sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Construir a civilização do amor, para o futuro, e não das contraposições

 

Leão XIV deixou o Vaticano, na manhã de 6 de agosto, por volta das 8 horas locais, com destino à cidade Assis, onde milhares de jovens o aguardavam, desde as primeiras horas do dia, para o encerramento do “Go! Franciscan Youth Meeting 2026”, o encontro internacional, de 3 a 6 de agosto, que reuniu jovens de todo o Mundo (dos 18 aos 33 anos), na cidade da Úmbria, para três dias de oração e de diálogo, celebrando, desta forma, o 800.º aniversário da morte (trânsito) de São Francisco de Assis.

Após um voo de meia hora, a chegada ao campo desportivo “Migaghelli”, o Papa seguiu, de carro, para a Basílica de Santa Maria dos Anjos, percorrendo o que os franciscanos de Assis chamam “Vascone”, espaço delimitado, à direita e à esquerda, por longas escadarias, que antecede o pátio da basílica. Ao chegar ao convento, receberam-no os ministros gerais das Ordens franciscanas – Frades Menores, os Conventuais e os Capuchinhos – freis Massimo Fusarelli, Carlos Alberto Trovarelli e Roberto Genuin, respetivamente. E, na Piazza Santa Maria dos Anjos, encontrou-se com os jovens, que lhe fizeram três perguntas.

A primeira foi: “Que conselho daria aos jovens que cresceram na espiritualidade franciscana, para continuarem a ser autênticos discípulos de Cristo e levarem esperança aos jovens sem perderem a alegria do Evangelho?”

O Santo Padre apontou o estilo de simplicidade, de fraternidade e de proximidade que leva a amadurecer na fé, inserida na comunidade, mas aberta a todos, mesmo numa região da Europa (Croácia) que, há 30 anos, conheceu a guerra e a ligação entre confissão religiosa e nacionalismo. Na verdade, a presença dos franciscanos inspirou o diálogo e ajudou à convivência entre católicos, ortodoxos e muçulmanos. Ora, evitar a cultura do poder e construir a civilização do amor não é algo que se compreenda e aceite, de imediato. Com Francisco, é preciso aprender a radicalidade evangélica, que é o oposto do fundamentalismo: não nos torna cegos, nem violentos, mas sensíveis, atentos, sempre no seguimento de Jesus. Francisco intuiu que escolher a pobreza pode aproximar os que estão distantes, encorajar ao encontro e convidar à troca de dons; que o Evangelho não é separável das escolhas de Jesus Cristo, que Se fez pobre para nos enriquecer: o Evangelho é a sua vida, o seu caminho, a sua confiança inabalável no Pai.

A segunda pergunta foi: “Num Mundo onde reina a cultura do provisório […], o que o ajudou [ao Papa] no seu percurso vocacional?”

Leão XIV fala de pergunta repleta do desejo do que não passa. Falamos, negativamente, do provisório. Outrora, a Igreja educava para o sentido do provisório: “Este Mundo passa, o tempo corre, as coisas terrenas mudam. Só Deus permanece, porque é eterno.” Hoje, com interpretação, algo confusa da liberdade, pensamos que a vida nunca se resolve, de uma vez para sempre, porque o contexto em que vivemos muda, rapidamente, e nós também mudamos. Com isso, aumentam o medo e a possibilidade de nos perdermos; e a coragem de fazer uma escolha definitiva será o ato mais revolucionário, pois “decidir para sempre não nos aprisiona, mas abre-nos a um dinamismo maior”; e amar é êxodo, estrada por descobrir, um caminho que Deus percorre connosco”. Este é o verdadeiro sentido de toda a vocação.

Assim, o conselho do Papa é: “É importante aprender, da adolescência, a conhecer-se a si mesmo, a decidir e a arriscar – ou seja, a responder ao Senhor que chama – sem deixar de o fazer, na idade adulta, no âmbito de decisões já feitas e ante as que ainda estão por tomar.” E, Falando de si, disse que o Senhor nunca o deixou sozinho, o acompanhou sempre, dando-lhe também pessoas com quem caminhar.

A terceira e última pergunta foi: “Falando de Francisco que, vivendo em tempo em que a Igreja era marcada por contradições e dificuldades internas, não escolheu a heresia, mas preferiu obedecer ao Papa […], por que é difícil, hoje, ver a Igreja como uma Mãe, que, apesar das suas feridas, está sempre pronta a acolher-nos e a amar-nos? […] Como fazer, para permanecermos neste Amor reparador?”

O Pontífice disse que a pergunta nos leva ao cerne da experiência de Francisco. Abordá-la significa partilhar o desejo do Senhor Jesus para a Igreja. Francisco ouviu-o, contemplando o Crucifixo. Devemos sempre voltar a este desejo. Muitas pessoas, ao longo da História e também hoje, não conseguiram fazer a experiência da Igreja, tal como Jesus Cristo deseja que ela seja. Isto causa sofrimento, deixa feridas e desilusão e, pode tornar-se impedimento à fé. No Evangelho, Jesus alerta para este tipo de tropeço que os discípulos podem causar aos outros, especialmente, aos pequenos e aos pobres. Ora o desejo de Jesus é reunir um povo, no qual seja ultrapassado o que divide os seres humanos. À volta de Jesus, homens e mulheres que, de outra forma, nunca se teriam encontrado nem relacionado, tornam-se irmãos e irmãs.

Por outro lado, os discípulos de Jesus não podem ser como os grandes da Terra e os poderosos do Mundo, que procuram visibilidade e dominam sobre os outros. O desejo de Jesus é que a Igreja se torne o seu corpo e manifeste a sua vida, siga o seu exemplo e exerça um tipo diferente de força, que não humilha, mas eleva.

A Palavra de Deus, os Sacramentos e a prática do amor fraterno são caminhos de transformação para dar forma, em nós, à imagem de Cristo. E São Francisco percorreu-os. Temos diferentes responsabilidades e vocações, mas caminhamos juntos, inspirando-nos, ajudando-nos e corrigindo-nos, mutuamente. Assim falamos da Igreja com o carinho com que se fala da Mãe, pois reconhecemos que lhe pertencemos. Será uma forma sincera de querer bem às pessoas e à História em que Jesus Cristo vem até nós e permanece connosco”.

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Encerrado o diálogo com os jovens, o Papa entrou no claustro do Convento e cumprimentou os representantes das Ordens Franciscanas. Entretanto, a temperatura amena e agradável da manhã tornou-se lembrança distante, pelo que surgiu um canhão a pulverizar água para amenizar o calor e para refrescar os peregrinos. E, por volta das 10h18, o Papa, seguiu em procissão, pelo pátio, até ao interior da basílica, para presidir à missa da Transfiguração de Jesus.

O Pontífice já havia estado ali, em 20 de novembro de 2025, para encerrar a 81.ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI). Agora, enquanto proferia a homilia ou consagrava o pão e o vinho, sobressaíam, entre os afrescos da Porciúncula, de 1830, do pintor alemão Johann Friedrich Overbeck, do movimento artístico dos nazarenos, as suas vestes brancas.

Concelebraram os cardeais Ángel Fernández Artime, pró-prefeito do Dicastério para a Vida Consagrada; Gualtiero Bassetti, arcebispo emérito de Perugia-Città della Pieve; Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém; D. Felice Accrocca, bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino e de Foligno; D. Renato Boccardo, arcebispo de Spoleto-Norcia e presidente da Conferência Episcopal da Úmbria (CEU); D. Ivan Maffeis, metropolita de Perugia-Città della Pieve, vice-presidente da CEU; D. Gualtiero Sigismondi, bispo de Orvieto-Todi; D. Domenico Sorrentino, arcebispo emérito de Assis; D. Nicolò Anselmi, bispo de Rimini; e membros da família franciscana, como Fr. Massimo Fusarelli, ministro geral da Ordem dos Frades Menores Franciscanos (OFM); Fr. Marco Vianelli, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha; e Fr. Massimo Travascio, custódio da Porciúncula. Ao altar serviram os noviços dos Frades Menores das casas de formação de São Damião e da Verna.

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Na homilia, o Pontífice comentou o Evangelho da festa: “Estamos em Assis, cidade para onde, há séculos, sobem muitos peregrinos – hoje também nós! –, porque tudo, aqui, sussurra que a nossa vida se pode transformar, irradiando luz, reparando o Mundo. Aqui, teve início a transfiguração de Francisco, de Clara e, depois, de milhares de outros jovens: acolheram o Evangelho sine glossa – sem reservas – e a vida de Jesus recomeçou neles.”

Em tempo cheio de interrogações sobre o presente e sobre o futuro, é possível encontrar, no Evangelho, um sentido e vislumbrar o caminho. “Não se pode ficar apenas como espectadores. Com efeito, somos chamados a ler as Escrituras com o Mestre, a interpretar o nosso tempo e a decidir, seguindo o seu percurso. Estamos aqui para vencer a resignação e o medo, para dissipar as dúvidas que nos detêm, tal como detinham os apóstolos. Jesus chama-nos a dialogar com a sua História, para escrever novas páginas de História”, desenvolveu o Papa.

A Transfiguração é a luz do novo dia, para o qual estamos orientados, enquanto, à nossa volta e em nós, ainda é escuro. Quando nos separamos de Deus, desfiguramo-nos, mas, pelos laços que alimentam e chamam à vida transfiguramo-nos, como aponta a espiritualidade franciscana.  E, ao citar a sua Encíclica Magnifica humanitas, Leão XIV frisou que a razão pela qual São Francisco nos atrai, 800 anos após a sua morte, reside na magnífica humanidade que o fez abandonar caminhos percorridos, para se abrir o novo, coerente com o de Jesus.

Assim fizeram os santos canonizados e uma infinidade de irmãos e irmãs que respondem ao mal com o bem. “Não estamos sozinhos!”, enfatizou o Papa, vincando que a Europa e o Mundo inteiro procuram, nos jovens, novos santos, que ousam acreditar na palavra do Evangelho, abraçando a “irmã pobreza”: “Go! Ide! Melhor ainda: vamos! Let’s go! Em direção às margens, onde a injustiça e a prepotência de poucos negam a dignidade e os sonhos de muitos, demasiados, filhos e filhas de Deus”, exortou. E, citou o seu predecessor, o Papa Francisco, que, inspirando-se no Pobrezinho de Assis, alertou para a tentação de sermos cristãos que mantêm “prudente distância” das chagas do Senhor: “Como aconteceu com São Francisco, é possível não sermos compreendidos, mesmo pelos de casa. Porém, evitar a cultura do poder e derrubar os muros que separam os seres humanos uns dos outros não é trair a família, a cidade ou a tradição, mas libertá-las dos seus fantasmas, dos inimigos inventados pelo medo e pela ignorância, da violência com que se quer impor o próprio pequeno ordenamento sobre uma realidade que nos ultrapassa por todos os lados. Confiar em Deus é reencontrar, como Francisco e Clara, um Mundo de irmãos e irmãs a valorizar e a servir, não a explorar, nem a dominar. Um Mundo, não para defender, mas para abraçar.”

Ao pedir que os jovens sejam devotos da civilização do amor, o Papa concluiu a homilia com a oração atribuída a São Francisco, com alguns acréscimos: “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz. / Onde houver ódio, que eu leve o amor. / Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. / Onde houver discórdia, que eu leve a união. / Onde houver dúvida, que eu leve a fé. / Onde houver erro, que eu leve a verdade. / Onde houver desespero, que eu leve a esperança. / Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. / Onde houver trevas, que eu leve a luz.”

Eis “para onde” ir! Go! Eis “como” ir: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais: / consolar, que ser consolado; / compreender, que ser compreendido; / amar, que ser amado. / Pois é dando que se recebe. / É perdoando que se é perdoado. / E é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Antes da bênção aos fiéis, Leão XIV entregou a Fr. Massimo Fusarelli, ministro geral da OFM, um cálice para a celebração da Eucaristia. No termo da celebração, entrou na Porciúncula para um momento de recolhimento, que concluiu com o sinal da cruz. Ao sair, a multidão saudou-o com aplauso cheio de carinho que lhe tocou o coração: a emoção refletiu-se nos olhos do Pontífice, que se encheram de lágrimas. E, antes de sair da Basílica, encontrou um momento para dar um carinho a uma pessoa com deficiência em cadeira de rodas.

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No fim da missa, o jovem Francisco Varone pediu ao Pontífice para rezar, a fim de que nunca falte a coragem de seguir Cristo. Nele, “ninguém é estrangeiro, ninguém é excluído.” A visita do Papa foi “um abraço que nos alcança pessoalmente, o sinal de que o Sucessor de Pedro caminha ao lado do Povo de Deus, compartilhando as suas esperanças e dificuldades”.

Com estas palavras, o jovem dirigiu-se ao Pontífice para agradecer a sua presença, que “encoraja a não temer escolher o bem e a acreditar que o Evangelho ainda pode mudar o coração do homem”. Com o coração aberto, disse que os jovens conhecem “o cansaço da fragmentação, o medo da solidão”. Por isso, a experiência de Assis foi formativa: porque, na cidade do Pobrezinho, as gerações jovens puderam verificar, com os “próprios olhos, que Jesus nos mantém unidos, que não estamos sozinhos”, como afirma o lema episcopal de Leão XIV, “In illo unum, uno”. Em Cristo, “ninguém é estrangeiro, ninguém é excluído”, mas todos somos “irmãos verdadeiros, não por acaso, mas porque somos filhos do mesmo Pai”.

Por fim, o jovem pediu ao um presente, o “que os filhos pedem ao pai”, isto é, que “não se esqueça de rezar por nós”, que “reze, para que não nos falte a coragem de escolher Cristo”, “para que reconheçamos a sua voz, no barulho do Mundo, para que a nossa juventude se torne uma vida doada”. “Obrigado, Santo Padre, por hoje nos fazer sentir Igreja”, concluiu.

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Acolhimento caloroso, repleto de alegria e gratidão, foi oferecido a Leão XIV por Fr. Marco Vianelli, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, no início do encontro com os jovens, em frente à basílica que abriga a Porciúncula, “lugar pequeno e santo”, muito amado pelo Pobrezinho de Assis e que encerra o coração de uma “terra abençoada, onde o Evangelho continua a ressoar na simplicidade, na fraternidade e na paz”.

Nos 800 anos da Passagem do Pobrezinho, que justamente aqui, a 3 de outubro de 1226, “acolheu a irmã morte” – prosseguiu Fr. Vianelli, referindo-se ao “Go! Franciscan Youth Meeting 2026”, que terminou a 6 de agosto – “milhares de jovens vindos de toda a Europa [e do Mundo] reuniram-se em torno da Porciúncula, para compartilharem um caminho de fé, de esperança e de fraternidade”. Rapazes e raparigas que “se deixaram desafiar” por temas pertinentes, como a paz, a missão, a economia e a beleza, “buscando maneiras de se envolverem, ativamente, e de não permanecerem como espectadores passivos”. E que, em São Francisco, encontraram “um mestre atual, capaz de falar ao coração das novas gerações e de indicar caminhos de reconciliação, de cuidado da criação e de autêntica fraternidade universal”.

Por fim, agradeceu, mais uma vez, ao Bispo de Roma, pela sua presença, sinal de “ânimo e de apoio, para nos tornarmos testemunhas credíveis do Evangelho”.

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Milhares de jovens receberam o Papa. Divididos em grupos, mas todos unidos. “In illo uno unum, no único Cristo somos um”. É o que lembra a faixa da comunidade do Caminho Neocatecumenal de Benevento, na Itália, que cita o lema do brasão do Papa. Jovens com violões sentaram-se no chão, estenderam toalhas e “acamparam” atrás das fileiras de cadeiras, dispostas no pátio da Basílica. Gestos e imagens que, na espontaneidade, evocavam o Capítulo das Esteiras, o Capítulo Geral da Ordem Franciscana, realizado em Assis, em 1221.

Às 7h15, a praça já estava lotada de peregrinos que, na manhã de 6 de agosto –, como há 800 anos, quando cerca de cinco mil franciscanos aguardavam São Francisco –, esperavam a visita pastoral de Leão XIV. E um grupo de adolescentes, invocava, num canto catalisador da sua união: “Jesus Christ, you are my life!”, o hino da Jornada Mundial da Juventude de 2000. 

Os mais de dois mil adolescentes e jovens aguardavam a chegada do Pontífice à cidade de São Francisco, como o ponto alto daqueles dias de encontro, de oração e de seminários, a poucos metros da igrejinha, a Porciúncula, onde o Pobrezinho, a 3 de outubro de 1226, há 800 anos, encontrou a “Irmã Morte” e “passou” para a casa do “Bom Senhor”.

São Francisco de Assis, neste pátio da igreja, está no coração dos jovens, que se encantam com sua radicalidade; está mais presente do que nunca, como um contemporâneo. Cerca de 60 peregrinos da diocese de San Sebastián, na Espanha, cantavam, em basco, o Cântico das Criaturas. Ander, de 23 anos, engenheiro de telecomunicações, observou que o grupo estava ali, para ouvir palavras que “inspiram a sua fé e as suas ações”. Marco Sportellini, da Associação San Giorgio Valnestore, em apoio à Proteção Civil, cuidava das 200 cadeiras destinadas aos diáconos. “A minha tarefa é acompanhar as pessoas até aos seus lugares. Já acompanhei três marchas franciscanas e sei, por experiência, que os peregrinos são pessoas educadas e prestativas. É uma honra, hoje, ajudá-los a encontrar o Papa”, disse.

Um encontro tão esperado, guardado no coração há muito tempo, como explicou Antonella Carelli, de 22 anos, que está no quinto ano da Faculdade de Farmácia. Estava em Assis com um grupo de 46 pessoas de Novara, na Itália, acompanhadas por três padres, permanecendo na cidade de São Francisco, até 8 de agosto. “Faz bem ouvir palavras de encorajamento – refletiu –, que alimentam os nossos sonhos. O Papa é como alguém da família. Sinto-o mais próximo do que os meus próprios pais. O Papa é o que há de mais próximo de Jesus.”

As palavras do Papa são fonte de inspiração para quem se dedica à Pastoral Juvenil, todos os dias. “Esta é uma ocasião frutífera de partilha e atenção mútua”, destacou a Irmã Valeria Amata, das Irmãs Franciscanas Alcantarinas, que têm casa de pastoral vocacional juvenil em Assis. “O Pontífice confia uma missão aos jovens. Desde a exibição dos restos mortais de Francisco, Assis tornou-se a Capital da Paz. A igreja da Porciúncula é um lugar de paz, é como um pedaço do Céu na Terra. A partir desse pedaço do Paraíso podemos recomeçar, voltados para o futuro, mesmo nesta época em que não se respeita a vida. Esse é sempre o estilo de Deus – disse a religiosa – começar pelas pequenas coisas”.

E a Irmã Luciana Desini, das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Dores, que têm, em Assis, duas casas, enquanto a casa geral fica em Roma – disse esperar que os jovens recebessem a graça que ela recebeu: “Podem ouvir do Papa uma palavra capaz de dar sentido à vida. Eu também me encontrei, quando jovem, em desorientação; depois, fui tocada pela Palavra de Deus e descobri que Ele estava muito mais perto de mim do que eu imaginava.”

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Enfim, é mesmo expectável que “Go! Franciscan Youth Meeting 2026” tenha sido um abraço ao futuro, alicerçado no caminho franciscano.

2026.08.07 – Louro de Carvalho


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