fidelidade total aos compromissos assumidos para com Deus e para com os irmãos.
Jesus dá-lhes a esperança de verem a sede de fidelidade saciada no Reino que está
perto.
O
segundo grupo de bem-aventuranças está orientado para o comportamento cristão.
Enquanto, no primeiro grupo, se verificam situações, no segundo propõem-se
atitudes que os discípulos devem assumir.
Os
“misericordiosos” são os que têm um coração capaz de compadecer-se, de amar sem
limites, de se deixar tocar pelos sofrimentos e pelas alegrias dos outros, que
são capazes de ir ao encontro dos irmãos e de lhes estender a mão, mesmo quando
eles falharam. Os “puros de coração” são os que têm coração honesto e leal, que
não pactua com a duplicidade e o engano. Os “que constroem a paz” são os que recusam
a aceitar que a violência e a lei do mais forte rejam as relações humanas, os que
procuram ser – às vezes com o risco da própria vida – instrumentos de
reconciliação entre os homens. Os “que são perseguidos por causa da justiça”
são os que lutam pela instauração do Reino e são desautorizados, humilhados,
agredidos, marginalizados por parte dos que praticam a injustiça, que fomentam
a opressão, que constroem a morte. Jesus garante-lhes que o mal não os vencerá
e, no final do caminho, os espera o triunfo, a vida plena.
Na
última bem-aventurança”, o evangelista dirige-se, em modo de exortação, aos
membros da sua comunidade que têm a experiência de perseguição por causa de
Jesus e convida-os a resistir ao sofrimento e à adversidade. Esta última
exortação é uma aplicação concreta da oitava bem-aventurança.
No
seu conjunto, as bem-aventuranças deixam uma mensagem de esperança e de alento
para os pobres e débeis. Anunciam que Deus os ama e que está do lado deles;
confirmam que a libertação está a chegar e que a sua situação vai mudar. E asseguram
que eles vivem já na dinâmica do Reino onde vão encontrar a felicidade e a vida
plena.
***
As
Bem-Aventuranças são consideradas o cartão da cidadania cristã e o grande
manifesto do Reino de Deus. O cenário é a subida ao monte. Jesus sobe a uma
montanha e senta-Se. É a posição tradicional dos mestres da antiguidade. Isto
evoca a imagem do novo Moisés que entrega a nova Lei (não gravada em pedra, mas
escrita no coração), desta vez, não a partir do Sinai severo, mas em diálogo
próximo com os discípulos e com a multidão. “Bem-aventurado (makários / ashrê)
não significa apenas “feliz” em sentido superficial ou emocional, mas pleno,
congratulado, em estado de graça e de sintonia profunda com Deus, uma
felicidade que as circunstâncias externas (sofrimento, pobreza ou perseguição)
não conseguem destruir.
As
bem-aventuranças podem ser lidas como um retrato do próprio Jesus e, ao mesmo
tempo, um caminho invertido em relação aos valores do Mundo:
Os
pobres em espírito, “porque deles é o Reino dos Céus”, são os que reconhecem a
sua fragilidade, que não se apoiam na autossuficiência do dinheiro ou do
orgulho, mas abrem espaço a que Deus seja o seu verdadeiro tesouro. Os que
choram / Os aflitos, “porque serão consolados”, são o que têm a dor profunda: a
tristeza pelos próprios pecados, o arrependimento, ou a solidariedade com o
sofrimento do Mundo – que encontra, em Deus o abraço e a reversão da dor. Os
mansos, “porque possuirão a Terra”, mostram que a mansidão não é fraqueza, mas
força sob controlo. O manso recusa a violência e a ânsia de poder, confiando
que a verdadeira herança pertence aos que constroem com paz e paciência. Os que
têm fome e sede de justiça, “porque serão saciados”, são os que anseiam que a
vontade de Deus, a retidão e a dignidade humana triunfem num Mundo marcado pela
injustiça e pela opressão.
Os
misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”, são quem olha a miséria
alheia com compaixão e perdão e experimenta a mesma medida de amor
transbordante da parte de Deus. Os puros de coração, “porque verão a Deus”, têm
a pureza de intenções, a transparência e a integridade interior (sem segundas
intenções ou hipocrisia) que permitem contemplar o rosto de Deus. Os
pacificadores, “porque serão chamados filhos de Deus”, não se limitam a “não
fazer guerra”, mas atuam, ativamente como pontes de conciliação e de harmonia,
espelhando a filiação divina. Os
perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus”, são os que Jesus
avisa de que viver o Evangelho gera resistência no Mundo e que o sofrimento por
fidelidade ao Bem não é fracasso, mas motivo de alegria (“grande é a vossa
recompensa nos céus).
Em
suma, as bem-aventuranças não são código de regras pesadas, mas convite à
conversão do olhar. E mostram que a lógica do Reino de Deus inverte a pirâmide
social da Terra: o que o Mundo descarta (vulnerabilidade, paz, empatia, busca
da justiça), Deus escolhe como sinal da Sua presença.
Na
exortação Gaudete et exsultate, o Papa Francisco dá a grande chave para
seguirmos o caminho da santidade: “Deixemo-nos estimular pelos sinais de
santidade que o Senhor nos apresenta, através dos membros mais humildes
deste povo que ‘participam também da função profética de Cristo, difundindo o
seu testemunho vivo, sobretudo pela vida de fé e de caridade’. Como nos sugere
Santa Teresa Benedita da Cruz, pensemos que é através de muitos deles que se
constrói a verdadeira História: ‘Na noite mais escura, surgem os maiores
profetas e os santos’. Todavia, a corrente vivificante da vida mística
permanece invisível. Certamente, os eventos decisivos da História do Mundo
foram essencialmente influenciados por almas sobre as quais nada se diz nos
livros de História. E saber quais sejam as almas a quem devemos agradecer os
acontecimentos decisivos da nossa vida pessoal, é algo que só conheceremos no
dia em que tudo o está oculto for revelado.”
Que
possamos fortificar-nos em vivenciar as Bem-aventuranças no nosso
quotidiano, na vivência e na busca de uma sociedade melhor para todos, na busca
e sede de justiça, nos atos misericordiosos; na promoção da paz, “porque será
grande a vossa recompensa nos céus”. A Santidade não é o fruto do
esforço humano, que procura alcançar a Deus com as suas forças, e até com
heroísmo, mas o dom do amor de Deus e a resposta do homem à iniciativa divina.
2026.11.01 – Louro de Carvalho