segunda-feira, 16 de março de 2026

É preciso que os crentes vivam na luz e da luz

 

A Liturgia da Palavra do 4.º domingo da Quaresma pretende que os cristãos abram os olhos para a luz e vejam quem é o seu Senhor e para onde Ele quer que dirijamos os nosso foco de atenção.

Muitas vezes, comportamo-nos como cegos ou olhamos às aparências, quando devíamos olhar com os olhos de Deus, que é a Luz, e com os olhos de Jesus Cristo, o Filho, que é a Luz no meio de nós. Enfim, porque somos chamados a ser a luz do Mundo como Jesus, temos de nos habituar a viver na luz e da luz.

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A primeira leitura (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) não se refere ao tema da luz, como o faz o Evangelho de João e a Carta de Paulo aos Efésios. Contudo, a escolha de David para rei de Israel e a sua unção constituem um rico pretexto para refletirmos sobre a unção que recebemos no dia do batismo e que nos constituiu testemunhas da luz de Deus no Mundo, ou fotóforos de Deus.

Na segunda metade do século XI a.C., os Filisteus eram séria ameaça para as tribos do Povo de Deus. Instalados na orla costeira, pressionavam os outros grupos que habitavam a terra de Canaã, nomeadamente, as tribos do Povo de Deus que ocupavam as montanhas do interior. A necessidade de liderança única e forte levou os anciãos a equacionarem a possibilidade da união política das tribos sob a autoridade de um rei, à imagem dos outros povos da zona.

A experiência monárquica com Saúl, que agrupava as tribos do centro e algumas do Norte, terminou de forma dramática: Saúl e seu filho Jónatas morreram na batalha de Gelboé, em luta contra os Filisteus, por volta do ano 1040 a.C. Por isso, havia que encontrar outro rei, capaz de gerar consensos entre tribos muito diferentes, de as juntar e de as conduzir ao combate vitorioso contra os inimigos. A escolha dos anciãos – tanto das tribos do Norte, como das tribos do Sul – recaiu no jovem David, que nasceu em Belém de Judá, no Sul do país.

O Primeiro Livro de Samuel apresenta três tradições sobre a entrada de David em cena. A primeira apresenta-o como admirável guerreiro, cuja valentia chamou a atenção de Saúl, sobretudo, após a sua vitória sobre Golias, o gigante filisteu. A segunda apresenta-o como um poeta, que vai para a corte de Saúl para cantar e tocar harpa, só conseguindo o rei reencontrar a calma e o bem-estar com a música de David. Aos poucos, o poeta/cantor David foi ganhando adeptos na corte, tornou-se amigo de Jónatas, filho de Saúl, e casou com Mical, a filha do rei. E a terceira tradição – a de maior importância teológica – apresenta a realeza de David como escolha de Javé. É esta a tradição que o trecho em apreço apresenta.

O hagiógrafo mostra que a lógica de Deus é diferente da lógica humana. Desde logo, David é apresentado como o eleito de Javé. É sempre Javé quem escolhe quem quer para lhe confiar uma missão. Nem ao seu enviado Samuel o Senhor deu prévia explicação.

Depois, impressiona a lógica da escolha. Samuel raciocina com a lógica humana e pretende ungir como rei o filho mais velho de Jessé de Belém, impressionado pelo seu belo aspeto e pela sua estatura, mas não era essa a escolha de Deus. Samuel acaba por entender que a escolha de Deus recai sobre David – o filho mais novo de Jessé – um jovem anónimo e desconhecido que andava a guardar o rebanho do pai. Há, aqui, o prenúncio do rei de Israel como rei pastor, que sabe apascentar as ovelhas e os cordeiros.

A eleição não resulta da iniciativa do homem, mas da iniciativa e da vontade livre de Deus. E a eleição de David evidencia a lógica de Deus, que escolhe sem ter em conta os méritos, o aspeto ou as qualidades humanas que impressionam os homens. Ao invés, Deus escolhe e chama, com frequência, os pequenos, os mais fracos, os que o Mundo marginaliza e considera insignificantes; e é através deles que age no Mundo. Fica, assim, clarividente que é Deus quem realiza a obra da salvação e que os homens são instrumentos com os quais Deus realiza a sua obra.

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No Evangelho (Jo 9,1-41), Jesus apresenta-se como “a Luz do Mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo e da autossuficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que leva à vida plena. Da ação de Jesus nasce, assim, o Homem Novo – isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de Jesus.

O Evangelho de João apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar o Homem Novo; e, no “Livro dos Sinais” (Jo 4,1-11,56), o evangelista – recorrendo aos sinais da água, do pão, da luz, do pastor e da vida – formula um conjunto de catequeses sobre a ação criadora do Messias. Fazer lodo e colocá-lo nos olhos do cego de nascença é ação tão criadora como a de tirar o homem da terra húmida; e privilegiar os olhos significa o apreço especial pela vida como luz e nitidez.

O texto em causa compagina a terceira catequese, a da luz, do “Livro dos Sinais”: pelo sinal da luz, João descreve a ação criadora e vivificadora de Jesus. Esta catequese surge no contexto da “Festa de Sukkot” (festa das colheitas), em que um dos ritos mais populares era a iluminação dos quatro grandes candelabros do átrio das mulheres, no Templo de Jerusalém.

No centro do quadro aparecem-nos Jesus e um cego de nascença. Os cegos eram remetidos para a lista dos excluídos da sociedade palestiniana. As deficiências físicas eram tidas como resultado do pecado. Os rabbis discutiam de onde vinha o pecado de alguém que nascia deficiente: se o defeito resultara do pecado dos pais ou se resultara de pecado cometido pela criança no ventre da mãe. Segundo a conceção epocal, Deus castigava segundo a gravidade da culpa. A cegueira era resultado de pecado especialmente grave, pois doença que impedisse o homem de estudar a Lei era considerada maldição de Deus por excelência. Pela condição de impureza notória, os cegos não serviam de testemunhas no tribunal, nem participavam no culto no Templo.

O trecho sobre a cura do cego é a catequese que apresenta Jesus como a luz que veio iluminar o caminho dos homens. Aquele cego simboliza as pessoas que vivem na escuridão, privadas da luz, prisioneiras das cadeias que os impedem de chegarem à plenitude da vida.

Num primeiro quadro, Jesus apresenta-se como “a Luz do Mundo”. Jesus e os discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia coeva, o sofrimento era resultado do pecado. Por isso, os discípulos estavam preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os pais. Jesus desmonta esta perspetiva e nega a relação entre pecado e sofrimento. Porém, aproveita o ensejo para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser “a Luz do Mundo” e encher de luz a vida dos que vivem nas trevas. E com Jesus também os discípulos são, na perspetiva mateana, Luz do Mundo e Sal da Terra.

Num segundo quadro, Jesus prepara-se para dar a luz ao cego. Cospe no chão, faz lodo com a saliva e unge com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo reproduz o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro e modelou o homem). A saliva transmitia, como se pensava, a própria força ou energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão – cf Gn 2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua energia vital, repetindo o gesto criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito de Jesus.

Todavia, a cura não é imediata: requer a cooperação do enfermo. “Vai lavar-te na piscina de Siloé” – diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de Jesus é elemento essencial na cura e assinala a adesão a Jesus. A referência ao banho na piscina do enviado (o evangelista faz questão de lembrar que Siloé significa “enviado”) alude à água de Jesus (o enviado do Pai), que torna os homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretende fazer uma catequese sobre o batismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Homem Novo, aceita a água do batismo. Ou seja, opta por Jesus e acolhe a sua proposta de vida.

Depois, João põe em cena várias personagens, assumem vários papéis e atitudes diversas, ante a cura do cego.

Em primeiro, surgem os vizinhos e conhecidos. A imagem do cego, dependente e inválido, transformado em homem livre e independente, leva os concidadãos a interrogarem-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida e talvez anseiem pelo encontro com Ele, mas não ousam dar o passo definitivo (ir ao encontro de Jesus) para terem acesso à luz. Representam os que percebem a novidade da proposta de Jesus e sabem que ela é libertadora, mas vivem na inércia, no comodismo e não se dispõem a sair do seu canto, para irem ao encontro da luz.

O grupo seguinte é o dos fariseus. Sabem que Jesus oferece a luz, mas recusam-na, liminarmente. Interessa-lhes a continuidade das trevas. Representam os que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não se dispõem a acolhê-la. Confortáveis nos seus esquemas de escravidão e de autossuficiência, não renunciam às trevas, opõem-se, decididamente, à luz que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Ao verificarem que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás, expulsam-no da sinagoga: entre as trevas (que querem manter) e a luz (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.

Depois, aparecem os pais do cego, que se limitam a verificar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das trevas para a luz. O narrador explica, inclusive, que “tinham medo de serem expulsos da sinagoga”. A “sinagoga” era o local do encontro da comunidade israelita e designava a comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da sinagoga significava excomunhão, ser declarado herege e apóstata, perder os pontos de referência comunitários, cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Assim, os pais preferem a segurança da ordem estabelecida – injusta e opressora – aos riscos da vida livre. Representam os que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, a correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.

Por último, atentemos no percurso do homem curado. Antes do encontro com Jesus, é homem prisioneiro das trevas, dependente e limitado; depois, encontra-se com Jesus e recebe a luz (do encontro com Jesus resulta sempre a proposta de vida nova). O relato descreve a progressiva transformação por que o homem passou. Logo a seguir à cura, não tem certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: “Não sei”; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: “É um profeta”). Porém, a luz que já brilha na sua vida vai-o amadurecendo. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a luz e a liberdade, já é o homem das certezas, da convicção; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra-se adulto, livre, sem medo. É isso que a luz de Jesus faz no homem.

Por fim, o texto descreve o estádio final dessa caminhada: a adesão plena a Jesus. Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao Filho do Homem (“Acreditas no Filho do Homem?”); a resposta do ex-cego é a adesão total: “Creio, Senhor.” “Senhor” (“kýrios”) era o título com que a comunidade cristã primitiva designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projeto de Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-lo.

É de anotar que Jesus revela a sua identidade messiânica a marginalizados: uma mulher e estrangeira; e um cego.

O percurso do cego representa o caminho do catecúmeno. O primeiro passo é o encontro com Jesus; depois, vem a adesão à luz e o amadurecimento da descoberta. Torna-se, progressivamente, homem livre e confiante; e esse caminho desemboca na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a História e que tem uma proposta de vida para o homem. Assim, ao cristão nada mais interessa do que seguir Jesus.

A missão de Jesus é a criação do Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz, mas o egoísmo e a autossuficiência dominaram-lhe o coração, prenderam-no num esquema de cegueira e frustraram o desígnio de Deus. A missão de Jesus consiste em destruir a cegueira, libertar o homem e fazê-lo viver na luz. É a nova criação. Enfim, da ação de Jesus nascerá o Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, rumo à vida em plenitude.

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Na segunda leitura  (Ef 5,8-14), Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (trevas) e que escolham a luz. Ou seja, o apóstolo ensina que viver na luz é praticar as obras de Deus: bondade, justiça e verdade.

A Carta aos Efésios é um dos exemplares de uma carta circular enviada a várias Igrejas da Ásia Menor, por volta dos anos 58/60, quando Paulo está na prisão. O portador é Tíquico.

Alguns veem na carta uma síntese da teologia paulina, quando o apóstolo sente ter terminado a sua missão apostólica na Ásia e não sabe o que o futuro próximo lhe reserva (estava, por esta altura, prisioneiro e não sabia como terminaria o cativeiro).

O tema da Carta aos Efésios é o que Paulo chama de “mistério”, isto é, desígnio ou projeto salvador de Deus, definido desde toda a eternidade, escondido, durante séculos. aos homens, revelado e concretizado, plenamente, em Jesus, comunicado aos apóstolos, desfraldado e dado a conhecer ao Mundo pela Igreja. O trecho em referência faz parte da “exortação aos batizados” que aparece na segunda parte. E, nessa exortação, Paulo retoma temas da catequese primitiva e convida os crentes a deixarem a antiga forma de viver, para assumirem a nova, revestindo-se de Cristo, imitando Deus e passando das trevas à luz.

A imagem da luz e das trevas aparecia, frequentemente, na catequese primitiva, como sugerem os textos neotestamentários, sobretudo, os de João e de Paulo. O símbolo “luz/trevas” aparece, também, nos escritos de Qûmran, para definir o mundo de Deus (luz) e o mundo que se Lhe opõe (trevas). Para Paulo, viver nas trevas é viver à margem de Deus, recusar a sua proposta, viver prisioneiro das paixões e dos falsos valores, na autossuficiência e no egoísmo. Ao contrário, viver na luz é acolher o dom da salvação que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele propõe, escolher a liberdade, tornar-se filho de Deus.

Os cristãos são aqueles que escolheram viver na luz. Paulo, dirigindo-se aos cristãos da parte ocidental da Ásia Menor, exorta-os a viverem na órbita de Deus, como Homens Novos, e a praticarem as obras adequadas à opção pela luz. Em concreto, Paulo pede-lhes que as suas vidas sejam marcadas pela bondade, pela justiça e pela verdade. A propósito, Paulo cita um velho hino cristão batismal, que convoca os crentes para viverem na luz.

Porém, o cristão não é só chamado a viver na luz; também deve desmascarar as trevas e denunciar as obras dos que escolhem viver nas trevas do egoísmo, da mentira, da escravidão e do pecado. Deve escolher a luz e desmascarar, de forma aberta e decidida, as obras das trevas.

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O Papa Leão XIV sustenta que o relato evangélico da cura de um homem cego de nascença nos fala do mistério da salvação: “Enquanto estávamos na escuridão e a Humanidade caminhava nas trevas, Deus enviou o seu Filho como Luz do Mundo, para abrir os olhos dos cegos e para iluminar a nossa vida”.

“Os profetas tinham anunciado que o Messias abriria os olhos dos cegos. Jesus confirma a sua missão, mostrando que ‘os cegos veem’; e apresenta-se, dizendo: ‘Eu sou a Luz do Mundo.’ Todos podemos dizer que somos ‘cegos de nascença’, porque não conseguimos, por nós mesmos, ver em profundidade o mistério da vida. Por isso, Deus encarnou-Se em Jesus, para que o barro da nossa Humanidade, misturado com o sopro da sua graça, pudesse receber uma nova luz, capaz de nos fazer ver, finalmente, a nós próprios, aos outros e a Deus, na verdade.

“Chama a atenção que se tenha difundido, ao longo dos séculos, a opinião de que a fé seria um ‘salto no escuro’, renúncia ao pensamento, de modo que ter fé significaria acreditar ‘cegamente’. Ao invés, o Evangelho diz que, ao entrarem em contacto com Cristo, os olhos se abrem, a tal ponto que as autoridades religiosas perguntam com insistência ao cego curado: ‘Como foi que os teus olhos se abriram?’; e ainda: ‘Como é que te pôs a ver?’.

“Também nós, curados pelo amor de Cristo, somos chamados a viver um cristianismo “de olhos abertos”. A fé não é ato cego, renúncia à razão, refúgio em alguma certeza religiosa que nos faz desviar o olhar do Mundo. Em vez disso, ajuda a olhar ‘a partir da perspetiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver’. E, por isso, pede que abramos os olhos, como Ele fazia, sobretudo, para os sofrimentos dos outros e para as feridas do Mundo.

“Hoje, face às inúmeras questões que o coração humano se coloca e às dramáticas situações de injustiça, violência e sofrimento que marcam o nosso tempo, é necessária fé vigilante, atenta e profética, que nos abra os olhos para as trevas do Mundo e lhe traga a luz do Evangelho através de um comprometimento com a paz, com a justiça e com a solidariedade.

“Peçamos à Virgem Maria que interceda por nós, a fim de que a luz de Cristo abra os olhos do nosso coração e possamos dar testemunho d’Ele com simplicidade e coragem.”

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É bom louvar o rei e pastor, dar glória Àquele que é a Luz do Mundo!

“O Senhor é meu pastor: nada me faltará.”

“O Senhor é meu pastor: nada me falta. / Leva-me a descansar em verdes prados, / conduz-me às águas refrescantes / e reconforta a minha alma.

“Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome. / Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, / não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: / o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

“Para mim preparais a mesa / à vista dos meus adversários; / com óleo me perfumais a cabeça /
e meu cálice transborda.

“A bondade e a graça hão de acompanhar-me / todos os dias da minha vida, /

e habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.

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“Louvor a Vós, Jesus Cristo, Rei da eterna glória.”

“Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor: / quem Me segue terá a luz da vida.”

2026.03.15 – Louro de Carvalho


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