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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Não queria que a máscara viesse a ser assumida liturgicamente


Não, o título não vem a despropósito, já que a maior parte dos paramentos, insígnias e alguns gestos litúrgicos, que tiveram origem no uso comum ou no de determinados grupos de pessoas e/ou em necessidades permanentes ou pontuais, passaram a ser assumidos na Liturgia – muitos deles pelo comum dos clérigos e outros, com o decurso do tempo, apenas por alguns. E o uso litúrgico deu-lhes significado espiritual como consta do teor das orações que acompanham a sua assunção antes da ação litúrgica (orações que a reforma litúrgica de São Paulo VI deixou de impor, mas que também não aboliu) ou das palavras que acompanham a sua imposição, nomeadamente no rito da ordenação de diácono, presbítero e bispo (Vd Cerimonial dos Bispos e Pontifical Romano, de Paulo VI).
Porque o antigo ritual da paramentação do Bispo para solene Pontifical as impunha ao Bispo, há que revisitar a origem dessas peças e as orações concomitantes à sua vestição, orações que as conotam com um grande significado espiritual e arredam toda a ideia de luxo, pompa ou poder.
As cáligas, calçado de meio cano em forma de sandálias feitas de couro e com pregos, usado pelos militares romanos, nomeadamente os legionários e até os centuriões (algumas vezes também os escravos), eram símbolo da expansão do Império. A Igreja preservou o modelo, embora decorado, na forma de bota que chega até meio das pernas e que é fechada por fios atados.
Antes da paramentação, o Bispo desfaz-se dos sapatos usuais, calça as cáligas e diz: 
Calçai, Senhor, os meus pés na preparação do Evangelho da paz e protegei-me à sombra de vossas asas”.
A mozeta, murça ou mantelete é uma capa curta que cobre os ombros, parte das costas e dos braços. Não sendo veste litúrgica é usada sobre a sobrepeliz como parte da roupa coral de alguns clérigos.  É fechada na frente, sendo que a capa similar, mas aberta na frente, é denominada pregrineta. Depondo a mozeta, o Bispo reza:
Livrai-me, Senhor, do homem velho com as suas obras e costumes e revesti-me do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade.
Lavar as mãos é um gesto normalíssimo higienicamente recomendado. Mas Pilatos lavou-as em sinal de desresponsabilização pela morte de Jesus. O Bispo lavava-as antes da Missa dizendo:
Dai, Senhor, força às minhas mãos para lavar toda a iniquidade e poder para servir-Vos sem culpa no corpo e na alma.
Na Missa, o celebrante lava as mãos dizendo:
Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado”.
O amito surge no século VIII para cobrir a cabeça e o pescoço do celebrante e ministros (dantes usava-se sobre a alva e sobre a casula para cobrir a cabeça na ida para o altar), e, passando debaixo dos braços, para apertar a alva ao peito. Quando no século X apareceu o barrete, o amito passou a cobrir só o pescoço. Contudo, em ritos de certas ordens religiosas, conserva-se o uso primitivo do capuz. Usa-se por baixo todas as vezes que se vestir o amito. Também se põe imediatamente sobre o roquete ou sobrepeliz todas as vezes que se deva vestir, sem a alva, a dalmática, pluvial ou casula, como para assistir ao Bispo na Missa e Vésperas Pontificais. Com o amito, reza-se:
Ponde, Senhor, sobre a minha cabeça o capacete da salvação para rejeitar todas as tentações do diabo e armadilhas do inimigo.
A alva era a túnica interior que os romanos usavam no século VI. Agora usa-se na missa e outras ações litúrgicas, sobretudo nas procissões e exposições solenes do SS.mo Sacramento.
Enquanto se veste a alva, reza-se: 
Purificai-me, Senhor, e limpai meu coração, para que como aqueles que lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro, possa eu desfrutar das alegrias eternas”.
O cíngulo (branco ou da cor dos paramentos) passou a apertar aos rins a alva depois do século VIII.
Enquanto se cinge com o cíngulo, o sacerdote ou o Bispo diz: 
Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da fé e da virtude da castidade e apagai de meus membros o ardor da concupiscência, para permanecer sempre em mim a força da castidade.
A cruz peitoral (insígnia episcopal desde o século XIII) costuma conter relíquias de mártires e o seu uso foi herdado dos primeiros cristãos. Depois de a beijar e receber do crucífero, o Bispo reza:
“Senhor Jesus Cristo, dignai-Vos proteger-me de todas as ciladas do inimigo com o sinal santíssimo da Vossa Cruz, e dignai-Vos conceder a mim, Vosso indigno servo, que, assim como levo em meu peito esta Santa Cruz com todos os Vossos Santos, sempre tenha em minha mente a memória da Paixão e as vitórias dos Mártires”.
A estola, peça de tecido de linha, terminada com franjas, que os homens usavam para resguardo do pescoço do frio, era aberta por diante e ornada duma orla de bordado precioso, que dava a volta ao pescoço e descia até aos pés. O uso religioso antecede o cristianismo (vd Ex 25,7 – o ephod usando-se vestido ou como símbolo ou bandeira). Entre os povos pré-romanos itálicos há menções do seu uso por sacerdotes umbros nas Tábuas Inguvinas. No cristianismo, data do século IV no Oriente e por volta do século VI no Ocidente. Era conhecida como orarium (perto da boca). Mais tarde, passou a designar-se no Ocidente de stola, (em grego, στολή – stolé, “vestido”). Originalmente, era um lenço ou xale estreito usado para enxugar o rosto das pessoas. Depois de adotada no vestuário litúrgico como insígnia de dignidade e poder (nas liturgias oriental, visigótica e galicana no século VI; e na romana no século IX), para poder ser revestida por baixo da dalmática e da casula, a estola perdeu a sua parte mais importante – a túnica, e conservou apenas o bordado (orarium). Deve ter uma cruz grega no meio e nas duas extremidades. Os sacerdotes usavam-na cruzada ao peito debaixo da casula já que a cruz peitoral era (e continua reservada aos Bispos), mas usavam-na pendendo paralelamente no peito, quando sobre a sobrepeliz. Ao tomar a estola, diz-se: 
Dai-me, Senhor, a estola da imortalidade que perdi com a desobediência de meus pais, e ainda quando dos Vossos sagrados Mistérios me aproximo sem ser digno, com este ornamento eu mereça a alegria eterna”.
A tunicela era um vestido comprido em forma de T, estreito, com ou sem mangas, que as personalidades oficiais de Roma, no século V, traziam sob a poenula (de que derivou a casula litúrgica) ou da toga. Liturgicamente, usavam-na os subdiáconos e podiam usá-la os Bispos sob a dalmática. Ao vestir a tunicela, diz o Bispo: 
Que o Senhor me revista com a túnica do gozo e as vestes da alegria”.
A dalmática, a princípio, vestido de escravos ou vestido interior, passou a ser vestido exterior luxuoso na Dalmácia. E os romanos adotaram-no, entre o século II e fins do século III sobretudo para as mulheres da classe alta sobretudo na última parte do século III. Muitas são assim retratadas em alguns retratos funerários em mortalhas de Antinoópolis, no Egito romano. Fontes literárias registam a dalmática como presente imperial para os indivíduos. Vestia-se por cima da túnica inferior e por baixo da poenula ou da toga. Embora, já usada no serviço do altar no tempo de São Cipriano, Bispo de Cartago (249-258), o Papa Silvestre I (314-335) adotou-a como veste litúrgica para quem lesse a Epístola ou o Evangelho. E, desde o fim do século V, foi adotada pelo Papa como insígnia própria e, depois, concedida por ele como distinção honorífica aos bispos e presbíteros da Igreja de Roma e, mais tarde, aos de outras Igrejas. Todavia, este privilégio foi-se estendendo aos diáconos das diversas Igrejas. Hoje só o Bispo nas Missas pontificais se conserva fiel ao costume (antigamente comum também aos sacerdotes) de vestir a tunicela e a dalmática por baixo da casula. De resto, por um desejo de simetria – pouco respeitador da tradição e das regras litúrgicas –, a tunicela e a dalmática tornaram-se iguais, indistinguíveis. Contudo, alguns dão à dalmática duas faixas horizontais (segmentae) a unir as duas verticais (claves) e à tunicela duas verticais e uma horizontal.
Como peça de vestimenta bizantina foi adotada pelo czar Paulo I do Império Russo como vestimenta de coroação e vestimenta litúrgica. Nos ícones ortodoxos de Jesus Cristo como Rei e Grande Sumo Sacerdote, Cristo enverga uma dalmática. Por ordem do Papa Eutiquiano (275 a 283), os mártires eram enterrados vestidos com dalmática. Ao vestir a dalmática, o Bispo diz: 
Revesti-me, Senhor, com a veste da salvação e da alegria, e rodeai-me com a dalmática da justiça”.
As chirotecas (luvas para proteção das mãos) são de seda, da cor litúrgica e com bordados nas costas – insígnia de distinção em uso desde a época carolíngia. O Bispo usava-as até ao ofertório, exceto na Sexta-feira Santa e na Missa dos Defuntos. Ao calçar as chirotecas, rezava: 
“Envolvei, Senhor, minhas mãos com a pureza do Homem novo que desceu do céu, para que, como o seu amado Jacob, que com as mãos cobertas com pele de cabra, pediu a bênção paterna, uma vez oferecidas a seu pai comida e bebida muito agradáveis, também a oferenda da salvação doada por nossas mãos mereça a bênção da Vossa graça. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que em semelhança pela carne pecadora, Se ofereceu a Si mesmo por nós.”.
A casula era um manto de lã ou de couro, em forma de saco ou de sino, destinada nas viagens a resguardar do mau tempo. Era a poenula adotada pelos romanos no século II. Tinha só uma abertura por onde se passava a cabeça e, caindo dos ombros até aos pés, envolvia todo o corpo, simulando uma pequena casa (casula). Ampla e majestosa, flutuava ao mais ligeiro movimento do corpo, pelo que se designou por planeta (no grego, significa “errante”).  Se o povo a abandonou no século VI, o clero continuou a usá-la. Pouco a pouco, os membros da Hierarquia inferior renunciaram a ornamento tão caro, que ficou reservado aos presbíteros e aos bispos. A sua forma variou bastante a partir do século XIII, devido a sucessivas reduções que, para facilitar os movimentos do Celebrante, transformaram a ampla, ágil e majestosa planeta na inestética, desgraciosa e pesada casula romana tridentina até que o movimento litúrgico do século XX a recuperou como gótica. Havia o costume de tirá-la quando o sacerdote pregava do púlpito, porque o sermão, no rito antigo, não era considerado parte integrante da Missa. O costume de suspender a parte da casula que cai das costas do Celebrante durante as Elevações, antes do significado teológico, tinha o sentido prático de ajuda no trato do paramento originado quando este era mais amplo. Ao vestir a casula, o Bispo reza: 
Senhor, que dissestes ‘O meu jugo é suave e o meu fardo é leve’, concedei-me que eu o leve de tal modo que possa obter a sua graça”.
A mitra era uma touca branca, de forma alongada, cónica e sem ornato. No século XII, em Roma, toma a forma de coroa (regnum), e sofre, no decorrer dos séculos, várias modificações. O mais antigo documento da concessão aos Bispos data do século XI. Segundo Tomás de Aquino, as duas pontas que formam a mitra significam o Antigo e o Novo Testamentos; as ínfulas, que descem sobre as espáduas, expressam o resplendor que saía da cabeça de Moisés após a visão de Deus, o brilho da sabedoria dada aos bons pastores, como prometido ao profeta Jeremias (3,15). Até São Paulo VI os Papas usavam a tiara (triregnum), mas com este Sumo Pontífice estabeleceu-se o uso da mitra papal. Ao assumir a mitra quando o mitrífero lha entrega, o Bispo reza:  
Imponde, Senhor, em minha cabeça a mitra e o capacete da salvação, para que não caia nas ciladas do antigo inimigo e de todos os demais adversários”.
Aquando da ordenação episcopal, o Bispo ordenante principal utiliza a seguinte fórmula na entrega da mitra:
Recebe a mitra, e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que, ao aparecer o príncipe dos pastores, mereças receber a coroa imperecível da glória”.
O anel deve ter uma pedra preciosa respetiva à dignidade do prelado. No Bispo, é o símbolo da união com a sua Igreja. É diferente do anel com que os antigos Bispos selavam as suas cartas, como faz o Papa com o Anel do Pescador. O anel episcopal do Vaticano II é simples. Ao receber o anel, o Bispo reza:
Adornai, Senhor, os dedos do meu coração e de meu corpo, e envolvei-me sete vezes com o Espírito santificador”.
Por seu turno, o Bispo ordenante, aquando da ordenação episcopal utiliza a seguinte fórmula na entrega do anel ao novo Bispo:
Recebe este anel, sinal de fidelidade; sê fiel à Igreja e guarda-a como esposa santa de Deus”.
O manípulo (mappula, sudarium), lenço de cerimónia integrava o vestido do aparato dos romanosservia para cobrir o rosto, limpar o suor, transmitir ordens, dar o sinal do princípio dos jogos, aclamar os vencedores. O presidente da assembleia litúrgica adotou-o, a princípio como toalha (posta junto à mão) para desanuviar as lágrimas com que ouvia, compungido, a confissão pública dos pecados. E os ministros imitaram-no. Ao envergar o manípulo, o celebrante diz:
Fazei, Senhor, que eu mereça levar o manípulo com espírito humilde, para que com alegria tenha eu parte entre os Santos”.
O báculo era um tipo de cajado usado pelos pastores para se apoiarem ao andar e conduzirem o rebanho. Muitas vezes tinha a extremidade curva para segurar a rês pela perna e aguçada a ponta inferior para ferir o lobo. No sentido eclesiástico, é um bordão usado pelos dignitários da Igreja Católica, simbolizando o seu papel de pastores do rebanho divino. Configura, ao lado da mitra, uma das principais insígnias dos Bispos e dos antigos abades, sendo um símbolo da jurisdição: a parte curva do báculo episcopal era voltada para fora, mercê da jurisdição do Bispo, que abrange todo o território da diocese; a do báculo abacial era voltada para dentro, pelo facto de a jurisdição do abade respeitar apenas ao mosteiro. Assomou historicamente como símbolo do poder político superior ao poder temporal dos imperadores e reis.
Embora não haja oração que o Bispo reze enquanto o caulífero lhe oferece o báculo para a procissão de ingresso, o seu significado pastoral está plasmado na fórmula que o Bispo ordenante principal utiliza aquando da ordenação episcopal: 
Recebe o báculo, símbolo do múnus de pastor, e cuida de todo o rebanho no qual o Espírito Santo te constituiu como Bispo, para regeres a Igreja de Deus”.
***
Trata-se de aproveitamento de peças do uso comum, habitualmente profano para elevar, na descoberta histórica e enditante dos valores simbólicos, fazer perceber o sentido da beleza do culto público e instilar piedade e noção do mistério. Mas não devem ter lugar os excessos.
Reportando-me ao título, percebo que a Covid-19 tenha generalizado o uso da máscara como forma de proteção pessoal e comunitária e entendo que os liturgistas poderiam formular uma declaração ou um discurso orante que refira a sua assunção celebrante (presidencial, concelebrante ou participante) do género: “Recebe a máscara da virtude para que te protejas das insídias do mal que te venha do exterior e não contagies os teus irmãos com o mal que a mente e o coração possam querer difundir através da tua boca”. Não é verdade que o Senhor purificou os lábios do profeta com uma brasa viva (Is 6,6-7) e que isso deu origem a bênção ou a oração antes do anúncio do Evangelho (Vd “Ordo Missae”, Missale Romanum, de Paulo VI)?
Porém, um hipotético uso litúrgico da máscara evocaria um surto pandémico de má memória. Para isso, temos a invocação ao Mártir São Sebastião para nos livre da peste da fome e da guerra ou a rogação da Ladainha de Todos os Santos: A peste, fame et bello libera nos, Domine. 
Não, não quero a máscara por muito tempo: quero as pessoas como são e mostrar-me como sou.
2020.06.03 – Louro de Carvalho

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

As cores litúrgicas dos paramentos

Preâmbulo
As cores usadas durante as celebrações litúrgicas representam o tempo litúrgico e as caraterísticas específicas da respetiva celebração. São, essencialmente quatro as cores que marcam, durante todo o ano, os diversos momentos vividos pela Igreja. Estas cores e mais algumas utilizáveis em circunstâncias adiante especificadas foram fixadas em Roma há séculos, mais precisamente no século XII, contra a comum preferência inicial pela cor branca, e, em seguida, os cristãos do mundo inteiro aderiram ao estilo da diversificação das cores.
Em termos históricos, Cristo e os apóstolos utilizavam as vestes de forma, cores e adereços comuns aos demais cidadãos. Quando a Igreja se estabeleceu no Império, a cor era vivenciada a partir do imperador romano. Se ele saía para uma guerra, ia de vermelho. Se ia para um casamento, de dourado. Então, a Igreja cristianizou a cor como um símbolo, e esse símbolo ajuda a celebrar tal como sucede com os sons das palavras e das músicas, as flores e as velas (as flores representam tudo o que temos de terno, belo e fecundo; e as velas o produto do trabalho e a fonte de alimentação da luz, que haurimos de Cristo).
Mas há também um fundamento natural e social das cores para o uso litúrgico. A imensa variedade de cores que povoam a natureza ou que nós próprios conseguimos criar e redefinir, dando-lhes novas acentuações e tonalidades, possui a maravilhosa e esfuziante capacidade de simbolizar realidades e sentimentos humanos. Usamo-las, por vezes, em sentido convencional e prático (as cores do semáforo: verde amarelo, vermelho ou amarelo intermitente; a bandeirinha para fazer parar ou avançar o comboio ou assinalar falta no jogo), outras vezes como símbolo de uma nação (as cores da bandeira nacional), de uma entidade religiosa (as cores da bandeira do Vaticano, pano de fundo para imagens de mistérios de Cristo ou da Virgem, Anjos e Santos), de um organismo internacional (as cores da bandeira da UE) ou menos prosaicamente de uma associação desportiva ou cultural, duma escola, duma unidade militar ou dum partido político, etc. 
O simbolismo que se atribui às cores varia de cultura para cultura. No mundo ocidental de raiz europeia e cristã, tal como noutras culturas influenciadas por esta civilização, algumas cores exprimem alegria, pureza e festa, como a cor branca. Outras, como a cor vermelha, indicam o perigo do fogo ou a intensidade do amor, ao passo que a cor verde se converteu no símbolo da ecologia: a natureza defendida na sua pureza, sem contaminação. Por isso, não é de estranhar que também no campo religioso as várias cores tenham sentido simbólico. 
Por isso, percebemos em cada cor uma distinção diferente, um significado, uma alegria ou outro sentimento, que nos ajuda a entrar em contacto com o mistério da revelação de Cristo para nós.
Assim, através das cores, a liturgia sagrada da  Igreja apresenta uma específica linguagem simbólica  muito expressiva. Cada uma das cores representa um momento celebrado pela Igreja, seja alguma festa ou solenidade. As diferentes cores das vestes litúrgicas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico.
O ano litúrgico começa com a cor roxa, a cor que assinala o início de tudo. É o tempo do Advento. As outras cores são: a vermelha, verde, branca. Pode usar-se a rosa em dois domingos (o 3.º do Advento e o 4.º da Quaresma) e a preta nas celebrações dos defuntos em alternativa à roxa, onde a paramentaria preta está em uso arreigado e o material está em bom estado. Também no Advento, em alternativa à cor roxa, pode usar-se a violácea.
***
Que objetos litúrgicos podem ser atingidos pelas cores?
O destaque vai para os paramentos do sacerdote e dos diáconos na Missa. Assim, vemos a mudança de cor na casula e na estola do sacerdote que preside à celebração eucarística ou à ação litúrgica da tarde em Sexta-feira Santa, bem como na estola dos concelebrantes e dos diáconos (a destes a tiracolo). Há estolas de duas cores (era comum utilizar-se a face roxa da estola para a 1.ª parte do batismo e para a confissão e a face branca para a segunda parte do batismo e para a distribuição da Comunhão fora da missa). Veem-se as cores nas dalmáticas dos diáconos como se viam nas tunicelas dos subdiáconos (em muitas igrejas só havia dalmáticas). Também o manípulo, quando era utilizado, mudava de cor consoante a casula. As cores diversificavam-se no véu do cálice, na face da bolsa dos corporais (havia-as com quatro cores, uma por cada face), no frontal do altar, no véu que pode cobria porta do sacrário, na capa (designada por “capa magna”, “capa de asperges” ou simplesmente “pluvial”), no véu de ombros ou umeral, no pálio processional e nalgumas cruzes processionais.
Há ainda quem as exprima no cíngulo.
De resto, amito, alva, sobrepeliz e roquete são de cor branca.

Os significados das cores
São atribuíveis às cores em liturgia os seguintes significados:
O branco simboliza a luz, a alegria, a ressurreição, a vitória, a inocência, a pureza, a purificação, a alegria e a glória.
As cores dourada e prateada, alternativas ao branco, podem ser usadas nos dias festivos, em sua substituição, assim como a cor azul, que pode ser usada nalgumas festas e solenidades da Santíssima Virgem Maria, como se verá.
O vermelho simboliza o sangue, o fogo do amor, do Espírito Santo, da caridade ou do martírio. Simboliza sobretudo o sangue de Cristo e dos sues mártires
O verde, a cor base dos vegetais, simboliza a esperança e a vida. Está ligado ao crescimento.
O roxo simboliza a penitência, a contrição, a serenidade, a sobriedade, a temperança e a esperança contra as adversidades.
Quanto ao tempo do Advento, há uma tendência a se usar o violeta ou violáceo, em vez do roxo, para diferenciá-lo do tempo quaresmal (penitência) e acentuar a dimensão de alegre expectativa da vinda do Senhor.
O preto simboliza a tristeza, a dor, a luto. Significa o choro da Igreja diante da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos seus fiéis.
Hoje é pouco usado na liturgia, substituído pelo roxo nas celebrações dos defuntos e pelo vermelho em Sexta-feira Santa.
O rosa simboliza a alegria dentro de um tempo destinado à penitência.
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Utilização das cores na liturgia na História
Nos primeiros séculos, a liturgia cristã foi muito despojada em todos os aspetos, para não imitar a liturgia judaica nem os cultos pagãos, cujos cerimoniais eram espetaculares, e para não expor demasiado a Igreja às perseguições que acompanharam a sua implantação no vasto mundo romano. Quanto maior fosse a simplicidade e o despojamento em todos os aspetos da vida da Igreja e da liturgia, menos dava nas vistas. No respeitante às cores das vestes, não havia mais distinções do que cores mais alegres para as celebrações festivas e cores sombrias para os dias de penitência. 
A cor branca é a única que aparece referenciada nos ritos batismais, como a cor própria dos neófitos: “Nas águas do baptismo fostes revestidos com vestes brancas” (Antologia Litúrgica, n. 1502); “Para a Igreja é uma alegria espiritual ver perto de si a sua família vestida de branco” (id, n. 2027); “As vestes brancas, através das quais se grava na nossa memória, como se fosse uma palavra visível, o gérmen de luz presente na vossa vida nova, mudai-as, sim, mas sem mudar o que elas simbolizam: o resplendor da luz da fé e da verdade” (id, n. 3984). 
No século V, os bispos celebravam revestidos de vestes de linho, ou seja, de cor branca: Quando fazes estes votos e este pacto, então aproxima-se o pontífice, que não usa a veste habitual, nem sequer está revestido com as vestes que ordinariamente traz sobre si, mas é envolvido por uma veste de linho delicada e esplendorosa” (Antologia Litúrgica, n. 2841). 
As primeiras e escassas notícias seguras sobre algumas cores litúrgicas para lá da branca, são do século VIII. No século XII, na obra do Papa Inocêncio III, De sacro altaris mysterio, I, n. 64, fala-se já de 4 cores, cuja escolha era feita por razões simbólicas: branca, vermelha, preta e verde. Foram essas as cores fixadas pelo Missal de São Pio V (1570), acrescentadas da cor roxa. 
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Cores litúrgicas na atualidade
As cores litúrgicas na Igreja Católica Apostólica Romana são reguladas pelo n.º. 346 da IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), 3.ª edição típica, promulgada em março de 2002 com a nova edição do Missal Romano. A IGMR estipula que seja sempre observado o uso tradicional, mas a Conferência Episcopal pode determinar e propor à Santa Sé adaptações que correspondam às necessidades e ao caráter de cada povo.
As cores aprovadas pela IGMR, segundo o uso tradicional, e seus respetivos tempos de uso, ao longo do ano litúrgico, são: o branco, o vermelho, o verde, o roxo e, eventualmente, o preto e o rosa. O uso de diversas cores na liturgia da Igreja surgiu, como se viu, dos significados místicos atribuídos a cada uma delas. As cores não previstas diretamente na IGMR, como o dourado, o prateado e o azul serão referidas mais adiante.
O branco – a cor mais festiva da Igreja – é usado nos Ofícios e Missas da Páscoa e Tempo Pascal e do Tempo do Natal do Senhor – domingo e dias feriais –, bem como nas suas solenidades, festas e memórias, exceto as da Paixão (domingo de Ramos ou da Paixão e Sexta-Feira Santa); nas solenidades, festas e memórias da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos Santos não Mártires, na festa de Todos os Santos (1 de novembro), na Natividade de São João Batista (24 de junho), na festa de São João Evangelista (27 de dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro), da Dedicação das Igrejas e da Conversão de São Paulo (25 de janeiro). Simboliza a luz, a pureza e a glória.
O vermelho é usado no Domingo de Ramos ou da Paixão e na Sexta-feira Santa; no domingo de Pentecostes, nas celebrações da Paixão do Senhor (e da Exaltação da Santa Cruz), nas solenidades e festas dos Apóstolos e Evangelistas (com exceção de São João), e nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em Pentecostes e o sangue derramado por Cristo (o Mártir do Gólgota) e pelos mártires, além de indicar a caridade inflamante.
O verde – o paramento mais comum, que abrange a maior parte do calendário litúrgico e nos mostra a esperança, o que nós estamos sempre esperando, algo novo, algo interessante – usa-se nos Ofícios e Missas do Tempo Comum (domingos e dias feriais). Simboliza a cor das plantas e árvores, prenunciando a esperança da vida eterna.
O roxo usado no Tempo do Advento e no Tempo Quaresmal.
O Roxo no Advento: o roxo no advento não significa penitência, mas recolhimento, purificação da vida pela justiça e pela verdade, preparando os caminhos do Senhor. Vem acompanhado do sentido de um recolhimento que alimenta uma esperança.
O Roxo na Quaresma: aqui o roxo se refere a profunda interiorização num tempo forte de penitência e conversão, de jejum e oração. É também a espera por um grande acontecimento, que nos convoca a uma preparação adequada.
O preto pode ser usado, onde for o costume, nas Missas e Ofícios pelos mortos. Denota um símbolo de luto, significando a tristeza da morte e a escuridão do sepulcro (chegou a usar-se em Sexta-feira Santa). Ao contrário do que pensam muitos clérigos e leigos, a cor preta não foi abolida nem pela IGMR anterior (que acompanhava o Missal de S.S. Papa Paulo VI) nem pelo atual. Segue como opção para a missa pelos mortos, onde for costume utilizá-la. Em Portugal e no Brasil, contudo, o uso do preto nas celebrações pelos fiéis defuntos foi, na prática, abolido, havendo sido substituído pelo uso do roxo, uso este facultado pela própria IGMR. Isto não constitui óbice, contudo, para que um clérigo venha a utilizar paramentos negros.
O rosa, variação mais clara do roxo, representa uma quebra na austeridade do Advento e da Quaresma, simbolizando uma alegria contida, podendo ser usada nos domingos Gaudete (III do Advento) e Lætare (IV da Quaresma), ocasiões em que também poderá ser utilizado o roxo.
O dourado pode substituir todas as outras cores, menos o preto.
***
Cores não previstas na IGMR
Encontram-se com frequência em uso cores não previstas diretamente na IGMR, sobretudo. cores para dias festivos.
A nova IGMR não repete, em sua edição latina, o texto do antigo n.º. 309, que estabelecia: “Em dias de maior solenidade podem ser usadas vestes litúrgicas mais nobres, mesmo que não sejam da cor do dia”. Contudo, a manutenção de tal norma subjaz à interpretação do atual n.º. 347 (antigo 310), ao estatuir que “As Missas Rituais são celebradas com a cor própria, a branca ou a festiva”. Ora, se as missas rituais podem ser celebradas facultativamente com a cor própria do dia ou com a branca ou com a festiva, compreende-se que a festiva seria precisamente aquela espécie de vestes mais nobres, ainda que não da cor do dia, como estava no antigo n.º. 309.
Um exemplo patente de uso de veste festiva na Liturgia são as cores dourada e prateada em substituição do branco, uso bastante difundido em Portugal e Brasil e pelo mundo. Outro exemplo interessante foi o uso de uma casula multicolorida por S.S. João Paulo II quando da abertura da Porta Santa no Ano Jubilar de 2000 D.C.
Contudo, deve-se estar atento ao aviso feito na Instrução Redemptoris Sacramentum pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos:
Esta faculdade, que também se aplica adequadamente aos ornamentos fabricados há muitos anos, a fim de conservar o património da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um. Quando seja um dia festivo, os ornamentos sagrados de cor dourada ou prateada podem substituir os de outras cores, exceto os de cor preta.”.
Cabe também mencionar o uso litúrgico da cor azul para festas e solenidades da Santíssima Virgem Maria. O azul não é uma cor litúrgica prevista pela IGMR, mas o seu uso é largamente difundido em Portugal, Brasil e outros países. A origem de seu uso litúrgico moderno parece remontar a um privilégio papal dado a algumas dioceses espanholas e portuguesas para uso na Solenidade da Imaculada Conceição. Segundo o Pe. Polycarpus Rado,  “A cor cerúlea foi usada no medievo, sendo agora permitida apenas em algumas dioceses da Espanha na festa da Imaculada Conceição e nas missas de sábado”. O privilégio teria sido estendido aos países da América Latina de colonização espanhola, bem como às Filipinas (também ex-colónia espanhola). Em Portugal, haveria o privilégio do uso litúrgico do azul na Solenidade da Imaculada Conceição em favor das celebrações realizadas na Capela de São Miguel da Universidade de Coimbra, em razão da defesa do dogma da Imaculada Conceição por esta secular instituição académica. O privilégio também se estenderia à Áustria e à Baviera, à arquidiocese de Los Angeles, à arquidiocese de Saint Louis (EUA), aos carmelitas, aos beneditinos ingleses, ao Instituto Cristo Rei e Sacerdote e a alguns santuários marianos.
Alguns liturgistas exprobam o uso de uma cor não autorizada na Liturgia. Contudo, podem-se utilizar os seguintes argumentos na defesa de seu uso litúrgico:
- Sabendo-se que o costume também é fonte do Direito Canónico, poder-se-á argumentar que o azul para festas marianas se incorporou, por via consuetudinária, nas cores litúrgicas da Igreja.
- Se a IGMR permite que paramentos festivos de outra cor que não a do dia sejam usados em ocasiões especiais (por exemplo, o dourado e o prateado, ambos não previstos na edição latina da IGMR), como já explicado, não há razão por que impedir o azul nas solenidades e festas de Maria Santíssima.
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Ao longo do ano, nas nossas celebrações litúrgicas, usa-se sabiamente a pedagogia das cores, para “exprimir externamente de modo mais eficaz, por um lado, o carácter peculiar dos mistérios da fé que se celebram e, por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano litúrgico” (IGMR 345).
Assim, o Tempo Pascal e o Natal do Senhor celebramo-los de branco, a cor da alegria, da pureza e da luz. E o fazemos mesmo nas celebrações do Senhor, exceto nas da Paixão, nas da Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos não mártires, como participantes na Páscoa de Cristo, e nas solenidades de Todos os Santos e de São João Baptista, nas festas de São João Evangelista, da Cadeira de São Pedro e da Conversão de S. Paulo (cf IGMR 346 a). 
Usamos o vermelho no Domingo de Ramos, na Sexta-Feira Santa, dia em que celebramos o protótipo dos Mártires, no Domingo do Pentecostes, o dia do Espírito, que é fogo e amor, nas celebrações da Paixão do Senhor, nas solenidades e festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires, que pedem o vermelho, porque participaram na morte de Cristo como suas testemunhas (cf IGMR 346 b). 
A cor verde, símbolo da vida e da esperança, é aquela que se usa mais vezes durante o ano, nos domingos e dias feriais do Tempo Comum (cf. IGMR 346 c). 
Usa-se a cor roxa, símbolo da dor e da penitência, no Tempo do Advento e da Quaresma, podendo também usar-se nas Missas de defuntos em vez do negro (cf IGMR 346 d). 
A cor preta, símbolo do luto na cultura europeia (mas não nas culturas orientais e africanas), pode usar-se, onde for costume, nas Missas de defuntos (cf IGMR 346 e).
 No III Domingo do Advento e no IV Domingo da Quaresma pode celebrar-se a Missa com vestes cor-de-rosa, alívio do roxo (cf IGMR 346 f). 
“Nos dias mais solenes podem usar-se paramentos festivos ou mais nobres, ainda que não sejam da cor do dia” (IGMR 346 g). É o caso dos chamados paramentos de tecido de ouro, desde que se trate de ouro verdadeiro e não de uma imitação feita com seda amarela. 
Permanece aberta a porta para a adaptação às diversas culturas, porque se trata, não só de uma certa estética simbólica, mas de ajudar, também através desta pedagogia da cor, a que os cristãos entrem mais facilmente no mistério que celebram. Por isso, “As Conferências Episcopais podem, no que respeita às cores litúrgicas, determinar e propor à Sé Apostólica as adaptações que entenderem mais conformes com as necessidades e a mentalidade dos povos” (IGMR 346 g). 
Em Portugal, Espanha e países da América latina podem usar-se paramentos de cor azul em certas festas de Nossa Senhora, nomeadamente na Solenidade de Nossa Senhora da Conceição. 
Assim, no santuário de Vila Viçosa, utilizam-se paramentos azuis na solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro), na solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu (15 de agosto), e nas memórias de Santa Maria no Sábado (sábados do Tempo Comum em que não há memória obrigatória). Este costume vem da tradição oral. O uso ali de paramento azul é um privilégio concedido por Roma, mas não se conhece o documento em que isso conste. Existem ali alguns jogos de paramentos, mas nenhum é antigo, sendo os mais antigos e ricos os brancos.
Quanto ao uso de paramentos azuis noutras paróquias de Portugal, é de referir que numa paramentaria de Fátima se vendem paramentos de cor azul, o que será sinal de que os procuram.
Santo Agostinho dizia aos neófitos a quem falava das vestes brancas que receberam no batismo:
Filhinhos, o mais importante é que não vos mancheis com a sujidade dos maus costumes, para que, naquele dia, não vos encontreis nus e possais passar sem dificuldade do resplendor da fé ao resplendor da realidade. Quando, ao sair destas grades, que punham à parte a vossa infância espiritual vos misturardes com o povo, o que vai acontecer solenemente neste dia, uni-vos aos bons e lembrai-vos de que as más companhias corrompem os bons costumes: sede sóbrios, sede justos, e não continueis a pecar.” (Antologia Litúrgica, n. 3984). 
Santo Agostinho ia sempre direito ao essencial, mesmo sem deixar de falar no acidental. O nosso problema, cada vez mais comum, é que andamos todos à procura do acidental e periférico e abandonamos o essencial. As cores das vestes litúrgicas têm a sua importância hoje; já tiveram muito mais ontem; mas começaram por ter pouca. Uma coisa, porém, foi sempre, ainda é e continuará a ser amanhã, depois de amanhã e até ao fim dos tempos: a urgência da santidade que não tem cor mas fica bem com todas as cores. “Sede santos em todo o vosso proceder, conforme diz a Escritura: Sede santos, porque Eu sou santo” (1 Pe 1,15-16).
Na verdade, a santidade é a cor preferida por Deus. 

2017.11.29 – Louro de Carvalho