Leão
XIV deixou o Vaticano, na manhã de 6 de agosto, por volta das 8 horas locais,
com destino à cidade Assis, onde milhares de jovens o aguardavam, desde as
primeiras horas do dia, para o encerramento do “Go! Franciscan Youth Meeting
2026”, o encontro internacional, de 3 a 6 de agosto, que reuniu jovens de todo
o Mundo (dos 18 aos 33 anos), na cidade da Úmbria, para três dias de oração e de
diálogo, celebrando, desta forma, o 800.º aniversário da morte (trânsito) de
São Francisco de Assis.
Após
um voo de meia hora, a chegada ao campo desportivo “Migaghelli”, o Papa seguiu,
de carro, para a Basílica de Santa Maria dos Anjos, percorrendo o que os
franciscanos de Assis chamam “Vascone”, espaço delimitado, à direita e à
esquerda, por longas escadarias, que antecede o pátio da basílica. Ao chegar ao
convento, receberam-no os ministros gerais das Ordens franciscanas – Frades
Menores, os Conventuais e os Capuchinhos – freis Massimo Fusarelli, Carlos
Alberto Trovarelli e Roberto Genuin, respetivamente. E, na Piazza Santa Maria
dos Anjos, encontrou-se com os jovens, que lhe fizeram três perguntas.
A
primeira foi: “Que conselho daria aos jovens que cresceram na espiritualidade
franciscana, para continuarem a ser autênticos discípulos de Cristo e levarem
esperança aos jovens sem perderem a alegria do Evangelho?”
O
Santo Padre apontou o estilo de simplicidade, de fraternidade e de proximidade
que leva a amadurecer na fé, inserida na comunidade, mas aberta a todos, mesmo numa
região da Europa (Croácia) que, há 30 anos, conheceu a guerra e a ligação entre
confissão religiosa e nacionalismo. Na verdade, a presença dos franciscanos
inspirou o diálogo e ajudou à convivência entre católicos, ortodoxos e
muçulmanos. Ora, evitar a cultura do poder e construir a civilização do amor
não é algo que se compreenda e aceite, de imediato. Com Francisco, é preciso
aprender a radicalidade evangélica, que é o oposto do fundamentalismo: não nos
torna cegos, nem violentos, mas sensíveis, atentos, sempre no seguimento de
Jesus. Francisco intuiu que escolher a pobreza pode aproximar os que estão
distantes, encorajar ao encontro e convidar à troca de dons; que o Evangelho
não é separável das escolhas de Jesus Cristo, que Se fez pobre para nos
enriquecer: o Evangelho é a sua vida, o seu caminho, a sua confiança inabalável
no Pai.
A
segunda pergunta foi: “Num Mundo onde reina a cultura do provisório […], o que
o ajudou [ao Papa] no seu percurso vocacional?”
Leão
XIV fala de pergunta repleta do desejo do que não passa. Falamos, negativamente,
do provisório. Outrora, a Igreja educava para o sentido do provisório: “Este Mundo
passa, o tempo corre, as coisas terrenas mudam. Só Deus permanece, porque é
eterno.” Hoje, com interpretação, algo confusa da liberdade, pensamos que a
vida nunca se resolve, de uma vez para sempre, porque o contexto em que vivemos
muda, rapidamente, e nós também mudamos. Com isso, aumentam o medo e a
possibilidade de nos perdermos; e a coragem de fazer uma escolha definitiva será
o ato mais revolucionário, pois “decidir para sempre não nos aprisiona, mas
abre-nos a um dinamismo maior”; e amar é êxodo, estrada por descobrir, um
caminho que Deus percorre connosco”. Este é o verdadeiro sentido de toda a
vocação.
Assim,
o conselho do Papa é: “É importante aprender, da adolescência, a conhecer-se a
si mesmo, a decidir e a arriscar – ou seja, a responder ao Senhor que chama –
sem deixar de o fazer, na idade adulta, no âmbito de decisões já feitas e ante
as que ainda estão por tomar.” E, Falando de si, disse que o Senhor nunca o
deixou sozinho, o acompanhou sempre, dando-lhe também pessoas com quem
caminhar.
A
terceira e última pergunta foi: “Falando de Francisco que, vivendo em tempo em
que a Igreja era marcada por contradições e dificuldades internas, não escolheu
a heresia, mas preferiu obedecer ao Papa […], por que é difícil, hoje, ver a
Igreja como uma Mãe, que, apesar das suas feridas, está sempre pronta a
acolher-nos e a amar-nos? […] Como fazer, para permanecermos neste Amor
reparador?”
O
Pontífice disse que a pergunta nos leva ao cerne da experiência de Francisco.
Abordá-la significa partilhar o desejo do Senhor Jesus para a Igreja. Francisco
ouviu-o, contemplando o Crucifixo. Devemos sempre voltar a este desejo. Muitas
pessoas, ao longo da História e também hoje, não conseguiram fazer a
experiência da Igreja, tal como Jesus Cristo deseja que ela seja. Isto causa
sofrimento, deixa feridas e desilusão e, pode tornar-se impedimento à fé. No
Evangelho, Jesus alerta para este tipo de tropeço que os discípulos podem
causar aos outros, especialmente, aos pequenos e aos pobres. Ora o desejo de
Jesus é reunir um povo, no qual seja ultrapassado o que divide os seres humanos.
À volta de Jesus, homens e mulheres que, de outra forma, nunca se teriam
encontrado nem relacionado, tornam-se irmãos e irmãs.
Por
outro lado, os discípulos de Jesus não podem ser como os grandes da Terra e os
poderosos do Mundo, que procuram visibilidade e dominam sobre os outros. O
desejo de Jesus é que a Igreja se torne o seu corpo e manifeste a sua vida, siga
o seu exemplo e exerça um tipo diferente de força, que não humilha, mas eleva.
A
Palavra de Deus, os Sacramentos e a prática do amor fraterno são caminhos de
transformação para dar forma, em nós, à imagem de Cristo. E São Francisco
percorreu-os. Temos diferentes responsabilidades e vocações, mas caminhamos
juntos, inspirando-nos, ajudando-nos e corrigindo-nos, mutuamente. Assim falamos
da Igreja com o carinho com que se fala da Mãe, pois reconhecemos que lhe
pertencemos. Será uma forma sincera de querer bem às pessoas e à História em
que Jesus Cristo vem até nós e permanece connosco”.
***
Encerrado
o diálogo com os jovens, o Papa entrou no claustro do Convento e cumprimentou
os representantes das Ordens Franciscanas. Entretanto, a temperatura amena e
agradável da manhã tornou-se lembrança distante, pelo que surgiu um canhão a
pulverizar água para amenizar o calor e para refrescar os peregrinos. E, por volta
das 10h18, o Papa, seguiu em procissão, pelo pátio, até ao interior da basílica,
para presidir à missa da Transfiguração de Jesus.
O
Pontífice já havia estado ali, em 20 de novembro de 2025, para encerrar a 81.ª
Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI). Agora, enquanto proferia
a homilia ou consagrava o pão e o vinho, sobressaíam, entre os afrescos da
Porciúncula, de 1830, do pintor alemão Johann Friedrich Overbeck, do movimento
artístico dos nazarenos, as suas vestes brancas.
Concelebraram
os cardeais Ángel Fernández Artime, pró-prefeito do Dicastério para a Vida
Consagrada; Gualtiero Bassetti, arcebispo emérito de Perugia-Città della Pieve;
Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém; D. Felice Accrocca,
bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino e de Foligno; D. Renato Boccardo,
arcebispo de Spoleto-Norcia e presidente da Conferência Episcopal da Úmbria (CEU);
D. Ivan Maffeis, metropolita de Perugia-Città della Pieve, vice-presidente da CEU;
D. Gualtiero Sigismondi, bispo de Orvieto-Todi; D. Domenico Sorrentino,
arcebispo emérito de Assis; D. Nicolò Anselmi, bispo de Rimini; e membros da
família franciscana, como Fr. Massimo Fusarelli, ministro geral da Ordem dos
Frades Menores Franciscanos (OFM); Fr. Marco Vianelli, ministro provincial dos
Frades Menores da Úmbria e da Sardenha; e Fr. Massimo Travascio, custódio da
Porciúncula. Ao altar serviram os noviços dos Frades Menores das casas de
formação de São Damião e da Verna.
***
Na
homilia, o Pontífice comentou o Evangelho da festa: “Estamos em Assis,
cidade para onde, há séculos, sobem muitos peregrinos – hoje também nós! –,
porque tudo, aqui, sussurra que a nossa vida se pode transformar, irradiando
luz, reparando o Mundo. Aqui, teve início a transfiguração de Francisco, de
Clara e, depois, de milhares de outros jovens: acolheram o Evangelho sine
glossa – sem reservas – e a vida de Jesus recomeçou neles.”
Em
tempo cheio de interrogações sobre o presente e sobre o futuro, é possível encontrar,
no Evangelho, um sentido e vislumbrar o caminho. “Não se pode ficar apenas como
espectadores. Com efeito, somos chamados a ler as Escrituras com o Mestre, a
interpretar o nosso tempo e a decidir, seguindo o seu percurso. Estamos aqui
para vencer a resignação e o medo, para dissipar as dúvidas que nos detêm, tal
como detinham os apóstolos. Jesus chama-nos a dialogar com a sua História, para
escrever novas páginas de História”, desenvolveu o Papa.
A
Transfiguração é a luz do novo dia, para o qual estamos orientados, enquanto, à
nossa volta e em nós, ainda é escuro. Quando nos separamos de Deus, desfiguramo-nos,
mas, pelos laços que alimentam e chamam à vida transfiguramo-nos, como aponta a
espiritualidade franciscana. E, ao citar a sua Encíclica Magnifica
humanitas, Leão XIV frisou que a razão pela qual São Francisco nos atrai, 800
anos após a sua morte, reside na magnífica humanidade que o fez abandonar
caminhos percorridos, para se abrir o novo, coerente com o de Jesus.
Assim
fizeram os santos canonizados e uma infinidade de irmãos e irmãs que respondem
ao mal com o bem. “Não estamos sozinhos!”, enfatizou o Papa, vincando que a
Europa e o Mundo inteiro procuram, nos jovens, novos santos, que ousam
acreditar na palavra do Evangelho, abraçando a “irmã pobreza”: “Go! Ide!
Melhor ainda: vamos! Let’s go! Em direção às margens, onde a injustiça e a
prepotência de poucos negam a dignidade e os sonhos de muitos, demasiados,
filhos e filhas de Deus”, exortou. E, citou o seu predecessor, o Papa
Francisco, que, inspirando-se no Pobrezinho de Assis, alertou para a
tentação de sermos cristãos que mantêm “prudente distância” das chagas do
Senhor: “Como aconteceu com São Francisco, é possível não sermos compreendidos,
mesmo pelos de casa. Porém, evitar a cultura do poder e derrubar os muros que
separam os seres humanos uns dos outros não é trair a família, a cidade ou a
tradição, mas libertá-las dos seus fantasmas, dos inimigos inventados pelo medo
e pela ignorância, da violência com que se quer impor o próprio pequeno
ordenamento sobre uma realidade que nos ultrapassa por todos os lados. Confiar
em Deus é reencontrar, como Francisco e Clara, um Mundo de irmãos e irmãs a
valorizar e a servir, não a explorar, nem a dominar. Um Mundo, não para
defender, mas para abraçar.”
Ao
pedir que os jovens sejam devotos da civilização do amor, o Papa concluiu
a homilia com a oração atribuída a São Francisco, com alguns acréscimos: “Senhor,
fazei de mim um instrumento da vossa paz. / Onde houver ódio, que eu leve o
amor. / Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. / Onde houver discórdia, que
eu leve a união. / Onde houver dúvida, que eu leve a fé. / Onde houver erro,
que eu leve a verdade. / Onde houver desespero, que eu leve a esperança. / Onde
houver tristeza, que eu leve a alegria. / Onde houver trevas, que eu leve a
luz.”
Eis
“para onde” ir! Go! Eis “como” ir: “Ó Mestre, fazei que eu
procure mais: / consolar, que ser consolado; / compreender, que ser
compreendido; / amar, que ser amado. / Pois é dando que se recebe. / É
perdoando que se é perdoado. / E é morrendo que se vive para a vida eterna.”
Antes
da bênção aos fiéis, Leão XIV entregou a Fr. Massimo Fusarelli, ministro geral
da OFM, um cálice para a celebração da Eucaristia. No termo da celebração, entrou
na Porciúncula para um momento de recolhimento, que concluiu com o sinal da
cruz. Ao sair, a multidão saudou-o com aplauso cheio de carinho que lhe tocou o
coração: a emoção refletiu-se nos olhos do Pontífice, que se encheram de
lágrimas. E, antes de sair da Basílica, encontrou um momento para dar um carinho
a uma pessoa com deficiência em cadeira de rodas.
***
No
fim da missa, o jovem Francisco Varone pediu ao Pontífice para rezar, a fim de
que nunca falte a coragem de seguir Cristo. Nele, “ninguém é estrangeiro,
ninguém é excluído.” A visita do Papa foi “um abraço que nos alcança
pessoalmente, o sinal de que o Sucessor de Pedro caminha ao lado do Povo de
Deus, compartilhando as suas esperanças e dificuldades”.
Com
estas palavras, o jovem dirigiu-se ao Pontífice para agradecer a sua presença,
que “encoraja a não temer escolher o bem e a acreditar que o Evangelho ainda
pode mudar o coração do homem”. Com o coração aberto, disse que os jovens
conhecem “o cansaço da fragmentação, o medo da solidão”. Por isso, a
experiência de Assis foi formativa: porque, na cidade do Pobrezinho, as
gerações jovens puderam verificar, com os “próprios olhos, que Jesus nos mantém
unidos, que não estamos sozinhos”, como afirma o lema episcopal de Leão XIV, “In
illo unum, uno”. Em Cristo, “ninguém é estrangeiro, ninguém é excluído”, mas
todos somos “irmãos verdadeiros, não por acaso, mas porque somos filhos do
mesmo Pai”.
Por
fim, o jovem pediu ao um presente, o “que os filhos pedem ao pai”, isto é, que “não
se esqueça de rezar por nós”, que “reze, para que não nos falte a coragem de
escolher Cristo”, “para que reconheçamos a sua voz, no barulho do Mundo, para
que a nossa juventude se torne uma vida doada”. “Obrigado, Santo Padre, por
hoje nos fazer sentir Igreja”, concluiu.
***
Acolhimento
caloroso, repleto de alegria e gratidão, foi oferecido a Leão XIV por Fr. Marco
Vianelli, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, no
início do encontro com os jovens, em frente à basílica que abriga a Porciúncula,
“lugar pequeno e santo”, muito amado pelo Pobrezinho de Assis e que encerra o
coração de uma “terra abençoada, onde o Evangelho continua a ressoar na
simplicidade, na fraternidade e na paz”.
Nos
800 anos da Passagem do Pobrezinho, que justamente aqui, a 3 de outubro de
1226, “acolheu a irmã morte” – prosseguiu Fr. Vianelli, referindo-se ao “Go!
Franciscan Youth Meeting 2026”, que terminou a 6 de agosto – “milhares de
jovens vindos de toda a Europa [e do Mundo] reuniram-se em torno da Porciúncula,
para compartilharem um caminho de fé, de esperança e de fraternidade”. Rapazes
e raparigas que “se deixaram desafiar” por temas pertinentes, como a paz, a
missão, a economia e a beleza, “buscando maneiras de se envolverem, ativamente,
e de não permanecerem como espectadores passivos”. E que, em São Francisco,
encontraram “um mestre atual, capaz de falar ao coração das novas gerações e de
indicar caminhos de reconciliação, de cuidado da criação e de autêntica
fraternidade universal”.
Por
fim, agradeceu, mais uma vez, ao Bispo de Roma, pela sua presença, sinal de
“ânimo e de apoio, para nos tornarmos testemunhas credíveis do Evangelho”.
***
Milhares
de jovens receberam o Papa. Divididos em grupos, mas todos unidos. “In illo
uno unum, no único Cristo somos um”. É o que lembra a faixa da comunidade
do Caminho Neocatecumenal de Benevento, na Itália, que cita o lema do brasão do
Papa. Jovens com violões sentaram-se no chão, estenderam toalhas e “acamparam”
atrás das fileiras de cadeiras, dispostas no pátio da Basílica. Gestos e
imagens que, na espontaneidade, evocavam o Capítulo das Esteiras, o Capítulo
Geral da Ordem Franciscana, realizado em Assis, em 1221.
Às
7h15, a praça já estava lotada de peregrinos que, na manhã de 6 de agosto –, como
há 800 anos, quando cerca de cinco mil franciscanos aguardavam São Francisco –,
esperavam a visita pastoral de Leão XIV. E um grupo de adolescentes, invocava, num
canto catalisador da sua união: “Jesus Christ, you are my life!”, o hino da
Jornada Mundial da Juventude de 2000.
Os
mais de dois mil adolescentes e jovens aguardavam a chegada do Pontífice à
cidade de São Francisco, como o ponto alto daqueles dias de encontro, de oração
e de seminários, a poucos metros da igrejinha, a Porciúncula, onde o Pobrezinho,
a 3 de outubro de 1226, há 800 anos, encontrou a “Irmã Morte” e “passou” para a
casa do “Bom Senhor”.
São
Francisco de Assis, neste pátio da igreja, está no coração dos jovens, que se
encantam com sua radicalidade; está mais presente do que nunca, como um
contemporâneo. Cerca de 60 peregrinos da diocese de San Sebastián, na Espanha,
cantavam, em basco, o Cântico das Criaturas. Ander, de 23 anos, engenheiro de
telecomunicações, observou que o grupo estava ali, para ouvir palavras que
“inspiram a sua fé e as suas ações”. Marco Sportellini, da Associação San
Giorgio Valnestore, em apoio à Proteção Civil, cuidava das 200 cadeiras
destinadas aos diáconos. “A minha tarefa é acompanhar as pessoas até aos seus
lugares. Já acompanhei três marchas franciscanas e sei, por experiência, que os
peregrinos são pessoas educadas e prestativas. É uma honra, hoje, ajudá-los a
encontrar o Papa”, disse.
Um
encontro tão esperado, guardado no coração há muito tempo, como explicou
Antonella Carelli, de 22 anos, que está no quinto ano da Faculdade de Farmácia.
Estava em Assis com um grupo de 46 pessoas de Novara, na Itália, acompanhadas
por três padres, permanecendo na cidade de São Francisco, até 8 de agosto. “Faz
bem ouvir palavras de encorajamento – refletiu –, que alimentam os nossos
sonhos. O Papa é como alguém da família. Sinto-o mais próximo do que os meus
próprios pais. O Papa é o que há de mais próximo de Jesus.”
As
palavras do Papa são fonte de inspiração para quem se dedica à Pastoral Juvenil,
todos os dias. “Esta é uma ocasião frutífera de partilha e atenção mútua”,
destacou a Irmã Valeria Amata, das Irmãs Franciscanas Alcantarinas, que têm
casa de pastoral vocacional juvenil em Assis. “O Pontífice confia uma missão
aos jovens. Desde a exibição dos restos mortais de Francisco, Assis tornou-se a
Capital da Paz. A igreja da Porciúncula é um lugar de paz, é como um pedaço do
Céu na Terra. A partir desse pedaço do Paraíso podemos recomeçar, voltados para
o futuro, mesmo nesta época em que não se respeita a vida. Esse é sempre o
estilo de Deus – disse a religiosa – começar pelas pequenas coisas”.
E
a Irmã Luciana Desini, das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Dores, que têm,
em Assis, duas casas, enquanto a casa geral fica em Roma – disse esperar que os
jovens recebessem a graça que ela recebeu: “Podem ouvir do Papa uma palavra
capaz de dar sentido à vida. Eu também me encontrei, quando jovem, em
desorientação; depois, fui tocada pela Palavra de Deus e descobri que Ele
estava muito mais perto de mim do que eu imaginava.”
***
Enfim,
é mesmo expectável que “Go! Franciscan Youth Meeting 2026” tenha sido um abraço
ao futuro, alicerçado no caminho franciscano.
2026.08.07
– Louro de Carvalho
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