segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A todo o ser humano se levanta o problema da justeza das suas opções

 

Na sua condição humana de chamado à liberdade, também se coloca ao crente a questão das suas opções. E a Liturgia da Palavra  do sexto domingo do Tempo Comum no Ano A, mostra como os cristãos devem responder à oferta de salvação que Deus nos faz. É óbvio que somos confrontados com algumas possibilidades, cabendo-nos o ónus do discernimento sobre qual a que interessa ao nosso bem. Porém, sem forçar a nossa liberdade, inalienável, os textos litúrgicos apontam, inequivocamente, para a realidade apelante de Deus a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna, não podendo nós, por desleixo, por comodismo, por falta de compromisso, ignorar a proposta que nos garante a vida em plenitude.

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A primeira leitura [Sir 15,16-21 (15-20)] sustenta que somos livres de escolher entre a proposta de Deus, que leva à vida e à felicidade, e a nossa autossuficiência, que nos leva, quase sempre, à desgraça e à morte. Aos que escolhem a vida Deus oferece os mandamentos, como os sinais que mostram o caminho da salvação.

Ao autor material do texto levantam-se questões sobre a responsabilidade pelas más ações do homem, sobre a origem do pecado e sobre o modo como a realidade de Deus – o todo-poderoso, Aquele que é fonte de tudo e que tudo controla – se encaixa em tudo isto.

Ben Sirah conhece o belo poema das origens que aparece em Gn 1. Sabe que Deus criou um “Mundo bom” e o confiou ao cuidado do homem, tal como sabe que, depois de mostrar ao homem os caminhos que devia percorrer para ter vida, o deixou tomar as suas decisões. Enfim, Deus criou o homem livre. E é este o encaixe do trecho de Ben Sirah que serve de primeira leitura. Para descrever a definição por Deus da liberdade do homem, o hagiógrafo recorre à linguagem e aos conteúdos que a catequese de Israel popularizou.

Os teólogos deuteronomistas falavam da opção que o homem tem de fazer entre “dois caminhos”. De um lado está o caminho da vida e da felicidade e do outro o da desgraça e da morte. Essa é a grande questão que condiciona o sentido da vida do homem e o sentido da História: se o homem escolhe caminhos de orgulho e de autossuficiência, à margem de Deus e dos mandamentos, prepara para si e para a sua comunidade um futuro de morte e de desgraça; mas, se escolhe viver no temor de Deus e no respeito pelas propostas de Javé, constrói para si e para o seu Povo o futuro de felicidade, de bem-estar, de abundância, de paz.

Esta doutrina é desenvolvida em Dt 30,15-20. E Ben Sirah mantém a sua reflexão nos mesmos parâmetros. Dirigindo-se aos israelitas tentados pelos parâmetros da cultura helénica, coloca-os diante das grandes lições da História: sempre que o povo vive de acordo com as indicações de Deus, constrói uma sociedade fraterna, livre, solidária, onde todos têm o que é necessário para viverem de forma equilibrada e feliz; mas, quando o Povo escolhe caminhos à margem de Javé e faz orelhas moucas à proposta de Deus, resvala por vias de egoísmo, de injustiça, de exploração, de divisão, de ambição e, portanto, de sofrimento e de morte. Aliás, as grandes catástrofes que marcaram a História do povo, nomeadamente, o exílio na Babilónia, resultaram de opções por sendas escusas à margem de Deus e dos mandamentos.

Porém, Deus respeita a liberdade do homem. O homem não é um títere nas mãos de Deus, ou um robô que Deus liga e desliga com um comando; mas é ser livre, que faz as suas escolhas, que condicionam o seu futuro – e que tem nas suas mãos o próprio destino. Deus indica ao homem os caminhos para chegar à vida e à felicidade; mas, depois, respeita, em absoluto as opções do homem. A opção pela vida ou pela morte resulta do livre-arbítrio do homem.

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No Evangelho (Mt 5,17-37), Jesus pede aos discípulos – que aceitam a oferta da salvação que Ele traz e se dispõem a caminhar com Ele – que não se limitem a serviços mínimos, isto é, a cumprir a letra da Lei, mas adiram a Deus de todo o coração e busquem a vontade do Pai com paixão, com entusiasmo, com total compromisso.

Os líderes religiosos acusavam Jesus de pregar uma doutrina revolucionária, herética, contrária à tradição israelita, exposta na soberana liberdade de Jesus, frente ao sábado; na pouca consideração pelas tradições religiosas judaicas; na novidade das palavras e dos gestos; e na forma como acolhia os mais desprezados. Todavia com Jesus, a Lei antiga não caducou. Ao invés, Jesus começa por definir a sua posição face à Lei tradicional, a Torah: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar.” Jesus não veio abolir a Lei que Deus ofereceu ao povo no Sinai. A Lei de Deus conserva toda a sua validade, é eterna. Porém, Jesus esclarece que veio “completar” a Lei. O verbo utilizado “plêrosai”) significa “levar à perfeição”. Jesus quer levar à perfeição a Lei do Sinai, restituindo-a à sua simplicidade e sentido original.

Os escribas e os fariseus tinham-se apoderado da Lei e tinham-na usado para criarem a armadilha do legalismo. Para eles, a Lei abrangia um conjunto de indicações fechadas que era preciso seguir à letra e que regulavam todos os passos da vida. Se as leis não fossem totalmente explícitas e não abarcassem todas as situações da vida, deviam ser explicitadas por novas leis. Surgia, assim, um emaranhado legal que enredava a vida do crente, que se tornava escravo da Lei. Quem, pelas duras condições de vida, não conseguia cumprir todas as normas, era tido como pecador, alguém que estava longe de Deus e da salvação.

Com a vida encerrada dentro dos limites da Lei, o crente sentia-se seguro: a Lei indicava-lhe como viver para agradar a Deus e para aceder à salvação. Porém, isto desenvolvia, frequentemente, uma mentalidade errada: a salvação aparecia, ao crente que vivia agarrado ao cumprimento da Lei, como conquista do homem e não como dom do amor de Deus. Daí resultava a autossuficiência.

Deste legalismo derivava outro perigo grave: convictos de que o estrito cumprimento da Lei assegurava a salvação, os crentes cumpriam as regras, sem se envolverem ao nível do coração, da adesão plena a Deus. Cumpriam a letra da Lei, sem aprofundarem o seu espírito. Nesse contexto, não interessava o que se sentia em relação a Deus ou aos irmãos. A religião tornava-se uma experiência puramente externa. Havia quem cumpria, estritamente, a letra da Lei, mas não tinha o mínimo de amor a Deus e aos irmãos. Ora, esta não é a experiência religiosa que Jesus propõe aos seus discípulos. Por isso, avisa: “Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.”

Na perspetiva de “levar à perfeição” a Lei, Jesus propõe a vivência da Lei em plenitude, indo ao fundo das coisas. É não ficar na epiderme da Lei, mas cumprir toda a vontade de Deus, mesmo para lá da estrita observância da letra da Lei. É aderir a Deus, assumindo a atitude interior de total compromisso com Deus, com os valores de Deus.

Enquanto os fariseus e os doutores da Lei centravam tudo na Lei, Jesus põe no centro de tudo o Reino de Deus. O que Ele pretende é fazer nascer uma comunidade de homens e mulheres que abram o coração a Deus e façam tudo para que nasça um Mundo mais justo e mais fraterno.

Para maior clareza, Jesus apresentar exemplos da atitude que preconiza, face à Lei.

O primeiro refere-se às relações fraternas. A Lei de Moisés exige não matar mas, para Jesus, não matar implica evitar causar qualquer dano ao irmão. Há muitas formas de destruir o irmão, de o eliminar, de lhe roubar a vida: as palavras ofensivas, as calúnias deletérios, os gestos de desprezo que exclui, os confrontos que põem fim à relação. Ora, quem aceita o convite para integrar a comunidade do Reino de Deus não pode limitar-se a cumprir a letra da Lei; tem de assumir nova atitude, mais abrangente, que leve ao respeito absoluto pela vida e pela dignidade do irmão. E Mateus aproveita o ensejo para apresentar à comunidade a catequese da urgência da reconciliação (cortar relações com o irmão, afastá-lo da relação, marginalizá-lo são formas de matar). Na linha mateana, a reconciliação com o irmão sobrepõe-se ao culto, pois a relação com Deus de alguém que não ama os irmãos é mentira que Deus não aceita.

Por isso, se alguém está junto do altar com a oferta e se lembra de que alguém tem algo contra ele (não é só se tem algo contra o irmão), deve deixar a oferta junto do altar (não a pode levar consigo, porque já não é sua) e ir reconciliar-se com o irmão e voltar ao sacrifício da oferta (tem de cultuar, mas de mãos limpas.

Depois, vem a questão do adultério. A Lei moisaica exige não cometer adultério. Porém, na ótica de Jesus, é preciso ir além da letra da Lei e atacar a raiz do problema: o coração do homem, em que nasce o desejo que se traduz em gestos. Por isso, Jesus propõe a conversão do coração que previna qualquer desejo egoísta que possa evoluir para atitudes que danifiquem a dignidade das pessoas e da relação familiar. A referência a arrancar o olho que é ocasião de pecado (o olho é o órgão que dá entrada ao desejo) ou a cortar a mão que é ocasião de pecado (a mão é o órgão da ação, através do qual se concretiza o desejo que nasce no coração) são expressões fortes a significar que é preciso atuar onde as más ações têm origem e eliminar, na fonte, o mal.

A seguir, vem o tema do divórcio. A Lei de Moisés permitia ao homem repudiar a esposa, mas, na prática, vedava à mulher a possibilidade de pôr fim ao casamento. Na ótica de Jesus, trata-se de uma lei machista, que Moisés aceitou, por causa da dureza do coração do homem. E Jesus considera que essa lei não estava nos planos de Deus, quando criou o homem e a mulher para se amarem e para se completarem. Aqui, Jesus não se limita a completar a Lei: propõe a mudança no sentido do plano original de Deus para o homem e para a mulher. No entanto, o texto abre uma exceção: no caso de “união ilegal” (literalmente, “porneia”). Discute-se o que esta exceção – praticada na comunidade de Mateus – significa. Poderia referir-se à concessão feita aos cristãos de origem judaica para que o marido de mulher infiel pudesse casar-se outra vez, pois a infidelidade da primeira esposa tornaria a união ilegal.

Uma das razões por que o divórcio do homem era permitido, e o da mulher não, ou porque o adultério era proibido à mulher é que se tratava de um atentado à propriedade do homem. A mulher, em algumas civilizações era considerada propriedade do marido. Ora, o adultério e o divórcio feminino subtraíam-na da alçada do marido.

No atinente à questão do julgamento, a Lei moisaica pede, apenas, a fidelidade aos compromissos selados com juramento; mas, para Jesus, a necessidade de jurar implica a existência de clima de desconfiança que é incompatível com a limpidez da verdade. Para os inseridos na dinâmica do Reino, deve haver um clima de sinceridade e de confiança que os simples “sim” e “não” bastam. Qualquer fórmula de juramento é supérflua e sinal de corrupção da dinâmica do Reino.

Enfim, a doutrina de Jesus está muito além do cumprimento casuístico de uma Lei externa. Implica uma atitude interior completamente nova, uma mudança do coração que leve o homem a acolher e a viver a sério as indicações de Deus, um dinamismo novo que transforme cada discípulo em arauto e testemunha fiáveis de um Mundo mais justo, mais humano e mais fraterno.

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 Na segunda leitura (1Cor 2,6-10), o apóstolo apresenta o plano salvador de Deus (a “sabedoria de Deus” ou o “mistério”). É um projeto que Deus preparou, desde sempre, “para aqueles que O amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus revelou com a sua pessoa, com as suas palavras, com os seus gestos e, sobretudo, com o dom da sua vida até ao fim. Na cruz onde Jesus entregou a vida vemos, ao vivo, o amor de Deus por nós e no qual descobrimos a rota da salvação, da nossa plena realização.

Paulo não se apresentou aos Coríntios como filósofo, capaz de lhes ensinar uma “sabedoria humana”, um sistema filosófico coerente. Veio por mandato de Deus e apresentou apenas a Boa Notícia de Jesus (“julguei não dever saber outra coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado”). Não o fez com a linguagem dos sábios, dos filósofos, dos grandes oradores, mas com a convicção de quem se encontrou com Jesus, se apaixonou pela proposta de Jesus e decidiu colocar toda a sua vida ao serviço do Evangelho. E foi o Espírito Santo que fez o resto e que tornou possível, a partir do testemunho de Paulo, a adesão dos Coríntios ao Evangelho e o nascimento da Igreja de Corinto.

Em todo o caso, Paulo ensinou aos cristãos de Corinto (os “perfeitos”) uma sabedoria, mas uma sabedoria que “não é deste Mundo, nem dos príncipes deste Mundo”. É a “sabedoria de Deus”, da qual a cruz onde Jesus entregou a vida por amar é a expressão mais completa.

Falar da “sabedoria de Deus” é falar do desígnio de salvação que Deus tem, desde o princípio, para a Humanidade. Paulo refere-se a esse desígnio, recorrendo ao termo grego “mystêrion”. É um plano “que Deus preparou para aqueles que o amam”, a fim de os levar à salvação, à vida plena, e que resulta do amor e da solicitude de Deus pelos seus filhos, os homens. É um plano que o Deus manteve oculto, durante muitos séculos, e só revelou através do seu Filho, Jesus Cristo. Aliás, antes de revelação feita através das palavras, dos gestos, da pessoa de Cristo, dificilmente os homens estariam preparados para compreenderem o alcance e a profundidade do plano divino, da “sabedoria de Deus”.

O “mystêrion” paulino descreve-se deste modo: Deus escolheu-nos, desde sempre, e quis que nos tornássemos santos e irrepreensíveis, a fim de chegarmos à realização plena. Por isso, veio ao encontro dos homens, fez com eles uma Aliança, apontou-lhes, de mil formas, as sendas de vida. E, na plenitude dos tempos, enviou ao Mundo o seu próprio Filho, Jesus, que lutou contra o pecado e contra a maldade, os venceu e inseriu os homens numa dinâmica de amor e de doação da vida. Na cruz, está patente a História de amor que vai até ao ponto de o Filho dar a vida por nós. Este plano de salvação continua a agir na vida dos crentes pela ação do Espírito, que nos anima no sentido de nascermos como homens novos, até nos identificarmos totalmente com Cristo.

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Leão XIV produziu, a 15 de fevereiro, antes do Angelus, o seguinte comentário:

“Ouvimos, no Evangelho, uma parte do ‘sermão da montanha’. Depois de proclamar as Bem-aventuranças, Jesus convida-nos a entrar na novidade do Reino de Deus e, para nos guiar, revela o verdadeiro significado dos preceitos da Lei de Moisés, que não servem para satisfazer uma necessidade religiosa exterior, a fim de nos sentirmos bem diante de Deus, mas para nos fazer entrar na relação de amor com Deus e com os irmãos. Por isso, Jesus não veio para abolir a Lei, ‘mas para levá-la à perfeição’.

“O cumprimento da Lei é o amor, que realiza o seu significado profundo e o seu fim último. Trata-se de adquirir uma ‘justiça superior’ à dos escribas e fariseus, uma justiça que não se limita a observar os mandamentos, mas nos abre ao amor e nos compromete com ele. Assim, Jesus examina alguns preceitos da Lei que se referem a casos da vida e utiliza uma fórmula linguística – as antinomias –, para mostrar a diferença entre a justiça religiosa formal e a justiça do Reino de Deus: ‘Ouvistes o que foi dito aos antigos’. Eu, porém, digo-vos’.

“Esta abordagem diz-nos que a Lei foi dada a Moisés e aos profetas como um caminho para começarmos a conhecer Deus e o seu projeto sobre nós e sobre a História ou, numa expressão de São Paulo, como pedagogo que nos guiou até Ele. Mas, agora, Ele, na pessoa de Jesus, veio entre nós, que cumpriu a Lei, tornando-nos filhos do Pai e dando-nos a graça de entrar em relação com Ele como filhos e como irmãos entre nós.

“Jesus ensina-nos que a verdadeira justiça é o amor e que, em cada preceito da Lei, devemos perceber uma exigência de amor. Com efeito, não basta não matar fisicamente uma pessoa, se a matamos, depois, com palavras ou não respeitamos a sua dignidade. Também não basta ser formalmente fiel ao cônjuge e não cometer adultério, se nesta relação faltam a ternura recíproca, a escuta, o respeito, o cuidado mútuo e o caminhar, juntos, num projeto comum. A estes exemplos que Jesus nos oferece, poderíamos acrescentar outros. O Evangelho oferece-nos um ensinamento precioso: não basta a justiça mínima, é preciso o amor grande, possível, graças à força de Deus.

“Invoquemos, juntos, a Virgem Maria, que deu ao Mundo o Cristo, Aquele que leva à perfeição a Lei e o projeto da salvação: que Ela interceda por nós, nos ajude a entrar na lógica do Reino de Deus e a viver a sua justiça.”

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Por tudo, é salutar a oração como o salmista e como o evangelista:

“Ditoso o que anda na lei do Senhor.”

“Felizes os que seguem o caminho perfeito / e andam na lei do Senhor. /Felizes os que observam as suas ordens / e O procuram de todo o coração.

“Promulgastes os vossos preceitos / para se cumprirem fielmente. / Oxalá meus caminhos sejam firmes / na observância dos vossos decretos.

“Fazei bem ao vosso servo: / viverei e cumprirei a vossa palavra. / Abri, Senhor, os meus olhos /
para ver as maravilhas da vossa Lei.

“Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos / para ser fiel até ao fim. / Dai-me entendimento para guardar a vossa lei / e para a cumprir de todo o coração.

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“Aleluia, aleluia.”

“Bendito sejais, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.”

2026.02.15 – Louro de Carvalho

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