O
4.º domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois, em todos
os anos, a liturgia propõe, nesta dominga, um trecho do capítulo 10 do
Evangelho de João, em que Jesus Se proclama como o Belo ou Bom Pastor,
assegurando terna proximidade, cuidado, confiança, segurança, paz e vida em
abundância.
***
A primeira
leitura (At 2,14a.36-41) define o percurso que Jesus, “o Belo
Pastor”, desafia as suas “ovelhas” a fazer: abandonar o egoísmo e a escravidão
(converter-se), aderir a Jesus e segui-Lo (ser batizado), acolher a vida nova
de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela (receber o
Espírito Santo). De acordo com o 4.º Evangelho, Jesus prometeu aos discípulos,
na inolvidável ceia que antecedeu a sua prisão, condenação à morte e execução,
que lhes enviaria o Espírito Santo. E Lucas põe o Ressuscitado, a despedir-se
dos discípulos, antes de ir ao encontro do Pai, e a dizer-lhes: “Ides receber
uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas
testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do Mundo”.
Para Lucas, esta promessa cumpre-se na manhã do Pentecostes.
A
festa judaica do Pentecostes (em hebraico “Shavu’ot”), também designada por
“festa das semanas” e por “festa das primícias”, ocorria 50 dias após a Páscoa
e era festa agrícola: terminada a colheita dos cereais, os agricultores
dirigiam-se ao Templo, ao som de música de flautas, a entregarem a Deus os
primeiros frutos da colheita (“bikurim”). Acolhidos com cânticos de boas
vindas, entravam no templo e entregavam aos sacerdotes os cestos com os frutos.
Mais tarde, a tradição rabínica ligou a festa à aliança e ao dom da Lei, por
Deus, no Sinai; e, no século I, esta dimensão tinha lugar crucial na celebração
do Pentecostes. Ora, no dia em que os judeus celebravam a festa do Pentecostes,
os apóstolos “encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar”, em oração com
Maria, com outas mulheres e com outros discípulos, tendo refeito o colégio
apostólico pela eleição de Matias para o lugar vago deixado por Judas, quando,
“viram aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se dividiam, pousando uma
sobre cada um”. E “todos ficaram cheios do Espírito Santo”. Depois,
transformados e fortalecidos pelo Espírito, abandonaram a segurança das paredes
do Cenáculo e assumiram, ante os habitantes de Jerusalém, a missão de testemunhas
de Jesus.
Foi
Pedro que, em nome da comunidade discipular, tomou a palavra para “anunciar as
maravilhas de Deus” e para dar a todos os o primeiro anúncio sobre Jesus. O
trecho em apreço apresenta-nos a última frase do discurso de Pedro e a reação
da multidão ao discurso.
Segundo
a narração lucana, os ouvintes sentiram o coração “trespassado” (do verbo
“katanyssô” – “afligir-se profundamente”). O verbo em referência traduz o
“pesar”, o “sentir pontadas no coração”, como remorso por algo contrário à
justiça. É a atitude que gera o arrependimento e o primeiro passo para a
mudança de vida, para a conversão. A resposta dos habitantes de Jerusalém,
representantes da “casa de Israel”, à interpelação de Pedro, consubstancia-se
na pergunta: “Que havemos de fazer, irmãos?” É a resposta humilde de quem
reconhece a verdade das acusações, admite os erros e se mostra disposto a
reequacionar a vida, a voltar para Deus, a escutar Deus outra vez, a voltar a
trilhar o caminho de Deus. Reconhecendo a sinceridade e a honestidade dos que o
interpelam, Pedro aponta o caminho: converter-se, ser batizado e receber o
Espírito Santo.
A
conversão (“metanoia”) implica a mudança radical da mente, dos comportamentos,
dos valores, de modo que o coração do crente se volte de novo para Deus e passe
a viver segundo Deus. No contexto neotestamentário, a conversão é a renúncia ao
egoísmo, ao orgulho e à autossuficiência; é o aceitar da salvação que Deus faz
através de Jesus. Implica o acolher Jesus como o salvador e segui-Lo, na via do
amor, da entrega, do serviço, do dom da vida.
“Receber
o batismo em nome do Senhor Jesus Cristo” é reconhecer que Jesus tem a proposta
de salvação e de vida nova, mergulhar na água de Jesus, optar por essa vida
nova que Jesus propõe e incorporar-se à comunidade da Nova Aliança.
Quem
adere a Jesus e passa a integrar a comunidade do Reino, recebe o Espírito
Santo: ao optar por Cristo, o crente acolhe no coração a vida de Deus e a sua
existência é animada por um dinamismo divino que a recria, vivifica e
transforma. Segundo Lucas, as palavras de Pedro foram acolhidas: “Naquele dia,
juntaram-se aos discípulos cerca de três mil pessoas.” A força irresistível do
Evangelho e a presença operante do Espírito começam a mudar a face da Terra.
***
No Evangelho (Jo
10,1-10) Jesus recorre a duas imagens para ilustrar a missão que o Pai Lhe
confiou: Ele é o “Pastor Bom” e “a porta” de acesso às ovelhas. Como Pastor Verdadeiro,
Bom e Belo, cuida das ovelhas de Deus com dedicação e amor, liberta-as da
escravidão e leva-as ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em
plenitude. Como porta, tem dupla função: impede que os “ladrões e salteadores”
tenham acesso às ovelhas e torna-se a referência para as ovelhas que entram e
que saem. A vida dos que integram o rebanho de Deus constrói-se e entende-se a
partir de Jesus.
O
capítulo 10 do 4.º Evangelho é dedicado à catequese do “Bom Pastor”. Esta
imagem ilustra a missão de Jesus: a obra do “Messias” consiste em levar o homem
às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a Vida em
plenitude.
A
imagem do Pastor não foi inventada pelo autor do 4.º Evangelho. Este discurso
simbólico está construído com materiais do Antigo Testamento. Em especial, tem
presente o texto de Ez 34, a chave para compreender a metáfora do pastor
e do rebanho. Falando aos exilados da Babilónia, Ezequiel sustenta que os
líderes de Israel foram, ao longo da História, maus pastores, que levaram o
Povo por sendas de sofrimento, de injustiça e de morte, mas o próprio Deus
assumirá a condução do seu Povo; colocará à frente do seu rebanho um Bom Pastor
(o “Messias”), que o livrará da escravidão e o conduzirá à Vida. A catequese do
4.º Evangelho sobre o “Bom Pastor” sugere que a promessa de Deus – veiculada
por Ezequiel – se cumpre em Jesus.
De
acordo com João, Jesus teria pronunciado o “discurso do Bom Pastor” em
Jerusalém, no contexto da festa da Dedicação do Templo. Esta festa (em
hebraico, “Hanûkkah”) celebra a purificação do Templo de Jerusalém (164 a.C.),
por Judas Macabeu, depois de o rei selêucida Antíoco IV Epifânio o ter
profanado (167 a.C.), erigindo um altar em honra de Zeus no espaço sagrado. É a
festa da Luz. O símbolo por excelência dessa festa é um candelabro de oito
braços (“hanûkkiyyah”), que vão sendo progressivamente acesos, um a um, ao
longo dos oito dias em que se celebra a festa. Jesus tinha, pouco antes, curado
um cego de nascença, assumindo-se como a Luz que veio para iluminar as trevas
do Mundo.
Apesar
do ambiente festivo, a relação de Jesus com os líderes judaicos é tensa. Vendo
a pressão que os líderes puseram sobre o cego de nascença para que não
abraçasse a luz, Jesus denuncia a forma como tratam a comunidade: estão
interessados em proteger os seus interesses e usam o Povo em benefício próprio;
são, pois, “ladrões e salteadores”, que assaltam o rebanho que lhes foi
confiado e lhe roubam o ensejo de encontrar Vida.
O
episódio da cura do cego de nascença, terminara com Jesus a avisar os
dirigentes judaicos que iam ser chamados a juízo (“krima”) pela forma
displicente como exerciam a missão a que tinham sido chamados. Como líderes da
comunidade, deviam conduzir o povo por caminhos direitos; mas, ocupados com os
seus interesses e preocupados em preservar os privilégios de que gozavam,
declinaram as suas responsabilidades. Rejeitaram acolher a luz libertadora de
Deus e fizeram tudo para que o povo ficasse nas trevas. Assim, o povo era como
rebanho sem pastor.
Recorrendo
a duas parábolas muito expressivas, Jesus anuncia a intenção de Deus de dar ao
seu povo um Pastor Bom e Verdadeiro, que se interesse pelas suas ovelhas e as guie
à vida abundante, feliz e plena.
Na
primeira parábola, Jesus apresenta-se como o verdadeiro Pastor do rebanho de
Deus. Tem mandato do Pai e a sua missão foi-lhe confiada pelo Pai. Em Ezequiel,
o papel do pastor cabia a Deus e ao futuro enviado de Deus, o Messias,
descendente de David. Sendo O “que entra pela porta”, com autoridade legítima,
Jesus é o Messias enviado por Deus para conduzir o seu Povo e para o guiar para
as pastagens onde há vida em plenitude. A sua atuação em relação ao rebanho de
Deus está em absoluto contraste com a dos dirigentes judaicos. Estes abeiram-se
das ovelhas como “ladrões e salteadores”. Não estão preocupados com o bem das
ovelhas; pretendem explorá-las, enganá-las, utilizá-las de acordo com os seus
interesses. Mantêm o povo mergulhado numa escuridão sem saída e sem objetivos.
Escravizam o rebanho e impedem-no de ter acesso à vida livre e digna. Em
contraponto Jesus, o Bom e Verdadeiro Pastor, está interessado no bem das
ovelhas. O que o move é o amor. Entra no redil das ovelhas para cuidar delas,
não para as explorar e roubar. A sua missão é libertá-las das trevas em que os
dirigentes políticos e religiosos as trazem imersas e conduzi-las ao encontro
da luz libertadora.
Em
primeiro lugar, irá chamar as “ovelhas”. Chamá-las-á “pelo seu nome”, porque
conhece cada uma e com cada uma quer ter uma relação pessoal de amor, de
proximidade, de comunhão: para Jesus, não há massas anónimas e sem rosto, mas
pessoas concretas, com identidade própria, com a sua riqueza, com a sua
dignidade. O Pastor Bom e Verdadeiro não obrigará ninguém a responder-Lhe; mas
os que responderem ao seu chamamento farão parte do seu rebanho. A esses, Jesus
conduzi-los-á “para fora”: não veio instalar-Se na antiga instituição judaica,
geradora de opressão e de escravidão, mas criar a comunidade humana nova do
novo Povo de Deus.
Depois,
o pastor caminhará à frente das ovelhas, pois, sendo o primeiro a identificar
os perigos, defenderá as suas ovelhas; depois, mostrar-lhes-á o caminho, pois
Ele próprio é “o caminho” que leva à vida plena. As ovelhas segui-lo-ão sem
hesitações: “seguir” traduz a atitude do discípulo, convidado a ir atrás de
Jesus no amor e no dom da vida, a fazer d’Ele a sua referência fundamental, a
aderir a Ele de todo o coração. As ovelhas escutarão a voz de Jesus, porque
sabem que só Ele as guiará em segurança pelos caminhos e veredas, ao encontro
da vida.
Na
segunda parábola, Jesus apresenta-se como “a porta das ovelhas”. A porta dá
acesso ao espaço onde estão as ovelhas. Quem quiser ter acesso ao rebanho, tem
de passar pela porta. Nesse sentido, a imagem indica que ninguém pode ir ao
encontro das ovelhas, se não tiver um mandato de Jesus, e que ninguém pode ir
ao encontro das ovelhas, se não tiver os mesmos sentimentos, a mesma atitude, a
mesma preocupação de Jesus: cuidar delas, dar-lhes vida em abundância. Por
outro lado, a porta dá passagem às próprias ovelhas. Permite-lhes sair e
entrar. Permite-lhes aceder às pastagens onde há alimentos e água em abundância,
como lhes permite regressar ao espaço protegido onde encontram abrigo e
segurança contra a noite, contra os animais selvagens e contra os ladrões e
salteadores. Toda a vida das ovelhas passa por Jesus. Para as suas ovelhas,
Jesus é a referência fundamental. É de Jesus que as ovelhas partem e é para Ele
que voltam. É à volta de Jesus e em relação a Ele que as ovelhas constroem o
seu horizonte existencial.
Por
fim, Jesus reafirma a missão que recebeu do Pai: “Eu vim para que as minhas
ovelhas tenham vida e a tenham em abundância.”
***
Na segunda
leitura (1Pe 2,20b-25) um mestre cristão do final do século I insta
os batizados a olharem o exemplo de Cristo: “Insultado, não pagava com
injúrias; maltratado, não respondia com ameaças, mas entregava-Se Àquele que
julga com justiça.” Jesus o Pastor Bom, aponta-nos a via que leva à vida. Se a seguirmos,
não seremos ovelhas desgarradas.
O
autor da Primeira Carta de Pedro apresenta-se como “Pedro, apóstolo de Jesus
Cristo”, “presbítero”, “testemunha dos padecimentos de Cristo e participante da
glória que se há de manifestar”. O apóstolo Pedro conhecido da tradição cristã
é Simão Pedro, o pescador do Mar da Galileia, irmão de André, que morava na
cidade de Cafarnaum e a quem Jesus chamou para ser “pescador de homens”.
Contudo, parece improvável que o pescador da Galileia, tenha sido o autor da
carta, pois a qualidade literária parece estar acima do que seria o estilo do
pescador pouco instruído. Depois, a situação das comunidades cristãs referidas
na carta parece situar-nos dentro dos anos 80, época em que se sentia a
hostilidade do Império contra os cristãos e se perspetivavam as grandes
perseguições. Nessa altura, Pedro há muito teria morrido (segundo a tradição
cristã, o apóstolo foi martirizado em Roma, na perseguição de Nero, por volta
do ano 66-67). A partir destes dados, o mais provável é que o autor da carta
seja o responsável de uma comunidade cristã, empenhado em fortalecer o
compromisso dos cristãos que viviam em algumas zonas rurais da Ásia Menor. Ele
escreve em finais do século I (nunca antes dos anos 80).
Os
destinatários da missiva seriam, de acordo com o texto, os eleitos de Deus que
peregrinam na diáspora do Ponto, da Galácia, da Capadócia, da Ásia e da Bitínia.
São comunidades cristãs de âmbito rural, constituídas, maioritariamente, por
camponeses pobres, que cultivam propriedades de gente rica. Também há, entre
eles, pequenos proprietários que vivem em aldeias, fora dos grandes centros
urbanos. São pessoas economicamente débeis, vulneráveis à hostilidade do
império romano ao cristianismo. E, conhecendo as provações destes cristãos, o epistológrafo
exorta-os a manterem-se fiéis à fé, apesar das dificuldades; convida-os a
olharem Cristo, que passou pela paixão e pela cruz, antes de chegar à
ressurreição; e exorta-os a manterem a esperança, o amor, a solidariedade,
vivendo com alegria, coerência e fidelidade a opção cristã.
O
trecho em apreço integra uma perícopa repleta de conselhos práticos sobre a
conduta que os cristãos devem assumir em várias situações da vida, mais
especificamente, sobre os deveres dos servos, face aos seus senhores.
Muitos
desses eleitos de Deus são escravos ao serviço de patrões ricos e poderosos. E
o epistológrafo recomenda que, em relação aos seus senhores, nomeadamente, ao severos
e exigentes, que se comportem com respeito e obediência, pois “é meritório
suportar contrariedades, em atenção a Deus, sofrendo injustamente”. Para
ilustrar a sua recomendação, propõe o exemplo de Cristo, que sofreu sem ter
feito mal nenhum; maltratado pelos inimigos, não respondeu com agressão e
vingança; e, pelo dom da sua vida, eliminou o pecado que afastava os homens de
Deus e curou-nos do que nos fazia mal. Por isso, Ele é como um Pastor que, reunindo
as “ovelhas desgarradas”, as cura, as guarda e as conduz à vida verdadeira.
Provavelmente,
o trecho em causa integraria um antigo hino cristão utilizado na liturgia
primitiva para celebrar Cristo e o valor salvífico da sua morte na cruz, em
benefício de todos. Esse hino teria sido composto a partir de diversas
referências veterotestamentárias. Um dos textos que o inspirou terá sido o
quarto cântico do “servo de Javé”, um poema que reflete a experiência de um
misterioso “servo sofredor” bom e justo, que “não cometeu pecado algum e em
cuja boca não se encontrou mentira”, que suportou, pacientemente, as injustiças
e de cuja entrega resultou vida para o seu Povo. Outro texto que poderá ter
influenciado a composição desse hino primitivo é Ez 34, onde se fala de
Deus como “o bom pastor”, que cuida das suas ovelhas fracas, doentes e
tresmalhadas. Ao ligar o tema do pastor com o sofrimento de Cristo, o catequista
sugere que foi do sofrimento de Cristo que resultou a vida e a salvação para o
rebanho de Deus.
A
reflexão não é dirigida só aos escravos que lidam com a severidade e a
desumanidade dos seus senhores. Trata-se, antes, de uma proposta para todos os
crentes de todas as épocas, de todos os lugares e de todas as condições
sociais. O cristão é chamado a fazer a diferença, quebrando a cadeia de
violência e de agressividade, introduzindo no Mundo uma lógica nova. Mesmo que maltratado
e injustiçado, o discípulo de Cristo vive e testemunha o amor, a bondade, a
misericórdia e a mansidão de Deus. Assumindo atitude semelhante à de Cristo, o
batizado lança a semente de um Mundo novo. É essa a sua vocação.
***
Enfim, é motivo para exprimirmos a nossa confiança em
Cristo, verdadeiro, bom e belo pastor:
“O Senhor é meu pastor: nada me faltará.”
“Ele
me guia por sendas direitas por amor do seu nome. / Ainda que tenha de andar
por vales tenebrosos, / não temerei nenhum mal, porque vós estais comigo: / o
vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.
“Para mim preparais a mesa / à vista dos meus
adversários; / com óleo me perfumais a cabeça / e o meu cálice transborda.
“A bondade e a graça hão de acompanhar me / todos os
dias da minha vida, / e habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.”
***
“Aleluia.
Aleluia. Eu sou o bom pastor, diz o Senhor: / conheço as minhas ovelhas e elas
conhecem-Me.”
2026.04.26
– Louro de Carvalho
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