A
Liturgia da Palavra do 28.º domingo do Tempo Comum, no Ano A, através da imagem
do “banquete”, a cujo dinamismo se assemelha o Reino dos Céus, ou Reino de
Deus, mostra-nos nos o desígnio de Deus para nós, a meta final da nossa
existência, o nosso horizonte último, o “espaço” para onde Deus nos conduz. A palavra
de ordem é: “O banquete está preparado; vinde sentar-vos comigo à mesa!” É o
espaço do amor, da alegria, da felicidade e de vida infinda que Deus oferece a
todos os seus filhos.
***
O
texto da primeira leitura (Is 25,6-10a) anuncia a festa que Deus oferece
a todos os seus filhos e filhas, sem exceção. Homens e mulheres de todas as
raças formarão uma só família, reunida à mesa de Deus, na fraternidade sem
sombra, nem fratura. Sobre a mesa estarão “manjares suculentos”, “comida de boa
gordura”, “vinhos deliciosos e puríssimos”, vida bela e abundante. Será o
início da era de paz e de felicidade, do tempo em que a Humanidade estará livre
de tudo o que a fere e a faz sofrer. O poema em que Isaías canta o cenário de eternidade
feliz é um dos mais belos cânticos de esperança com que a Humanidade foi
brindada.
Isaías
profetizou em Jerusalém, no reino de Judá, desde 740/739 a.C., no reinado de
Jotam, até ao reinado de Manassés, que se iniciou em 687 a.C., tendo passado pelos
reinados de Acaz e de Ezequias. Foi nesse tempo que Judá foi invadida pelos
assírios e que o rei Acaz se tornou vassalo da Assíria, ficando a pagar-lhe ruinoso
tributo. Um apócrifo do século I d.C. (“Ascensão de Isaías”) conta que o
profeta foi assassinado por ordem de Manassés.
É
difícil dizer quando terá Isaías proferido o oráculo em referência. Alguns colocam-no
na fase final da sua vida (final do século VIII ou início do século VII a.C.),
quando Isaías, desiludido com a política dos reis de Judá, passou a sonhar uma
intervenção de Deus que restabeleceria o direito e a justiça e inauguraria a
nova era de felicidade e de paz para o povo de Deus. Contudo, há quem pense que
o autor não terá sido o primeiro Isaías, mas autor posterior, pois a referência
à superação da morte, das lágrimas e da vergonha, sugere a composição do texto em
momento posterior ao Exílio na Babilónia, quando Judá já teria reconquistado a
liberdade.
Em
todo o caso, o oráculo constrói-se à volta da imagem do banquete, que é, no
ambiente sociocultural bíblico, o momento da partilha, da comunhão, da
constituição da comunidade de mesa, do estabelecimento de laços familiares
entre os convivas. E, além de acontecimento social, o banquete tem dimensão
religiosa. Os “banquetes sagrados” celebram e potenciam a comunhão do crente
com Deus, o estabelecimento de laços familiares entre Deus e os fiéis. Por isso,
na ótica dos catequistas que redigiram as tradições da Aliança do Sinai, o
compromisso entre Javé e Israel era selado com uma refeição entre Deus e os
representantes do Povo.
No
âmbito religioso, são altamente significativos os “sacrifícios de comunhão”
(“zebâh shelamim”) do ritual litúrgico israelita. Quando o crente queria
oferecer a Deus um “sacrifício de comunhão”, levava ao Templo um animal e
promovia a sua imolação. Depois, separava-se a gordura do animal imolado, que
era queimada sobre o altar: era a parte reservada a Deus. O resto da carne era
repartida pelo oferente e pelos sacerdotes. O oferente e a família comiam, no
espaço sagrado do santuário, a parte que lhes cabia. Dessa forma, “sentavam-se
à mesa” com Deus, celebravam a sua pertença ao círculo familiar de Deus e
renovavam com Deus os laços de paz, de harmonia e de comunhão.
O
profeta anuncia um “banquete”, a realizar num futuro sem data marcada. É Deus
quem o promove e prepara e destina-se a “todos os povos”. É, portanto,
iniciativa de Deus, que se dispõe a estabelecer laços de família com toda a Humanidade.
O cenário é “este monte”, isto é, o monte do Templo, em Jerusalém, o lugar onde
está a “casa de Javé”, a residência de Deus, o lugar onde Israel presta culto a
Javé e se senta à mesa de Deus para comer os sacrifícios de comunhão, que
Israel celebra no templo e que prefiguram e anunciam o maravilhoso banquete
universal preparado por Deus: banquete pacífico de confraternização, onde todos
os povos reconhecerão a magnífica soberania de Deus e a sua providência
universal, e que fará de todas as raças e culturas uma só família, reunida à
volta de Deus, o soberano de todos.
Os
“manjares suculentos”, a “comida de boa gordura”, os “vinhos deliciosos” e
“puríssimos”, que ali serão servidos, são metáfora poético-profética da
abundância de vida, da eterna alegria, da festa total, da bem-aventurança sem
fim. São expressões que deviam calar fundo no imaginário da gente de Israel,
habituada a comer uma vez por dia e que, raramente, incluía carne ou vinho na
sua dieta. O banquete onde se comia com abundância constituía, então, uma expressiva
imagem da maravilhosa vida que Deus oferecerá aos seus convidados.
Os
que aceitarem o convite entrarão na era de comunhão íntima com Deus e de vida infinda.
O profeta/poeta usa uma sugestiva imagem para significar a comunhão total, sem
limites, entre Deus e os homens: será removido “o véu que cobria todos os
povos, o pano que envolvia todas as nações” e que impedia o contacto total com
o Mundo de Deus. Será o início da nova era de paz e de felicidade, do tempo em
que a Humanidade estará livre de tudo o que a limita, a fere, a faz sofrer (“o
Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da Terra
inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo”).
O
oráculo termina em cântico de ação de graças que evoca a fórmula da aclamação
de um novo rei (“eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor,
em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos
salvou”. A catequese de Israel entenderá que esse rei é o Messias, que vem
iniciar o reinado de Deus sobre toda a Terra. A partir daqui, a ideia do
“banquete messiânico” tornou-se corrente no judaísmo. Jesus retomará a metáfora
e falará do “banquete do Reino dos Céus”. Ao fazê-lo, refere-se à nova era de
salvação, de comunhão plena com Deus, de alegria eterna, que Ele próprio veio
inaugurar.
***
No
Evangelho (Mt 22,1-14), Jesus compara o reino de Deus à festa que um rei
preparou para celebrar as núpcias do filho. Houve convidados que se recusaram a
comparecer, mas a festa não foi cancelada: o rei abriu as portas da sala do
banquete a todo o tipo de pessoas, a gente improvável, encontrada nas
“encruzilhadas dos caminhos”, que teve o ensejo de se sentar à mesa do rei e de
participar na inolvidável festa. No banquete do reino de Deus, há lugar para
todos os dispostos a acolher o convite de Deus, mesmo à última hora.
Nos
dias que antecedem a Páscoa, Jesus chega da Galileia, acompanhado dos
discípulos. Alojado em Betânia (atual “al-Azariye”, povoação situada na encosta
oriental do Monte das Oliveiras, a cerca de três quilómetros de Jerusalém),
Jesus, em todas as manhãs, desce o Monte das Oliveiras e entra em Jerusalém
pela Porta Dourada, situada a oriente. Dirige-se ao templo, onde fala do reino
de Deus a todos os que se detêm a ouvi-Lo. Os dirigentes religiosos judaicos
andam por lá a vigiá-Lo: confrontam-No, criticam-No e acusam-No. Instalados nas
suas certezas, decidiram que a proposta de Jesus não vem de Deus, pelo que a
rejeitam em absoluto.
A
crítica do trecho em apreço mostra que Mateus juntou duas parábolas: a dos
convidados para o banquete (comum a Mateus e a Lucas, embora as duas versões
apresentem consideráveis diferenças), e a do convidado que se apresentou sem o
traje adequado, que é exclusiva de Mateus. Ambas nos situam no cenário de um banquete.
Como
dissemos, o banquete era, na cultura semita, o lugar do encontro, da comunhão,
do estreitamento de laços familiares entre os convivas. À volta da mesa
constituía-se a “comunidade de mesa” que ligava os convivas. O banquete era
também espaço de afirmação e de reforço de uma identidade social: a
participação no banquete confirmava a pertença da pessoa a um grupo social e
dava-lhe o ensejo de estreitar laços e de cimentar relações. Ser convidado para
uma refeição e sentar-se à mesa com um grupo confirmava o estatuto da pessoa, o
seu lugar na escala social. A disposição à mesa, a ordem em que eram servidos,
os lugares que ocupavam, tudo isso refletia a importância dos convidados na
estrutura comunitária. E a rejeição de convite para um banquete era insulto à
pessoa que convidava, por significar recusa a integrar o grupo social a que o
anfitrião pertencia.
Em
determinadas ocasiões, por exemplo, quando se celebrava um banquete de núpcias
de um filho, a seleção dos convidados era muito cuidada. Convidavam-se pessoas
importantes, pois a sua presença salientava, à comunidade, o estatuto e a honra
da família, mas evitava-se a presença de gente desclassificada, por diminuir o
estatuto do anfitrião e da família.
A
primeira das parábolas em causa compara o reino dos céus a uma festa de núpcias.
Jesus sabia o que a festa de casamento significava para as gentes da Galileia e
da Judeia. Ele participou em algumas. Numa até mudou a água em vinho. Eram
momentos inolvidáveis, nos quais se esquecia a dureza do trabalho e, em boa
companhia, se cantava e dançava à volta da mesa abundante. Assim, Jesus recorre
a esta imagem, para comunicar a sua experiência de um Deus bom, empenhado dar a
todos os seus filhos vida plenamente ditosa.
Jesus
fala de um rei que quis preparar uma festa para celebrar as núpcias do filho. Enviou
às pessoas das suas relações – pessoas escolhidas, pessoas julgava dignas – os
convites para a festa. Porém, quando os servos foram chamar os convidados, elas
não quiseram comparecer. Umas recusaram o convite de forma cônscia e absoluta
(“não quiseram vir”); outras mostraram-se indiferentes à festa e preferiram ir
tratar de assuntos pessoais (“sem fazerem caso, um foi para o seu campo e outro
para o seu negócio”); outras assumiram uma atitude de desafio, respondendo com
violência (“apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos”). A
recusa dos convidados parecia condenar a festa a um monumental fracasso.
O
primeiro gesto do rei foi enviar as suas tropas para castigar os homicidas. Será
uma alusão à destruição de Jerusalém pelos exércitos romanos de Tito, no ano
70, vista pela comunidade cristã como um castigo à nação judaica pela rejeição
do Messias? Porém, apesar da desistência e da recusa dos convidados, o rei não desistiu
do projeto. Outros participariam na festa que estava preparada. Portanto,
mandou os servos “às encruzilhadas dos caminhos”, para trazerem para o banquete
todos os que encontrassem. E foi assim que a sala do se encheu de convidados.
Era gente improvável, que nunca se sentara à mesa de uma importante personalidade,
mas disponível para participar no banquete. Será com eles – e não com a gente de
classe, aprovada pelas convenções sociais – que celebrará a festa das núpcias
do seu filho.
É
óbvio que Deus é o rei que convidou Israel para o banquete messiânico, para a
festa que inaugura os tempos messiânicos (as bodas do filho). O filho do rei é
Jesus, que veio ao encontro dos homens para lhes propor a nova Aliança, dando-lhes
a possibilidade de viverem a nova relação com Deus. Os primeiros convidados são
os sacerdotes, os escribas, os doutores da Lei, que recusaram o convite e
preferiram continuar nas suas certezas. Os convidados de última hora, os trazidos
das “encruzilhadas dos caminhos”, são o “povo da terra” (“’am ha-aretz”: sem
instrução religiosa que, devido à sua ignorância, era negligente na observância
dos mandamentos), os pecadores, os malditos, todos os que, na linha da religião
oficial, estavam arredados da comunhão com Deus e da comunidade da salvação.
Jesus
terá contado a parábola em resposta aos que O acusavam de se dar com todo o
tipo de desclassificados e de pecadores. A acusação não era descabida. A
genuína tradição evangélica diz-nos que Jesus participava em banquetes onde
havia gente duvidosa, a ponto de os inimigos lhe chamarem “comilão e bebedor de
vinho, amigo de publicanos e de pecadores”. Jesus participava nesses banquetes,
com o risco de adquirir fama tão desagradável, porque era preciso cumprir o
desígnio do Pai, custasse o que custasse.
A
tradição profética referia-se aos tempos messiânicos recorrendo à imagem de um banquete
preparado por Deus para todos os povos. Quando o Messias chegasse, sentaria
todos os homens à mesa do banquete do reino de Deus. Ora, Jesus sabia que, com
Ele, o tempo do reino de Deus tinha chegado. Convicto de que o convite de Deus
para o banquete do reino se destinava a todos os filhos e filhas de Deus,
sentava-se à mesa com toda a gente, mesmo com os que a sociedade e a religião
condenavam e marginalizavam. Na sua perspetiva, para participar no banquete do
reino de Deus só havia uma condição: estar disponível. Os líderes judaicos
nunca manifestaram tal disponibilidade, mas os publicanos, as prostitutas e
outros pecadores notórios mostraram-se disponíveis para integrar a comunidade
da salvação. E a parábola original de Jesus traduz esta leitura da realidade.
Dezenas
de anos depois, a comunidade mateana fará uma releitura da parábola. Face à
adesão maciça à fé cristã de gente oriunda do paganismo, a comunidade cristã
sentiu que era preciso explicar porque é que os pagãos acolheram a Boa Nova de
Jesus melhor do que os judeus. Assim, os judeus, apesar de serem o povo da
Aliança, recusaram corresponder ao convite de Deus, pelo que Deus resolveu
chamar outros convidados – apanhados nas “encruzilhadas dos caminhos” – para se
sentarem à mesa do banquete messiânico.
Chegado
aqui, Mateus achou que o assunto não estava encerrado e que urgia um aviso
final a todos os que aceitaram entrar na sala do banquete. E vem ao caso a
segunda parábola. Um convidado apresentou-se na festa sem o traje nupcial (antes
da entrada era distribuída a veste nupcial a cada convidado). O rei, ao verificar
tal facto (era um convidado, ao invés do que dizem alguns), ordenou que ele
fosse lançado fora da sala da festa.
Aliás,
não fazia sentido esperar-se que um convidado recrutado, à última hora, “nas
encruzilhadas dos caminhos” estivesse convenientemente vestido para uma festa
de casamento. De facto, na cultura do Antigo Médio Oriente, era habitual o
anfitrião de um banquete real oferecer a cada convidado o “traje de festa” a
usar no banquete. Portanto, se um convidado se apresentasse na sala do banquete
sem a roupa adequada, não seria porque não lhe fora entregue o traje
apropriado, mas porque não aceitara vesti-lo. Nestes termos, a parábola constitui
uma advertência aos que aceitaram o convite de Deus para a festa do Reino,
aderiram à proposta de Jesus e receberam o Batismo. Na linguagem cristã, a vida
nova do cristão (que começa no Batismo) é comparada ao traje novo, a veste
branca que se enverga, nesse dia, para sempre.
Portanto,
o evangelista, que escreve, no final do século I, quando muitos cristãos tinham
esquecido o entusiasmo inicial e viviam instalados numa fé morna e pouco
exigente, avisa que, além de querer entrar na sala do banquete, é preciso
vestir um estilo de vida que ponha em prática o ensinamento de Jesus. Deus
chama todos os homens e mulheres para participarem no banquete, mas só se
sentarão com Ele os que se dispõem a vestir a vida de Deus.
***
Na
segunda leitura (Fl 4,12-14.19-20), o apóstolo apresenta-nos o exemplo de
uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive animada pelo dinamismo do
reino de Deus: a comunidade cristã de Filipos, generosa e solidária, empenhada
na vivência do amor e em dar testemunho do Evangelho diante de todos os homens.
Os
filipenses enviaram a Paulo, através de Epafrodito, generosa quantia em
dinheiro, que permite ao apóstolo manter-se durante o tempo em que estiver
prisioneiro. E o apóstolo sente-se feliz pelo gesto dos filipenses, mas a sua
alegria não resulta do facto de aquele gesto lhe resolver as suas necessidades
materiais imediatas. Paulo nunca buscou vida regalada, situação confortável, abundância
de bens materiais. Sabe “viver na pobreza” e “viver na abundância”, está
preparado para “ter fartura” e para “passar fome”, é capaz de “viver
desafogadamente” e de “padecer necessidade”. A liberdade interior que sente,
face aos bens efémeros brota de Cristo: é Ele quem lhe dá forças para superar
as privações, quem o anima nos momentos de dificuldades, quem lhe dá a coragem
para enfrentar as necessidades que a vida apostólica impõe.
O
gesto dos filipenses, no entanto, mostra generosidade, solicitude, cuidado,
empatia, bondade, amizade, solidariedade; e expressa o compromisso dos
filipenses com o anúncio do Evangelho; manifesta o seu apoio ao esforço
missionário de Paulo. Tudo isso o conforta, o anima e lhe alegra o coração,
pois mostra-lhe que os seus filhos de Filipos levam a sério o Evangelho e a
vida nova que resulta da adesão a Cristo. De resto, a generosa oferta dos
filipenses, mais do que ajuda a Paulo, é oferta a Deus, de quem o apóstolo é
servidor. Paulo está seguro, portanto, de que tal gesto não será esquecido:
Deus lhes pagar-lhes-á, generosamente, a boa ação que fizeram.
Por
fim, a doxologia que encerra a perícopa (“glória a Deus, nosso Pai, pelos
séculos dos séculos. Ámen”) é o agradecimento final de Paulo, não à comunidade
cristã de Filipos, mas a Deus, aquele de quem procede todo o bem.
***
É
belo cantar a esperança de morar para sempre na casa de Deus, do Deus que nos
trata com a solicitude que o pastor usa em prol do seu rebanho e de cada uma
das suas ovelhas:
“Habitarei
para sempre na casa do Senhor.”
“O
Senhor é meu pastor: nada me falta. / Leva-me a descansar em verdes prados, / conduz-me
às águas refrescantes / e reconforta a minha alma.
“Ele
me guia por sendas direitas, por amor do seu nome. / Ainda que tenha de andar
por vales tenebrosos, / não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: / o
vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.
“Para
mim preparais a mesa, / à vista dos meus adversários; / com óleo me perfumais a
cabeça, / e o meu cálice transborda.
“A
bondade e a graça hão de acompanhar-me / todos os dias da minha vida, / e
habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.”
2026.10.11
– Louro de Carvalho
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