segunda-feira, 2 de março de 2026

A Transfiguração do Senhor remete-nos para o nosso futuro com Deus

 

O II domingo da Quaresma, no Ano A, pela vocação de Abraão e pela Transfiguração do Senhor, transporta-nos para o horizonte de felicidade que almejamos e que nos espera. Para tanto, mesmo no sofrimento e na adversidade, teremos de purificar e de cultivar a nossa fé, que precisa sempre de revitalização para alicerçar e robustecer a esperança e configurar e impulsionar a caridade.

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A primeira leitura (Gn 12,1-4) coloca-nos ante os olhos Abraão, que a catequese de Israel tem por modelo do crente. Após ouvir Deus dizer-lhe “põe-te a caminho”, Abraão deixa tudo, corta todas as amarras e avança para o desconhecido, disposto a abraçar os desafios que Deus lhe venha apresentar. A obediência total e a confiança inabalável, com que o patriarca se entrega nas mãos de Deus, interpela e desafia todo os crentes.

O trecho em apreço faz parte de um bloco de textos a que se dá a designação de “tradições patriarcais” (Gn 12-36), um conjunto de relatos singulares, originalmente independentes uns dos outros, que reúnem materiais diversos: mitos de origem (isto é que descreviam a tomada de posse de um lugar pelo patriarca de um clã), lendas cultuais (narrativas cheias de elementos fantásticos, que descreviam como uma figura divina aparecera num determinado lugar ao patriarca e lhe deixara uma mensagem, dando origem a um culto), indicações sobre o quotidiano dos clãs nómadas que circularam pela Palestina, no segundo milénio (nascimentos e mortes, casamentos, conflitos familiares, lutas pela água ou pelas pastagens contra os pastores de outros clãs ou contra os povos sedentários das regiões que atravessavam) e reflexões teológicas posteriores que visavam apresentar aos crentes israelitas modelos de vida e de fé.

Ao quadro teológico e catequético que nos é proposto subjazem as migrações históricas de diversos povos nómadas, antepassados do povo bíblico, no início do segundo milénio a.C. Nessa época, a História regista forte movimento migratório de povos amorreus, entre a Mesopotâmia e o Egito, passando por Canaã. São povos que não conseguiram fixar-se na Mesopotâmia ou que a abandonaram, devido a convulsões políticas registadas, nessa zona, no início do segundo milénio, e que continuaram o caminho migratório, ao longo do Crescente Fértil, à procura de terra onde implantar a sua tenda, de forma a escapar aos perigos e incomodidades da vida nómada.

Os clãs referenciados nas tradições patriarcais transportavam consigo os seus sonhos e esperanças, concretizáveis no desejo de encontrar uma terra fértil e bem irrigada, bem como possuir uma família forte e numerosa que perpetuasse a memória da tribo e se impusesse aos inimigos.

Abraão viveu por volta de 1850 a.C.

Nos primeiros capítulos do livro do Génesis (Gn 3-11), a catequese de Israel apresentou o quadro de uma Humanidade que, tendo optado por caminhos de autossuficiência, pretendeu viver de costas voltadas para Deus. Por conseguinte, as suas opções erradas fizeram-na conhecer o pecado, o sofrimento e a morte.

A opção errada do homem não quer dizer que o projeto de Deus falhou, nem que, dececionado com a ingratidão do homem desistiu de o salvar, nem que renunciará ao desígnio de construir uma História de relação e de comunhão com o homem. Deus não desiste, porque ama a Humanidade que criou; e amor verdadeiro nunca desiste. O que Javé vai fazer é tentar de novo, deforma diferente. Desta vez, lança o olhar sobre o Mundo, escolhe um homem, interpela-o diretamente, começa com ele uma relação, elege-o para ser, no meio das nações, um sinal de Deus. Esse homem, escolhido de Deus, é Abraão.

O nome “Abraão” é amorreu (significa “o pai é exaltado”). O seu clã é originário de Ur, na baixa Mesopotâmia. Porém, Abraão e a família terão emigrado para Ocidente, para Haran, talvez para fugir às convulsões políticas que agitavam a baixa Mesopotâmia. Foi de Haran que Abraão, após a morte de seu pai, desceu para a terra de Canaã.

Todavia, a catequese de Israel não vê na migração de Abraão para Canaã um acontecimento banal, fruto das circunstâncias da vida ou das vicissitudes da História. Para o teólogo javista, Abraão procedeu assim, por indicação de Deus. Foi Deus que o convidou a deixar a sua terra e a sua família e a partir ao encontro de uma outra terra. Esse convite está ligado, segundo o relato javista, a uma bênção e à promessa de uma descendência numerosa. E, como o catequista javista não dá explicação para esta iniciativa de Deus em chamar este homem, em particular, estamos ante um exemplo típico do mistério, sempre novo e não explicado, da vocação.

É de ter em conta que, para os antigos, abandonar a terra (horizonte natural onde o clã vive e onde tem as suas referências), a pátria (espaço onde o clã encontra o afeto a solidariedade e o seu espaço protegido por usos, leis e costumes) e a família (o círculo familiar íntimo, onde o homem encontra apoio e complemento), quase irrealizável. Porém, Abraão foi capaz de arriscar tudo, deixando o seguro, para apostar num projeto nebuloso e incerto.

Face ao chamamento de Deus, Abraão mantém-se mudo, sem discutir, sem objetar, sem pedir explicações, sem impor nenhuma condição, depois de escutar o desafio de Deus, simplesmente, pôs-se a caminho. O verbo “yalak” (“ir”, “partir”, “pôr-se a caminho”) tem extraordinária força e expressa a audácia do crente que é capaz de arriscar tudo, de “cortar amarras”, de deixar as seguranças, para apostar em algo que não é certo, confiando apenas em Deus e na sua Palavra. É um rasgo maravilhoso que define a atitude de fé radical, de confiança total, de obediência incondicional ao desígnio de Deus. Nesta passagem onde o que se conta de Abraão tem valor de modelo: o hagiógrafo ensina aos concidadãos a obediência radical a Deus.

Por sua vez, Deus compromete-se com Abraão e acena-lhe com a promessa que se expressa na bênção (a raiz “abençoar” é repetida cinco vezes, nestes versículos). A bênção é comunicação de vida pela qual Deus realiza a sua promessa de salvação. Aqui, a bênção concretiza-se como descendência numerosa (noutros textos das tradições patriarcais, a bênção, além da descendência numerosa, completa-se com a promessa de uma terra).

Importantíssima é a ideia de que o Povo nascido de Abraão será fonte de bênção para todas as nações. inaugura-se, aqui, a ideia de que Israel é o centro do Mundo e de que a sua vocação é ser testemunha da salvação de Deus diante de todos os povos da Terra. Esta eleição, mais do que privilégio que Deus, de forma inexplicável e parcial, concede a um povo, é a responsabilidade de Israel ser um “sinal” de Deus na História e na vida do Mundo.

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No Evangelho (Mt 17,1-9), Jesus reforça o pedido aos discípulos de que confiem n’Ele e que ousem segui-Lo no caminho de Jerusalém, o qual, embora tenha de passar pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade de Jesus: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.” E à proclamação, quase idêntica, do momento do Batismo, acrescenta-se o imperativo “Escutai-O”, o que era é difícil para os discípulos.

O episódio da transfiguração de Jesus situa-se, praticamente, no final da etapa da Galileia. Durante um tempo relativamente longo, Jesus tinha andado pela Galileia, s anunciar – com palavras e com gestos poderosos – a chegada do Reino de Deus. Ao longo dessa etapa, Jesus andava acompanhado por um grupo de discípulos, que tinha escutado o chamamento de Jesus, que decidira segui-Lo e que, depois de tudo o que tinham visto e escutado, enquanto O acompanhavam pelas vilas e aldeias da Galileia, estavam convictos que Ele era, realmente, o Messias que Israel esperava. Porém, alguns dias antes da cena da transfiguração, tinham ficado perplexos pelo modo como Jesus lhes descreveu o futuro próximo, a nova etapa que os esperava. Disse-lhes que “tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar”.

Os discípulos, que pensavam noutro tipo de messianismo, ficaram estupefactos: o caminho que Jesus se propunha seguir passava pelo sofrimento e pela morte (Ele falou em ressurreição, mas, nessa altura, eles não sabiam o que isso significava). E Pedro expressou a sua oposição, num gesto radical. Tomando  Jesus de parte, “começou a repreendê-Lo, dizendo: ‘Deus te livre, Senhor! Isso nunca te há de acontecer’!” Para piorar as coisas, Jesus pediu-lhes, logo a seguir, que renunciassem a si mesmos, tomassem a cruz e o seguissem no dom da vida até à morte.

Gerou-se, pois, uma crise que deixou o grupo num estado de absoluto desânimo. Jesus achou, face a este estado de coisas, que tinha chegado a hora de lhes desvelar o sentido do caminho que se propunha seguir. Chamou Pedro, Tiago e João – o núcleo duro do grupo – e convidou-os a subirem com Ele a um monte. Iriam achar respostas para as perguntas que os inquietavam.

O texto não identifica o monte em causa. Porém, a tradição fala do Monte Tabor, que tinha sido, em tempos antigos, lugar sagrado para os povos cananeus. Nesse monte, aqueles três discípulos vão entrever, ainda que por breves instantes, o projeto de Deus.

Literariamente, esta narração (como a do chamamento de Abraão) é uma teofania, isto é, uma manifestação de Deus. Portanto, evangelista elaborou um quadro com todos os ingredientes que, no imaginário judaico, acompanham as manifestações de Deus (e que encontramos quase sempre nos relatos teofânicos veterotestamentários): monte, voz do céu, aparições, vestes brilhantes, nuvem, medo e perturbação dos que presenciam o encontro com o divino. Estamos, pois, ante uma catequese destinada a confirmar que Jesus é o Filho amado de Deus, que traz aos homens um projeto que vem de Deus, e que é preciso escutá-Lo.

Jesus, com Pedro, Tiago e João, subiu ao monte. O monte situa-nos num contexto de revelação: é sempre num monte que Deus Se revela; e, em especial, é num monte que faz aliança com o seu Povo e dá a Moisés as tábuas da Lei. A mudança do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai, depois de se encontrar com Deus e de ter recebido as tábuas da Lei. E o branco é a cor de Deus: indica que estamos no âmbito do divino.

A nuvem indica a presença de Deus: era nela que Deus manifestava a sua presença, quando conduzia o seu Povo através do deserto.

Moisés e Elias, as duas figuras veterotestamentários que aparecem no cenário da transfiguração de Jesus, representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus e que permitem entender Jesus); e são personagens que, segundo a catequese judaica, deviam aparecer no “dia do Senhor”, quando se manifestasse a salvação definitiva.

As tendas que Pedro pretende montar no cimo daquele monte (aludirão à “festa das tendas”, em que se celebrava o tempo do êxodo, quando o Povo de Deus habitou em tendas, no deserto) serão uma forma de referir a esperança dos discípulos, assustados com as implicações do seguimento de Jesus: deterem-se ali, num momento de revelação gloriosa, evitando “descer” à planície para enfrentar um destino de sofrimento, de cruz e de morte.

O medo que toma conta dos discípulos é a reação habitual do homem, ante a manifestação da grandeza, da omnipotência e da majestade de Deus.

Porém, o elemento mais significativo é “a voz” que vem da “nuvem” (o espaço onde Deus se oculta). Essa “voz” dirige-se aos discípulos e declara solenemente: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O”. O próprio Deus apresenta Jesus e garante que Ele é o Filho que veio ao encontro dos homens com mandato do Pai. E o testemunho de Deus sobre Jesus completa-se com um imperativo: “Escutai-o.” Os discípulos ficam avisados de que devem escutar e acolher as indicações de Jesus, segui-Lo sem hesitações e sem medos, pois o caminho que Ele propõe está conforme o projeto de Deus.

Sobre todo o cenário, iluminando-o, paira a luz gloriosa da ressurreição. A glória de Deus que se manifesta em Jesus, as “vestes de uma brancura refulgente” (lembram as “túnicas brancas como a neve” do “anjo do Senhor que, na manhã de Páscoa, apareceu às mulheres que tinham ido procurar Jesus ao túmulo) apontam nesse sentido. Os discípulos são, pois, convidados a olhar para lá da cruz e a descobrir que, no final do caminho de Jesus, não está o fracasso, mas está a ressurreição, a vida plena, a vitória sobre a morte.

Mateus, na linha do que Marcos já tinha feito, pegou em todos estes elementos e com eles construiu a sua catequese. Nela, Jesus é apresentado, antes de mais, como o Filho, o Eleito, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele não é um visionário que vive iludido e que não tem os pés assentes na terra; nem é revolucionário com sede de protagonismo que se aproveita, em benefício do seu projeto político, de um grupo de ingénuos. Ele é o Filho de Deus, enviado aos homens para lhes propor a salvação e a Vida verdadeira. Tudo o que Ele diz e propõe está conforme o desígnio salvador de Deus. Os discípulos devem escutá-Lo, levar a sério as suas indicações, mesmo quando Ele propõe um caminho de morte, de dom da vida até às últimas consequências. Jesus é o Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). E veio concretizar as promessas que, na História da salvação, Deus fez ao seu Povo.

Jesus é, enfim, o novo Moisés (e mais do que Moisés), Aquele através de quem Deus dá ao seu Povo a nova Lei e através de quem propõe aos homens a nova Aliança. Da ação libertadora do novo Moisés, nascerá um novo Povo de Deus. Guiado por Jesus, o Povo caminhará pelo deserto da cruz e da morte, até chegar à Terra Prometida, onde o espera a Vida em abundância.

Mateus termina o relato evocando a “ordem” de Jesus, quando desciam do monte: “Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do Homem ressuscitar dos mortos”. É provável que, após a ressurreição, tenha resultado claro para os discípulos o que experimentaram naquele monte. Mas, desde logo, aquele momento constituiu, para os discípulos, uma inoculação de esperança ou do ânimo de que precisavam para seguirem Jesus no caminho para Jerusalém.

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Na segunda leitura (2Tm 1,8b-10), o epistológrafo recorda que Deus conta connosco para sermos, no Mundo, arautos da Boa Notícia da salvação. Isso exige correr riscos, enfrentar medos, suscitar oposições, viver em sobressalto, mas a proposta não pode ser riscada das sendas da Humanidade: tem de ser proclamada de cima dos telhados e chegar ao coração de todos os homens.

O epistológrafo, que refere a sua situação de prisioneiro por causa do Evangelho, exorta Timóteo a ser, para a comunidade cuja responsabilidade lhe foi confiada, modelo de fidelidade, de amor, de bom senso e de fortaleza, no testemunho da fé. Foi para isso que recebeu a “imposição das mãos”, gesto que o capacitou para o cumprimento da missão apostólica. O dom de Deus, continuamente reavivado, fará com que Timóteo supere a sua juventude e timidez e testemunhe Cristo e o seu Evangelho. Timóteo deverá ter sempre presente que foi escolhido e chamado para colaborar no projeto de Deus em favor dos homens.

Recorrendo a um fragmento de um hino litúrgico cantado nas primeiras comunidades cristãs, o epistológrafo lembra a Timóteo a grandeza e a beleza desse projeto: Deus, no seu amor infinito, quer que todos os homens se salvem e encontrem vida em abundância. Sem ter em conta as faltas e a indignidade dos homens, Deus quis oferecer-lhes, gratuitamente, a salvação que apresentou, na História humana, na pessoa de Jesus, o Filho de Deus que desceu ao encontro dos homens, que caminhou com eles, que lhes ofereceu a salvação, que lutou contra a injustiça, a violência e o pecado, que derrotou a morte, que irradiou a vida e a imortalidade pelo Evangelho.

Esta maravilhosa iniciativa de Deus é o acontecimento decisivo da História dos homens. Nesse longo caminho que a Humanidade vem percorrendo, nada há de mais grandioso e de mais decisivo do que o desígnio de Deus. Ora, Paulo e Timóteo foram escolhidos por Deus para ministros deste desígnio. É uma vocação sublime. Apesar dos seus limites e fragilidades, Deus quis contar com eles, para darem testemunho no meio dos homens da sua salvação. Paulo e Timóteo – e todos quantos Deus escolhe e envia – são arautos da salvação de Deus. Não podem esconder-se, demitir-se da responsabilidade que lhes foi confiada, deixar-se abater pelo medo, calar a Boa Notícia que Jesus lhes confiou e os convidou a testemunhar em toda a Terra.

Aproximam-se tempos de dificuldade e de perseguição para os que aderiram à salvação que Jesus veio trazer. O império declarou guerra ao Evangelho e as comunidades cristãs sentem enfraquecer a coragem e diminuir o compromisso. Muitos instalam-se na mediocridade, deixam-se arrastar pela corrente. Nestes tempos difíceis, porém, aqueles que, como Paulo e como Timóteo, presidem às comunidades e animam os irmãos na fé, devem levar a sério a missão que lhes foi confiada mantendo-se fortes e sendo, no meio dos irmãos mais frágeis, testemunhas vivas, entusiastas e corajosas do projeto salvífico e amoroso de Deus.

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 Por tudo isto, vale a pena desejar e acolher a bênção de Deus e prometer escutar Jesus:

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“Desça sobre nós a vossa misericórdia, / porque em Vós esperamos, Senhor.”

 “A palavra do Senhor é reta, / na fidelidade nascem as suas obras. / Ele ama a justiça e a retidão: / a Terra está cheia da bondade do Senhor.

“Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, / para os que esperam na sua bondade, / para libertar da morte as suas almas / e os alimentar no tempo da fome.

“A nossa alma espera o Senhor: / Ele é o nosso amparo e protetor. / Venha sobre nós a vossa bondade, / porque em Vós esperamos, Senhor.”

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“A salvação, a glória e o poder a Jesus Cristo, Nosso Senhor.”

“No meio da nuvem luminosa, ouviu-se a voz do Pai:

‘Este é o meu Filho muito amado: escutai-O’”. 

 2026.03.01 – Louro de Carvalho

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