domingo, 26 de abril de 2026

Jesus é a porta do aprisco e o verdadeiro, belo e bom pastor das ovelhas

 

O 4.º domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois, em todos os anos, a liturgia propõe, nesta dominga, um trecho do capítulo 10 do Evangelho de João, em que Jesus Se proclama como o Belo ou Bom Pastor, assegurando terna proximidade, cuidado, confiança, segurança, paz e vida em abundância.

***

A primeira leitura (At 2,14a.36-41) define o percurso que Jesus, “o Belo Pastor”, desafia as suas “ovelhas” a fazer: abandonar o egoísmo e a escravidão (converter-se), aderir a Jesus e segui-Lo (ser batizado), acolher a vida nova de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela (receber o Espírito Santo). De acordo com o 4.º Evangelho, Jesus prometeu aos discípulos, na inolvidável ceia que antecedeu a sua prisão, condenação à morte e execução, que lhes enviaria o Espírito Santo. E Lucas põe o Ressuscitado, a despedir-se dos discípulos, antes de ir ao encontro do Pai, e a dizer-lhes: “Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do Mundo”. Para Lucas, esta promessa cumpre-se na manhã do Pentecostes.

A festa judaica do Pentecostes (em hebraico “Shavu’ot”), também designada por “festa das semanas” e por “festa das primícias”, ocorria 50 dias após a Páscoa e era festa agrícola: terminada a colheita dos cereais, os agricultores dirigiam-se ao Templo, ao som de música de flautas, a entregarem a Deus os primeiros frutos da colheita (“bikurim”). Acolhidos com cânticos de boas vindas, entravam no templo e entregavam aos sacerdotes os cestos com os frutos. Mais tarde, a tradição rabínica ligou a festa à aliança e ao dom da Lei, por Deus, no Sinai; e, no século I, esta dimensão tinha lugar crucial na celebração do Pentecostes. Ora, no dia em que os judeus celebravam a festa do Pentecostes, os apóstolos “encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar”, em oração com Maria, com outas mulheres e com outros discípulos, tendo refeito o colégio apostólico pela eleição de Matias para o lugar vago deixado por Judas, quando, “viram aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se dividiam, pousando uma sobre cada um”. E “todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Depois, transformados e fortalecidos pelo Espírito, abandonaram a segurança das paredes do Cenáculo e assumiram, ante os habitantes de Jerusalém, a missão de testemunhas de Jesus.

Foi Pedro que, em nome da comunidade discipular, tomou a palavra para “anunciar as maravilhas de Deus” e para dar a todos os o primeiro anúncio sobre Jesus. O trecho em apreço apresenta-nos a última frase do discurso de Pedro e a reação da multidão ao discurso.

Na conclusão do seu discurso, Pedro dirige-se à “casa de Israel” e confronta-a com a confissão essencial da fé cristã: “Deus fez Senhor e Messias o Jesus que vós crucificastes”.
A afirmação de Pedro é ousada. Acusa a “casa de Israel” de ter rejeitado “o Senhor” (o “kýrios” – nome grego que traduz o “Adonai” hebraico – o nome dado pelos judeus a Javé”) e o “Messias” (isto é, o “ungido” de Deus, que veio concretizar a promessa de salvação e de libertação que Javé tinha feito ao Povo). Após tantos séculos à espera da intervenção libertadora de Javé, a “casa de Israel” rejeitou o Deus que veio ao seu encontro com uma proposta de salvação. A “casa e Israel”, atacada de inexplicável cegueira, condenou e crucificou o “ungido” de Deus, o Messias esperado.

Segundo a narração lucana, os ouvintes sentiram o coração “trespassado” (do verbo “katanyssô” – “afligir-se profundamente”). O verbo em referência traduz o “pesar”, o “sentir pontadas no coração”, como remorso por algo contrário à justiça. É a atitude que gera o arrependimento e o primeiro passo para a mudança de vida, para a conversão. A resposta dos habitantes de Jerusalém, representantes da “casa de Israel”, à interpelação de Pedro, consubstancia-se na pergunta: “Que havemos de fazer, irmãos?” É a resposta humilde de quem reconhece a verdade das acusações, admite os erros e se mostra disposto a reequacionar a vida, a voltar para Deus, a escutar Deus outra vez, a voltar a trilhar o caminho de Deus. Reconhecendo a sinceridade e a honestidade dos que o interpelam, Pedro aponta o caminho: converter-se, ser batizado e receber o Espírito Santo.

A conversão (“metanoia”) implica a mudança radical da mente, dos comportamentos, dos valores, de modo que o coração do crente se volte de novo para Deus e passe a viver segundo Deus. No contexto neotestamentário, a conversão é a renúncia ao egoísmo, ao orgulho e à autossuficiência; é o aceitar da salvação que Deus faz através de Jesus. Implica o acolher Jesus como o salvador e segui-Lo, na via do amor, da entrega, do serviço, do dom da vida.

“Receber o batismo em nome do Senhor Jesus Cristo” é reconhecer que Jesus tem a proposta de salvação e de vida nova, mergulhar na água de Jesus, optar por essa vida nova que Jesus propõe e incorporar-se à comunidade da Nova Aliança.

Quem adere a Jesus e passa a integrar a comunidade do Reino, recebe o Espírito Santo: ao optar por Cristo, o crente acolhe no coração a vida de Deus e a sua existência é animada por um dinamismo divino que a recria, vivifica e transforma. Segundo Lucas, as palavras de Pedro foram acolhidas: “Naquele dia, juntaram-se aos discípulos cerca de três mil pessoas.” A força irresistível do Evangelho e a presença operante do Espírito começam a mudar a face da Terra.

***

No Evangelho (Jo 10,1-10) Jesus recorre a duas imagens para ilustrar a missão que o Pai Lhe confiou: Ele é o “Pastor Bom” e “a porta” de acesso às ovelhas. Como Pastor Verdadeiro, Bom e Belo, cuida das ovelhas de Deus com dedicação e amor, liberta-as da escravidão e leva-as ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude. Como porta, tem dupla função: impede que os “ladrões e salteadores” tenham acesso às ovelhas e torna-se a referência para as ovelhas que entram e que saem. A vida dos que integram o rebanho de Deus constrói-se e entende-se a partir de Jesus.

O capítulo 10 do 4.º Evangelho é dedicado à catequese do “Bom Pastor”. Esta imagem ilustra a missão de Jesus: a obra do “Messias” consiste em levar o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a Vida em plenitude.

A imagem do Pastor não foi inventada pelo autor do 4.º Evangelho. Este discurso simbólico está construído com materiais do Antigo Testamento. Em especial, tem presente o texto de Ez 34, a chave para compreender a metáfora do pastor e do rebanho. Falando aos exilados da Babilónia, Ezequiel sustenta que os líderes de Israel foram, ao longo da História, maus pastores, que levaram o Povo por sendas de sofrimento, de injustiça e de morte, mas o próprio Deus assumirá a condução do seu Povo; colocará à frente do seu rebanho um Bom Pastor (o “Messias”), que o livrará da escravidão e o conduzirá à Vida. A catequese do 4.º Evangelho sobre o “Bom Pastor” sugere que a promessa de Deus – veiculada por Ezequiel – se cumpre em Jesus.

De acordo com João, Jesus teria pronunciado o “discurso do Bom Pastor” em Jerusalém, no contexto da festa da Dedicação do Templo. Esta festa (em hebraico, “Hanûkkah”) celebra a purificação do Templo de Jerusalém (164 a.C.), por Judas Macabeu, depois de o rei selêucida Antíoco IV Epifânio o ter profanado (167 a.C.), erigindo um altar em honra de Zeus no espaço sagrado. É a festa da Luz. O símbolo por excelência dessa festa é um candelabro de oito braços (“hanûkkiyyah”), que vão sendo progressivamente acesos, um a um, ao longo dos oito dias em que se celebra a festa. Jesus tinha, pouco antes, curado um cego de nascença, assumindo-se como a Luz que veio para iluminar as trevas do Mundo.

Apesar do ambiente festivo, a relação de Jesus com os líderes judaicos é tensa. Vendo a pressão que os líderes puseram sobre o cego de nascença para que não abraçasse a luz, Jesus denuncia a forma como tratam a comunidade: estão interessados em proteger os seus interesses e usam o Povo em benefício próprio; são, pois, “ladrões e salteadores”, que assaltam o rebanho que lhes foi confiado e lhe roubam o ensejo de encontrar Vida.

O episódio da cura do cego de nascença, terminara com Jesus a avisar os dirigentes judaicos que iam ser chamados a juízo (“krima”) pela forma displicente como exerciam a missão a que tinham sido chamados. Como líderes da comunidade, deviam conduzir o povo por caminhos direitos; mas, ocupados com os seus interesses e preocupados em preservar os privilégios de que gozavam, declinaram as suas responsabilidades. Rejeitaram acolher a luz libertadora de Deus e fizeram tudo para que o povo ficasse nas trevas. Assim, o povo era como rebanho sem pastor.

Recorrendo a duas parábolas muito expressivas, Jesus anuncia a intenção de Deus de dar ao seu povo um Pastor Bom e Verdadeiro, que se interesse pelas suas ovelhas e as guie à vida abundante, feliz e plena.

Na primeira parábola, Jesus apresenta-se como o verdadeiro Pastor do rebanho de Deus. Tem mandato do Pai e a sua missão foi-lhe confiada pelo Pai. Em Ezequiel, o papel do pastor cabia a Deus e ao futuro enviado de Deus, o Messias, descendente de David. Sendo O “que entra pela porta”, com autoridade legítima, Jesus é o Messias enviado por Deus para conduzir o seu Povo e para o guiar para as pastagens onde há vida em plenitude. A sua atuação em relação ao rebanho de Deus está em absoluto contraste com a dos dirigentes judaicos. Estes abeiram-se das ovelhas como “ladrões e salteadores”. Não estão preocupados com o bem das ovelhas; pretendem explorá-las, enganá-las, utilizá-las de acordo com os seus interesses. Mantêm o povo mergulhado numa escuridão sem saída e sem objetivos. Escravizam o rebanho e impedem-no de ter acesso à vida livre e digna. Em contraponto Jesus, o Bom e Verdadeiro Pastor, está interessado no bem das ovelhas. O que o move é o amor. Entra no redil das ovelhas para cuidar delas, não para as explorar e roubar. A sua missão é libertá-las das trevas em que os dirigentes políticos e religiosos as trazem imersas e conduzi-las ao encontro da luz libertadora.

Em primeiro lugar, irá chamar as “ovelhas”. Chamá-las-á “pelo seu nome”, porque conhece cada uma e com cada uma quer ter uma relação pessoal de amor, de proximidade, de comunhão: para Jesus, não há massas anónimas e sem rosto, mas pessoas concretas, com identidade própria, com a sua riqueza, com a sua dignidade. O Pastor Bom e Verdadeiro não obrigará ninguém a responder-Lhe; mas os que responderem ao seu chamamento farão parte do seu rebanho. A esses, Jesus conduzi-los-á “para fora”: não veio instalar-Se na antiga instituição judaica, geradora de opressão e de escravidão, mas criar a comunidade humana nova do novo Povo de Deus.

Depois, o pastor caminhará à frente das ovelhas, pois, sendo o primeiro a identificar os perigos, defenderá as suas ovelhas; depois, mostrar-lhes-á o caminho, pois Ele próprio é “o caminho” que leva à vida plena. As ovelhas segui-lo-ão sem hesitações: “seguir” traduz a atitude do discípulo, convidado a ir atrás de Jesus no amor e no dom da vida, a fazer d’Ele a sua referência fundamental, a aderir a Ele de todo o coração. As ovelhas escutarão a voz de Jesus, porque sabem que só Ele as guiará em segurança pelos caminhos e veredas, ao encontro da vida.

Na segunda parábola, Jesus apresenta-se como “a porta das ovelhas”. A porta dá acesso ao espaço onde estão as ovelhas. Quem quiser ter acesso ao rebanho, tem de passar pela porta. Nesse sentido, a imagem indica que ninguém pode ir ao encontro das ovelhas, se não tiver um mandato de Jesus, e que ninguém pode ir ao encontro das ovelhas, se não tiver os mesmos sentimentos, a mesma atitude, a mesma preocupação de Jesus: cuidar delas, dar-lhes vida em abundância. Por outro lado, a porta dá passagem às próprias ovelhas. Permite-lhes sair e entrar. Permite-lhes aceder às pastagens onde há alimentos e água em abundância, como lhes permite regressar ao espaço protegido onde encontram abrigo e segurança contra a noite, contra os animais selvagens e contra os ladrões e salteadores. Toda a vida das ovelhas passa por Jesus. Para as suas ovelhas, Jesus é a referência fundamental. É de Jesus que as ovelhas partem e é para Ele que voltam. É à volta de Jesus e em relação a Ele que as ovelhas constroem o seu horizonte existencial.

Por fim, Jesus reafirma a missão que recebeu do Pai: “Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância.”

***

Na segunda leitura (1Pe 2,20b-25) um mestre cristão do final do século I insta os batizados a olharem o exemplo de Cristo: “Insultado, não pagava com injúrias; maltratado, não respondia com ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga com justiça.” Jesus o Pastor Bom, aponta-nos a via que leva à vida. Se a seguirmos, não seremos ovelhas desgarradas.

O autor da Primeira Carta de Pedro apresenta-se como “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo”, “presbítero”, “testemunha dos padecimentos de Cristo e participante da glória que se há de manifestar”. O apóstolo Pedro conhecido da tradição cristã é Simão Pedro, o pescador do Mar da Galileia, irmão de André, que morava na cidade de Cafarnaum e a quem Jesus chamou para ser “pescador de homens”. Contudo, parece improvável que o pescador da Galileia, tenha sido o autor da carta, pois a qualidade literária parece estar acima do que seria o estilo do pescador pouco instruído. Depois, a situação das comunidades cristãs referidas na carta parece situar-nos dentro dos anos 80, época em que se sentia a hostilidade do Império contra os cristãos e se perspetivavam as grandes perseguições. Nessa altura, Pedro há muito teria morrido (segundo a tradição cristã, o apóstolo foi martirizado em Roma, na perseguição de Nero, por volta do ano 66-67). A partir destes dados, o mais provável é que o autor da carta seja o responsável de uma comunidade cristã, empenhado em fortalecer o compromisso dos cristãos que viviam em algumas zonas rurais da Ásia Menor. Ele escreve em finais do século I (nunca antes dos anos 80).

Os destinatários da missiva seriam, de acordo com o texto, os eleitos de Deus que peregrinam na diáspora do Ponto, da Galácia, da Capadócia, da Ásia e da Bitínia. São comunidades cristãs de âmbito rural, constituídas, maioritariamente, por camponeses pobres, que cultivam propriedades de gente rica. Também há, entre eles, pequenos proprietários que vivem em aldeias, fora dos grandes centros urbanos. São pessoas economicamente débeis, vulneráveis à hostilidade do império romano ao cristianismo. E, conhecendo as provações destes cristãos, o epistológrafo exorta-os a manterem-se fiéis à fé, apesar das dificuldades; convida-os a olharem Cristo, que passou pela paixão e pela cruz, antes de chegar à ressurreição; e exorta-os a manterem a esperança, o amor, a solidariedade, vivendo com alegria, coerência e fidelidade a opção cristã.

O trecho em apreço integra uma perícopa repleta de conselhos práticos sobre a conduta que os cristãos devem assumir em várias situações da vida, mais especificamente, sobre os deveres dos servos, face aos seus senhores.

Muitos desses eleitos de Deus são escravos ao serviço de patrões ricos e poderosos. E o epistológrafo recomenda que, em relação aos seus senhores, nomeadamente, ao severos e exigentes, que se comportem com respeito e obediência, pois “é meritório suportar contrariedades, em atenção a Deus, sofrendo injustamente”. Para ilustrar a sua recomendação, propõe o exemplo de Cristo, que sofreu sem ter feito mal nenhum; maltratado pelos inimigos, não respondeu com agressão e vingança; e, pelo dom da sua vida, eliminou o pecado que afastava os homens de Deus e curou-nos do que nos fazia mal. Por isso, Ele é como um Pastor que, reunindo as “ovelhas desgarradas”, as cura, as guarda e as conduz à vida verdadeira.

Provavelmente, o trecho em causa integraria um antigo hino cristão utilizado na liturgia primitiva para celebrar Cristo e o valor salvífico da sua morte na cruz, em benefício de todos. Esse hino teria sido composto a partir de diversas referências veterotestamentárias. Um dos textos que o inspirou terá sido o quarto cântico do “servo de Javé”, um poema que reflete a experiência de um misterioso “servo sofredor” bom e justo, que “não cometeu pecado algum e em cuja boca não se encontrou mentira”, que suportou, pacientemente, as injustiças e de cuja entrega resultou vida para o seu Povo. Outro texto que poderá ter influenciado a composição desse hino primitivo é Ez 34, onde se fala de Deus como “o bom pastor”, que cuida das suas ovelhas fracas, doentes e tresmalhadas. Ao ligar o tema do pastor com o sofrimento de Cristo, o catequista sugere que foi do sofrimento de Cristo que resultou a vida e a salvação para o rebanho de Deus.

A reflexão não é dirigida só aos escravos que lidam com a severidade e a desumanidade dos seus senhores. Trata-se, antes, de uma proposta para todos os crentes de todas as épocas, de todos os lugares e de todas as condições sociais. O cristão é chamado a fazer a diferença, quebrando a cadeia de violência e de agressividade, introduzindo no Mundo uma lógica nova. Mesmo que maltratado e injustiçado, o discípulo de Cristo vive e testemunha o amor, a bondade, a misericórdia e a mansidão de Deus. Assumindo atitude semelhante à de Cristo, o batizado lança a semente de um Mundo novo. É essa a sua vocação.

***

Enfim, é motivo para exprimirmos a nossa confiança em Cristo, verdadeiro, bom e belo pastor:

“O Senhor é meu pastor: nada me faltará.”

“O Senhor é meu pastor: nada me falta. / Leva-me a descansar em verdes prados, / conduz me às águas refrescantes / e reconforta a minha alma.

“Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome. / Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, / não temerei nenhum mal, porque vós estais comigo: / o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

“Para mim preparais a mesa / à vista dos meus adversários; / com óleo me perfumais a cabeça / e o meu cálice transborda.

“A bondade e a graça hão de acompanhar me / todos os dias da minha vida, / e habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.”

***

“Aleluia. Aleluia. Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: / conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me.”

2026.04.26 – Louro de Carvalho

Sem comentários:

Enviar um comentário